Morre Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) comunicou neste domingo (18) o falecimento de Raul Jungmann, presidente da instituição, em Brasília. Jungmann ocupava o cargo desde 2022 e esteve à frente de uma agenda de transformação do setor mineral, com foco em sustentabilidade, governança e diálogo com a sociedade. O Ibram é associado à Aberje.
Em nota oficial, o Ibram destacou que Jungmann “dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo”.
À frente do Ibram, Jungmann liderou debates estratégicos sobre o papel da mineração no desenvolvimento do país, reforçando a importância dos princípios ESG. Segundo a nota da entidade, sua gestão foi pautada “pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI”. Durante a gestão de Jungmann, o Prêmio Aberje de 2023 reconheceu o trabalho do IBRAM na Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, com o prêmio especial “Comunicação da Amazônia”.
O Ibram ressaltou ainda que a atuação de Jungmann contribuiu para fortalecer o posicionamento institucional do setor mineral e ampliar o diálogo com diferentes públicos, incluindo governos, empresas e a sociedade. “Sua trajetória deixa um legado de compromisso público e de busca permanente por consensos em temas complexos e estratégicos para o Brasil”, conclui a nota.

“Raul Jungmann exerceu influência decisiva sobre a forma como a mineração — e outros setores econômicos — passaram a se comunicar em um contexto geopolítico, social e ambiental cada vez mais complexo. Sua atuação foi sempre ancorada em princípios éticos admiráveis e na convicção de que o desenvolvimento econômico deve caminhar junto com a sustentabilidade e o respeito institucional”, afirmou Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor titular da ECA-USP.
Pernambucano, Raul Jungmann atuou em diferentes esferas do poder público e da sociedade civil. Ao longo da carreira, ocupou cargos como ministro de Estado, além de ter exercido vários mandatos como deputado. Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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