Concordância é o principal erro dos jornais

Todos os dias encontro erros de concordância em matérias e artigos publicados em jornais, revistas e portais. Alguns deles podem ser atribuídos à pressa típica de quem tem prazo para entregar seus textos. Outros, à distração. Para essas causas, uma revisão – ou uma releitura cuidadosa – feita por quem escreveu quase sempre resolveria o problema. Esse é o caso, acredito, do erro no artigo de Lourival Sant’Anna no Estadão de 17 de julho, em que o verbo “vivem” está no plural, embora se refira à “comunidade árabe imigrante” (trecho acima).
Há, na mesma edição do jornal mais alguns erros desse tipo, que podem ser atribuídos aos motivos descritos acima (tenhamos esperança) ou, o que seria muito pior, ao desconhecimento de regrinhas básicas. Outro exemplo é o da matéria abaixo, em que deveria ter sido utilizada a forma verbal “estavam” (“advogados estava” é inaceitável).
Problemas como esses abundam nos jornais, especialmente naqueles que eliminaram os revisores de seus quadros. Essa medida resulta em pequena economia, mas é muito negativa por fazer crescer o número de incorreções publicadas – o que afeta a credibilidade do texto, do autor e do veículo.
Sem usar um método científico, guiando-me apenas pelo que anoto ao ler, concluo que concordância é hoje o mais frequente erro nas matérias e artigos na mídia escrita. Quem discorda?
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