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Ações efetivas em prol da equidade de gênero nas empresas

No mês que celebramos todas as conquistas das mulheres que vieram antes de nós e refletimos toda a jornada que temos ainda pela frente, decidi me inspirar e ler livros sobre mulheres.

Já no primeiro – Faça Acontecer, da Sheryl Sandenberg (COO do Facebook) – fui impactada fortemente! Sheryl toca em um tema muito abordado, mas com óticas diferentes. Mulheres e mercado de trabalho fazem parte da discussão há tempos. Você sabia que o PIB do Brasil poderia estar 16% maior se mais mulheres estivessem no mercado?

De qualquer forma, ainda falamos pouco da falta de mulheres na liderança. Os dados que ela traz são preocupantes: como queremos ter um mundo mais igualitário quando temos menos de 5% de mulheres chefes de Estado e 16% presidentes/ CEOs de empresa? E não é só no cargo máximo que temos baixa representatividade: todos os cargos de diretoria e alta gerência as mulheres estão bem atrás.

Quando olhamos para o mercado de Comunicação temos um cenário um pouco mais favorável. Segundo a pesquisa Perfil da Liderança em Comunicação no Brasil de 2019 da Aberje, 69% das mulheres ocupam cargos de liderança em comunicação corporativa no Brasil. Mas, quando olhamos cargos de direção ou vice-presidência, o número cai para 45%. Ou seja, algo acontece no topo que não nos deixa chegar tão facilmente.

Trabalhei anos em agências de comunicação e todas majoritariamente composta por mulheres nos diversos níveis de atendimento (junior, pleno, sênior). Mas quando chegava na direção/ presidência os números se invertiam. Recentemente, fiquei surpresa quando em uma premiação da área de Comunicação a maioria do público ali era formado por homens. E vendo isso e analisando os dados, o que podemos fazer para termos um futuro mais justo e equalitário?

Não existe regra e muito menos um passo a passo efetivo, mas algumas ações podem ser tomadas para começarmos hoje o futuro. Para criar iniciativas de diversidade e inclusão efetivas, acredito que o primeiro passo é trazer o assunto a mesa e como parte do plano de negócios. Não pode ser apenas tema de RH. Conversar e educar sobre o assunto é uma ótima maneira para tornar o ambiente mais igualitário.

Ações de engajamento interno como fóruns, eventos, e-mails e treinamentos são algumas ferramentas que podem apoiar. Mas lembrando: a liderança precisa participar ativamente de todo processo e também servir de exemplo a todos os funcionários.

Como segundo passo, existem medidas que podem ser adotadas para garantir que mais mulheres façam parte da empresa e cheguem a cargos de alta liderença, como: metas de equidade de gênero para gestores; equiparar todos os salários e garantir que mulheres não ganham menos que homens exercendo as mesmas funções; processos seletivos mais justos sem olhar nome e gênero e incluindo homens e mulheres na tomada de decisão de todas as vagas; capacitação de mulheres e programas de mentoria – e isso só para citar alguns. Não é um processo fácil: é doloroso mudar o modus operandi que fomos acostumados, mas é gratificante ver e acompanhar o progresso.

Percebemos que ainda há bastante o que fazer, mas tendo em vista o quão o tema está em alta, acredito estarmos no caminho certo para um futuro mais justo.

Carolina Prado
Carolina Prado
Apaixonada por comunicar! Conta com mais de 10 anos de experiência na área de comunicação corporativa – trabalhando com comunicação externa e interna, marketing digital, endomarketing, marketing de influência e gerenciamento de crises. Além disso, possui experiência em vários segmentos da indústria como tecnologia, jogos, turismo, entretenimento, empresas, startups, energia, saúde e consumo. Além de gerenciar a área de Comunicação da Intel no Brasil, também é parte de duas organizações dentro da empresa: WIN (Mulheres na Intel Network) e Intel Involved (equipe de voluntários). No WIN, lidera a área de relacionamento externo e coordena eventos e atividades fora da empresa relacionados à equidade de gênero. No Intel Involved, lidera a equipe de voluntariados da Intel Brasil e conduz o planejamento e coordenação de atividades de voluntariado corporativo no país.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

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