No dia 8 de março, aconteceu o Dia da Mulher Aberje, que debateu a participação feminina no mercado de trabalho e as ações que as empresas estão promovendo ao longo dos últimos anos para promover a igualdade de gêneros no mercado de trabalho.

O evento contou com a abertura de Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje, e mediação da fundadora do portal Plano Feminino, Viviane Duarte. O primeiro painel foi ministrados por Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos & Desenvolvimento da Força de Vendas para a Tupperware Brasil e Larissa Berbare, gerente da marca Natura, debatendo sobre “O empoderamento feminino começa com o protagonismo”; O segundo painel, com o tema “Igualdade de gênero com a ótica da marca”, contou com a presença de Renata Melo, diretora de Marketing de Dispositivos Móveis da Samsung e Renato Amendola, coordenador de Sustentabilidade do Grupo Boticário. E para fechar a manhã, o Dr. Eurico Correia, diretor médico para Pfizer Brasil, discutiu sobre o impacto da inclusão feminina no debate e cuidados com a saúde.

Viviane Duarte mediando a painel com Ana Carolina Soutello, gerente da marca Natura e Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos & Desenvolvimento da Força de Vendas para a Tupperware Brasil

Viviane Duarte mediando a painel com Larissa Berbare (Natura) e Angélica Kanashiro (Tupperware Brasil)

Nassar abriu o evento reforçando que “feminismo não é o contrário de machismo. É equilibrar o jogo”. Esse equilíbrio é fundamental no meio corporativo: nos cargos de CEO, apenas 11% são mulheres. Segundo a McKinsey & Company, empresa de consultoria empresarial americana, organizações que tinham uma ou mais mulheres em seus comitês executivos obtinham retorno sobre o patrimônio 44% maior.

Ainda há muito que se fazer para que a situação se equipare. Ana Carolina Soutello, gerente da marca Natura, destacou que vivemos em um momento de grande choque entre “o velho e o novo”, no qual o mundo está progredindo para uma maior igualdade. A mediadora Viviane Duarte comentou que, além dos progressos como igualdade salarial e licença maternidade, é preciso também que “as mulheres não se vejam no mundo corporativo como inimigas, mas como irmãs”.

Dados sobre a desigualdade de gênero no Brasil

Dados sobre a desigualdade de gênero no Brasil

Já na parte da tarde, a mediação ficou por conta de Liliane Ferrari, consultora de pequenas e grandes empresas. O primeiro painel teve a participação de Paula Bastos, consultora de planejamento e produção de conteúdo para segmento de moda na área digital e Sueli Nascimento, gerente de Produto na SAP Brasil, com o tema “Construção e desconstrução de culturas”. Em seguida, Yara Carnevalli Baxter, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa na Novartis e Neivia Justa, diretora de Comunicação da Johnson & Johnson para a América Latina debateram sobre a diversidade do ambiente de trabalho. Por último, Ivan Martins, colunista das revistas Época e GQ, escritor e palestrante, comentou sobre o papel do homem no empoderamento feminino.

Um ponto recorrente na discussão foi a necessidade de diversidade nas corporações. Os palestrantes demonstraram inúmeros exemplos de sucesso implantados por suas empresas, como por exemplo a Johnson & Johnson, que tem como política contratar pelo menos uma mulher em cada processo de recrutamento. Já a Novartis apresentou uma grande ação de inclusão de deficientes, mulheres e LGBTs, e a SAP com seu pioneiro projeto voltado à inclusão de autistas no mercado de trabalho.

Entretanto, a discussão sobre a responsabilidade pela questão feminina não se restringe apenas às mulheres. Finalizando o evento, Ivan Martins pontuou que cabe aos homens também mudar seu comportamento e cultura, e aprendendo a ceder o protagonismo e ajudar na promoção da igualdade.