LiderCom: “Perspectivas globais e locais: Comunicação no combate à pandemia na Nova Zelândia e na Espanha”
18 de junho de 2020
  • English

Encontro online promovido pela Aberje contou com a participação de comunicadores do exterior

Participantes do encontro na plataforma Zoom

Muito mais que informar, comunicar é contextualizar informações. Em uma situação de crise, como a pandemia da Covid-19, o modo de receber e de processar uma informação é diferente para cada um. A recente realidade mostra como a comunicação, vivenciada de forma global e/ou local, pode afetar a vida de milhões de pessoas.

Por muito tempo, a Espanha foi um dos epicentros dessa crise no continente europeu. Do lado oposto, a Nova Zelândia é um exemplo de sucesso no combate ao novo coronavírus. Para debater sobre as perspectivas de ambos os países, o grupo de lideranças de Comunicação da Aberje, LiderCom, se reuniu durante encontro online “Perspectivas globais e locais: Comunicação no combate à pandemia na Nova Zelândia e na Espanha”, no dia 16 de junho.

Para a ocasião, foram convidados o consultor José Manuel Velasco, membro da Asociación de Directivos de Comunicación (Dircom) da Espanha e Fiona Cassidy, relações-públicas do Instituto da Nova Zelândia (Prinz). O evento foi mediado por Paulo Henrique Soares, diretor de Comunicação do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Ficar na ‘bolha’ fez a diferença

A ‘bolha’ social, termo que ganhou popularidade com o sucesso da Nova Zelândia na luta contra a pandemia, foi uma maneira eficiente e uma regra importante que fez a diferença para toda uma nação. Pequenos cuidados que foram constantemente reforçados por mensagens de segurança transmitidas para todo o país.

Ao vivenciar essa realidade – em que não é permitido que uma bolha entre em contato ou chegue perto de outras bolhas –, a relações-públicas do Instituto da Nova Zelândia (Prinz), Fiona Cassidy, acredita que foi esse consenso público que ajudou a preservar os critérios do lockdown. “As pessoas pensavam: Se todos os cinco milhões de habitantes respeitarem os limites impostos, podemos vencer a Covid-19”.

Ela conta que todos os dias, sempre no mesmo horário, a primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e a diretora geral de saúde, Dra. Ashley Bloomfield, realizavam uma conferência online que era transmitida em todos os canais com acesso fácil a toda a população. “Em um curto período de tempo, parecia que a Nova Zelândia havia parado – e isso durou mais ou menos 60 dias. Esse respeito coletivo, de fato, fez a diferença”, constatou.

Ao reconhecer o impacto que a pandemia causaria na população, o governo neozelandês fechou as fronteiras e o comércio e restringiu voos comerciais logo no começo da pandemia. “Tivemos muita sorte de ter líderes governamentais que divulgavam mensagens com consistência e se utilizavam de todas as plataformas disponíveis. Felizmente, os neozelandeses escutaram e respeitaram. Como todos, também nos sentimos enjaulados. Mas acompanhamos a diminuição dos casos e isso enfatizou a relevância do confinamento”, reforçou Fiona.

Enquanto muitos países apresentavam milhares de mortes, a Nova Zelândia registrou, somente no final de maio, apenas um caso da doença. Depois disso, dois outros casos foram descobertos, mas eram de indivíduos que haviam chegado da Austrália. “As pessoas deste voo foram isoladas em um hotel por 12 dias em vez de 14, pois dois indivíduos foram liberados com antecedência para visitar um parente em estado crítico. Foram estes dois que testaram positivo. Porém, como nossa primeira ministra disse, não conseguiremos parar isso totalmente e a Nova Zelândia ainda será afetada”, contou.

Desafios vividos por comunicadores na Espanha

O consultor José Manuel Velasco, membro da Asociación de Directivos de Comunicación, começou a sua apresentação falando como a profissão de comunicador está sendo afetada na Espanha, que hoje tem 47 milhões de habitantes e recebe anualmente 70 milhões de turistas. Em sua opinião, esses são fatores-chave para que se possa compreender a situação atual do país. 

Quanto ao impacto da Covid-19 na saúde pública e na economia nacional para este ano e ano que vem, algumas instituições internacionais estimam que a Espanha deve sofrer uma queda de 15% no PIB. Além disso, o desemprego pode chegar a 21%, uma das piores taxas já previstas desde a última crise financeira do país. “Nossa economia depende muito de serviços e turismo e a Espanha não possui muitas indústrias. Isso levantou um debate nacional sobre a relevância das indústrias em tempos de calamidades públicas”, comentou Velasco. 

Na ocasião, o consultor compartilhou com os participantes cinco desafios que os profissionais de relações públicas enfrentarão após a pandemia. O primeiro desafio é preservar a alma das companhias. “Durante a pandemia, as empresas mostraram seu lado humanitário e colocaram as pessoas a frente dos negócios. Em um futuro próximo, ficará difícil escolher entre as pessoas e os negócios. Até o momento, acho que as empresas fizeram um bom trabalho em proteger seus colaboradores”, disse.

O segundo desafio será reviver os negócios. “Em muitos casos, será um recomeço. As organizações precisam se recuperar e impulsionar suas vendas para obter os mesmo lucros pré-pandemia”, aconselhou. “Eu vejo que a função do profissional de relações públicas tem mudado durante os últimos anos, conforme foi ganhando relevância dentro das empresas. Está na hora de nos unirmos com outros departamentos, como o marketing, para recuperarmos o nível de vendas. Precisamos gerar leads, até mesmo no nível corporativo, seja produzindo conteúdos para reativar conversas com clientes, ou dando voz aos clientes para que possam compartilhar suas experiências e preocupações”, recomendou.

O terceiro desafio é gerar engajamento interno. Velasco salientou que a saúde dos colaboradores deve permanecer no centro das preocupações das empresas. “É preciso dar razões para que o funcionário aumente seu compromisso com a sua função neste tempo de recuperação, eles precisam de motivação. São os embaixadores das empresas, pois refletem o verdadeiro comportamento da instituição”.

Transferir a confiança de empresas para instituições públicas é outro desafio. “Este desafio foca na frente de responsabilidade social que reside no setor de relações públicas. Este é diferente para cada país. Na Espanha, a confiança das instituições públicas despencou e a população está questionando a capacidade dos políticos de gerenciar estas instituições”, revelou o consultor.

Finalmente, o quinto desafio é treinar as pessoas a se comunicarem melhor. “Este é o principal propósito da nossa profissão. Precisamos preparar nossos porta-vozes para possíveis calamidades públicas como esta e convencer os cargos executivos de que a comunicação é uma ferramenta de extrema relevância para uma empresa”, ponderou. “Essa crise tem apresentado boas oportunidades para nossa área, mostra que as empresas precisam fornecer recursos para a área de comunicação se quiserem divulgar seus posicionamentos externamente de maneira efetiva”, conclui.

Exemplos que ficarão após a pandemia

O uso de mensagens impactantes, a pluralidade de canais de divulgação, a confiança, o engajamento interno. Alguns elementos se sobressaíram no repasse de informações feito pelo governo neozelandês à população logo que a pandemia surgiu, tornando a Nova Zelândia um exemplo mundial positivo, sob o ponto de vista do melhor uso da comunicação. Mas, e quanto às empresas? Irão repensar suas estratégias de comunicação após a pandemia?”

Fiona Cassidy, da Prinz, acredita que, em vista de todos os acontecimentos que a pandemia gerou, o profissional de comunicação deve ter aprendido a reconhecer os benefícios da velocidade da divulgação de informação. “Já passamos por outras calamidades públicas, porém nunca senti a informação fluindo tão rápido quanto agora. Como os casos cresceram rapidamente na Nova Zelândia, nos mobilizamos para agir de maneira ágil. Nunca trabalhamos tão duro e tão rápido”, revelou.

A principal diferença desta para as outras crises, na visão de Fiona, é que os canais digitais tiveram um papel bem mais relevante na divulgação de informação. “Isso se deu porque os neozelandeses replicaram as mensagens de segurança do governo em suas redes sociais e a divulgação de notícias não ficou apenas com grandes veículos. Pode-se afirmar que a comunicação foi fundamental para posicionar a Nova Zelândia onde está hoje”, observou.

Por sua vez, Velasco considera que as empresas irão dedicar mais atenção e recursos à comunicação interna no pós-pandemia. “A credibilidade popular perante a empresas e organizações têm diminuído ao longo dos anos. Por isso que os stakeholders têm cada vez mais influência sobre o público externo”.

Ao participar do encontro, o diretor geral da Aberje Hamilton dos Santos indagou os convidados no que diz respeito ao impacto que a pandemia deve gerar no modo como as empresas se relacionam com o governo.

Para Fiona, haverá sim uma mudança no relacionamento entre o setor privado e o setor público. “De qualquer forma, a transparência ainda é um recurso essencial para a comunicação. Se olharmos para as grandes empresas neozelandesas que precisaram demitir considerável parcela de seus funcionários durante a pandemia, vemos que todas fizeram isso de forma transparente. A verdade é fundamental quando lidamos com a vida e bem-estar de seres humanos.”

O fator transparência também foi ressaltado por Velasco em sua fala: “acho que a resposta para essa pergunta possui duas frentes. Uma diz respeito ao modo que o governo deve utilizar suas ferramentas de comunicação. E a outra dimensão foca no modo em que empresas deveriam se relacionar com o governo em situações como esta. A transparência é sem dúvida muito importante para ambas”, ponderou. 

Na análise de Velasco, o governo espanhol deve preservar esse diálogo com o setor privado para manter o nível de engajamento nas causas sociais. “Posso afirmar que o governo espanhol passou a reconhecer a ajuda que as empresas podem prestar para o sistema de saúde público e para a qualidade de vida da população”.

Participantes do encontro na plataforma Zoom

Muito mais que informar, comunicar é contextualizar informações. Em uma situação de crise, como a pandemia da Covid-19, o modo de receber e de processar uma informação é diferente para cada um. A recente realidade mostra como a comunicação, vivenciada de forma global e/ou local, pode afetar a vida de milhões de pessoas.

Por muito tempo, a Espanha foi um dos epicentros dessa crise no continente europeu. Do lado oposto, a Nova Zelândia é um exemplo de sucesso no combate ao novo coronavírus. Para debater sobre as perspectivas de ambos os países, o grupo de lideranças de Comunicação da Aberje, LiderCom, se reuniu durante encontro online “Perspectivas globais e locais: Comunicação no combate à pandemia na Nova Zelândia e na Espanha”, no dia 16 de junho.

Para a ocasião, foram convidados o consultor José Manuel Velasco, membro da Asociación de Directivos de Comunicación (Dircom) da Espanha e Fiona Cassidy, relações-públicas do Instituto da Nova Zelândia (Prinz). O evento foi mediado por Paulo Henrique Soares, diretor de Comunicação do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Ficar na ‘bolha’ fez a diferença

A ‘bolha’ social, termo que ganhou popularidade com o sucesso da Nova Zelândia na luta contra a pandemia, foi uma maneira eficiente e uma regra importante que fez a diferença para toda uma nação. Pequenos cuidados que foram constantemente reforçados por mensagens de segurança transmitidas para todo o país.

Ao vivenciar essa realidade – em que não é permitido que uma bolha entre em contato ou chegue perto de outras bolhas –, a relações-públicas do Instituto da Nova Zelândia (Prinz), Fiona Cassidy, acredita que foi esse consenso público que ajudou a preservar os critérios do lockdown. “As pessoas pensavam: Se todos os cinco milhões de habitantes respeitarem os limites impostos, podemos vencer a Covid-19”.

Ela conta que todos os dias, sempre no mesmo horário, a primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e a diretora geral de saúde, Dra. Ashley Bloomfield, realizavam uma conferência online que era transmitida em todos os canais com acesso fácil a toda a população. “Em um curto período de tempo, parecia que a Nova Zelândia havia parado – e isso durou mais ou menos 60 dias. Esse respeito coletivo, de fato, fez a diferença”, constatou.

Ao reconhecer o impacto que a pandemia causaria na população, o governo neozelandês fechou as fronteiras e o comércio e restringiu voos comerciais logo no começo da pandemia. “Tivemos muita sorte de ter líderes governamentais que divulgavam mensagens com consistência e se utilizavam de todas as plataformas disponíveis. Felizmente, os neozelandeses escutaram e respeitaram. Como todos, também nos sentimos enjaulados. Mas acompanhamos a diminuição dos casos e isso enfatizou a relevância do confinamento”, reforçou Fiona.

Enquanto muitos países apresentavam milhares de mortes, a Nova Zelândia registrou, somente no final de maio, apenas um caso da doença. Depois disso, dois outros casos foram descobertos, mas eram de indivíduos que haviam chegado da Austrália. “As pessoas deste voo foram isoladas em um hotel por 12 dias em vez de 14, pois dois indivíduos foram liberados com antecedência para visitar um parente em estado crítico. Foram estes dois que testaram positivo. Porém, como nossa primeira ministra disse, não conseguiremos parar isso totalmente e a Nova Zelândia ainda será afetada”, contou.

Desafios vividos por comunicadores na Espanha

O consultor José Manuel Velasco, membro da Asociación de Directivos de Comunicación, começou a sua apresentação falando como a profissão de comunicador está sendo afetada na Espanha, que hoje tem 47 milhões de habitantes e recebe anualmente 70 milhões de turistas. Em sua opinião, esses são fatores-chave para que se possa compreender a situação atual do país. 

Quanto ao impacto da Covid-19 na saúde pública e na economia nacional para este ano e ano que vem, algumas instituições internacionais estimam que a Espanha deve sofrer uma queda de 15% no PIB. Além disso, o desemprego pode chegar a 21%, uma das piores taxas já previstas desde a última crise financeira do país. “Nossa economia depende muito de serviços e turismo e a Espanha não possui muitas indústrias. Isso levantou um debate nacional sobre a relevância das indústrias em tempos de calamidades públicas”, comentou Velasco. 

Na ocasião, o consultor compartilhou com os participantes cinco desafios que os profissionais de relações públicas enfrentarão após a pandemia. O primeiro desafio é preservar a alma das companhias. “Durante a pandemia, as empresas mostraram seu lado humanitário e colocaram as pessoas a frente dos negócios. Em um futuro próximo, ficará difícil escolher entre as pessoas e os negócios. Até o momento, acho que as empresas fizeram um bom trabalho em proteger seus colaboradores”, disse.

O segundo desafio será reviver os negócios. “Em muitos casos, será um recomeço. As organizações precisam se recuperar e impulsionar suas vendas para obter os mesmo lucros pré-pandemia”, aconselhou. “Eu vejo que a função do profissional de relações públicas tem mudado durante os últimos anos, conforme foi ganhando relevância dentro das empresas. Está na hora de nos unirmos com outros departamentos, como o marketing, para recuperarmos o nível de vendas. Precisamos gerar leads, até mesmo no nível corporativo, seja produzindo conteúdos para reativar conversas com clientes, ou dando voz aos clientes para que possam compartilhar suas experiências e preocupações”, recomendou.

O terceiro desafio é gerar engajamento interno. Velasco salientou que a saúde dos colaboradores deve permanecer no centro das preocupações das empresas. “É preciso dar razões para que o funcionário aumente seu compromisso com a sua função neste tempo de recuperação, eles precisam de motivação. São os embaixadores das empresas, pois refletem o verdadeiro comportamento da instituição”.

Transferir a confiança de empresas para instituições públicas é outro desafio. “Este desafio foca na frente de responsabilidade social que reside no setor de relações públicas. Este é diferente para cada país. Na Espanha, a confiança das instituições públicas despencou e a população está questionando a capacidade dos políticos de gerenciar estas instituições”, revelou o consultor.

Finalmente, o quinto desafio é treinar as pessoas a se comunicarem melhor. “Este é o principal propósito da nossa profissão. Precisamos preparar nossos porta-vozes para possíveis calamidades públicas como esta e convencer os cargos executivos de que a comunicação é uma ferramenta de extrema relevância para uma empresa”, ponderou. “Essa crise tem apresentado boas oportunidades para nossa área, mostra que as empresas precisam fornecer recursos para a área de comunicação se quiserem divulgar seus posicionamentos externamente de maneira efetiva”, conclui.

Exemplos que ficarão após a pandemia

O uso de mensagens impactantes, a pluralidade de canais de divulgação, a confiança, o engajamento interno. Alguns elementos se sobressaíram no repasse de informações feito pelo governo neozelandês à população logo que a pandemia surgiu, tornando a Nova Zelândia um exemplo mundial positivo, sob o ponto de vista do melhor uso da comunicação. Mas, e quanto às empresas? Irão repensar suas estratégias de comunicação após a pandemia?”

Fiona Cassidy, da Prinz, acredita que, em vista de todos os acontecimentos que a pandemia gerou, o profissional de comunicação deve ter aprendido a reconhecer os benefícios da velocidade da divulgação de informação. “Já passamos por outras calamidades públicas, porém nunca senti a informação fluindo tão rápido quanto agora. Como os casos cresceram rapidamente na Nova Zelândia, nos mobilizamos para agir de maneira ágil. Nunca trabalhamos tão duro e tão rápido”, revelou.

A principal diferença desta para as outras crises, na visão de Fiona, é que os canais digitais tiveram um papel bem mais relevante na divulgação de informação. “Isso se deu porque os neozelandeses replicaram as mensagens de segurança do governo em suas redes sociais e a divulgação de notícias não ficou apenas com grandes veículos. Pode-se afirmar que a comunicação foi fundamental para posicionar a Nova Zelândia onde está hoje”, observou.

Por sua vez, Velasco considera que as empresas irão dedicar mais atenção e recursos à comunicação interna no pós-pandemia. “A credibilidade popular perante a empresas e organizações têm diminuído ao longo dos anos. Por isso que os stakeholders têm cada vez mais influência sobre o público externo”.

Ao participar do encontro, o diretor geral da Aberje Hamilton dos Santos indagou os convidados no que diz respeito ao impacto que a pandemia deve gerar no modo como as empresas se relacionam com o governo.

Para Fiona, haverá sim uma mudança no relacionamento entre o setor privado e o setor público. “De qualquer forma, a transparência ainda é um recurso essencial para a comunicação. Se olharmos para as grandes empresas neozelandesas que precisaram demitir considerável parcela de seus funcionários durante a pandemia, vemos que todas fizeram isso de forma transparente. A verdade é fundamental quando lidamos com a vida e bem-estar de seres humanos.”

O fator transparência também foi ressaltado por Velasco em sua fala: “acho que a resposta para essa pergunta possui duas frentes. Uma diz respeito ao modo que o governo deve utilizar suas ferramentas de comunicação. E a outra dimensão foca no modo em que empresas deveriam se relacionar com o governo em situações como esta. A transparência é sem dúvida muito importante para ambas”, ponderou. 

Na análise de Velasco, o governo espanhol deve preservar esse diálogo com o setor privado para manter o nível de engajamento nas causas sociais. “Posso afirmar que o governo espanhol passou a reconhecer a ajuda que as empresas podem prestar para o sistema de saúde público e para a qualidade de vida da população”.

 
Twitter e-Mail Facebook Whatsapp Linkedin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.