CPFL, Stellantis e B3 mostram no Aberje Trends como influenciadores internos fortalecem cultura e reputação

A valorização de colaboradores como produtores de conteúdo e embaixadores da cultura organizacional ganhou espaço nas estratégias de comunicação interna das empresas. Esse foi o foco do painel “Comunicação interna: potencializando a cultura organizacional: como fortalecer os influenciadores internos na batalha contra a desinformação”, realizado durante o Aberje Trends 2026, na última segunda-feira (22), no Teatro MASP, em São Paulo. O encontro integrou a programação do evento, dedicada a discutir como a comunicação corporativa transforma confiança, legitimidade e credibilidade em ativos estratégicos para as organizações.
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Mediado por Angela Faria, global head de Employer Brand e Inclusão no Mercado Livre, o debate reuniu Lívia Cabral, coordenadora de Comunicação Interna e Endomarketing do Grupo CPFL; Ellen Dias, digital expert da Stellantis South America; e Maria Rita Teixeira, gerente de Comunicação e Reputação da B3.
Na CPFL, o programa de embaixadores internos nasceu em janeiro de 2026 como uma iniciativa de employer branding e rapidamente ganhou escala. Criado inicialmente com dez participantes, passou a despertar o interesse de mais de 60 colaboradores que querem se juntar ao squad. Segundo Lívia Cabral, o diferencial está na autonomia dada aos participantes. “Os influenciadores internos têm liberdade para produzir conteúdo”, afirmou. Ela destacou ainda que, em uma empresa geograficamente dispersa, os embaixadores ajudam a fortalecer a marca e aproximar a comunicação das diferentes realidades da organização.

Na Stellantis, o projeto de influenciadores surgiu a partir de uma iniciativa acadêmica voltada à divulgação de ações de inovação e evoluiu para uma rede de criadores especializados em temas como tecnologia, diversidade, arte e cultura. De acordo com Ellen Dias, o crescimento ocorreu de forma gradual, com monitoramento constante, apoio do RH e participação do jurídico. “O reconhecimento das pessoas é essencial, esse é um ecossistema vivo”, afirmou. Para ela, além de ampliar o alcance da comunicação, os embaixadores também contribuem para qualificar o trabalho da própria área. “Nós aprendemos muito com os embaixadores.”
Na B3, o programa combina uma Academia de Creators para colaboradores e a atuação de lideranças como thought leaders. Maria Rita Teixeira explicou que a empresa identifica profissionais com presença digital e potencial para representar a organização, sempre em alinhamento com as áreas onde atuam. Segundo ela, a criação de uma rede de padrinhos (profissionais mais experientes que atuam como mentores dos creators) também fortalece o desenvolvimento dos participantes e reduz riscos. “O trabalho dos embaixadores, junto com os padrinhos, evita a desinformação”, afirmou.

Ao comentar os desafios desses programas, as executivas destacaram a importância de construir iniciativas de forma gradual, estabelecer regras claras e envolver áreas como RH e Jurídico desde o início. Também explicaram que a participação das lideranças amplia o engajamento e fortalece a credibilidade das ações, enquanto a interação autêntica dos colaboradores contribui para a reputação das marcas nos ambientes digitais.
O Aberje Trends 2026 teve patrocínio master da B3; patrocínio da ArcelorMittal, BHP, Gerdau, Itaú Unibanco, LATAM Airlines, Stellantis e Vale; apoio da Cortex, CPFL Energia, FGV Comunicação, Natura e Toyota; e parceria de mídia da UM BRASIL e Revista PB.
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