O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), associado da Aberje, finalizou a primeira etapa de estudo inédito que estimou em quase R$ 4 bilhões o mercado brasileiro de produções audiovisuais de animação. O valor anunciado está distribuído entre os mercados de animação em TV Paga, cinema, plataformas de streaming (VOD), animações embutidas em games e também para uso corporativo e publicidade.   O detalhamento do estudo mostra que, em TV paga, o segmento de animação representou R$ 1,35 bilhão, ou 5,9% do valor total pago pelos assinantes da TV paga em 2016. No cinema, os valores referentes a receita com bilheteria para animações alcançaram R$ 518 milhões, ou 25% da bilheteria total em 2016. O estudo também observou as receitas geradas pelos serviços de Video on Demand. O mercado de animação em plataformas de VOD gerou R$ 73 milhões em receitas.

 

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Já no setor de games e publicidade, o segmento de animação tem mercado promissor quando aplicado na produção e desenvolvimento de jogos eletrônicos.  Somente em 2016, animações embutidas em games geraram R$ 1,22 bilhão e animação para uso corporativo e para publicidade movimentou R$ 800 milhões, em 2016. Mediante o crescimento da indústria, o setor de tecnologia interativa (que engloba games) bate record na temporada de estágios e vagas de emprego. Somente em janeiro foram abertas 29% mais vagas nessa área em comparação ao mesmo período de janeiro de 2017.

Na sequência do ranking aparecem publicidade com 20%, Comercio Exterior com 15% e Administração de empresas com 12%, Engenharia de Produção com12%, Logística 10% e Design com 8%. São Paulo foi o estado brasileiro com maior número de vagas ofertadas, com 44.881 em janeiro e fevereiro deste ano. Foram 6.965 a mais que o resultado de igual período em 2017, quando foram abertos 37.916 postos no Sine. Já em segundo lugar no ranking nacional vem o Paraná, com 31.508 vagas cadastradas no sistema, seguido do Rio Grande do Sul (+16.424), Rio de Janeiro (+9.690), Ceará (+9.394) e Bahia (+7.744).

Com esses índices, estamos propondo uma pauta para mostrar o reaquecimento do setor de entretenimento digital tanto na indústria, como também nas escolas, com a inclusão de alunos da classe D e E, que não tem condições financeiras para pagar uma universidade e acabam  procurando cursos profissionalizantes que geram receita rápida e transformam o tempo ocioso em profissão, para posteriormente arriscar no mercado de trabalho que fatura anualmente cerca de US$ 34,9 bilhões e ultrapassa a indústria cinematográfica.   Além de surgimento de novas profissões que demandam conhecimento na área de digital, como por exemplo a copa do mundo, que está sendo realizada na Rússia, e que lançou a tecnologia arbitro de vídeo para corrigir erros de arbitragem e que também  precisa de profissionais.