Evento da B3 com participação da Audima explora acessibilidade, áudio e inclusão como rotina e cultura

Na última quinta-feira (23), a Arena B3, no Centro de São Paulo, recebeu o Encontro Tech, realizado pela associada B3 (Bolsa de Valores do Brasil), que reuniu dezenas de profissionais convidados de Tecnologia e Comunicação para discutir a acessibilidade digital e o papel da inovação na inclusão. Com participação da associada Audima, o encontro reforçou a urgência de integrar práticas acessíveis desde o início dos projetos digitais, especialmente em empresas com impacto social e comunicacional relevantes.
Durante os painéis, a equipe de tecnologia da B3 apresentou ações concretas voltadas à acessibilidade digital, como o desenvolvimento de projetos mobile acessíveis, a implementação de um design system com foco em inclusão e a criação de um processo contínuo de testes de qualidade e soluções com apoio da inteligência artificial. As iniciativas fazem parte de uma política interna de tecnologia da B3 que visa tornar a experiência digital mais democrática para todos os stakeholders.

“Acessibilidade não é favor, é lei. E precisa estar dentro de tudo que construímos. Deve ser pensada desde o início”, destacou Marcelo Sahd, UX manager da B3, ao reforçar a importância de integrar o tema à cultura tecnológica das empresas. Luiza Epifani, analista de Diversidade e Inclusão da bolsa de valores, ressaltou o papel coletivo das equipes: “Nos provocamos a ir além da lei, para atender às necessidades reais das pessoas. Aqui dentro, levantamos demandas de acessibilidade e questionamos inclusive nossas próprias atitudes no dia a dia. Acessibilidade é responsabilidade de todos”, explicou.
O case “GitHub Copilot”, apresentado por Giovanne Bertotti, consultor de engenharia de qualidade da B3; e Eduarda Klimavicius, analista de software, trata da correção de acessibilidade digital do Design System em práticas como suporte a leitores de tela ou navegação apenas por teclado.
O CEO da Audima, Luiz Pedroza, apresentou dados sobre os públicos que necessitam de recursos de áudio no dia a dia – 18% dos brasileiros têm dificuldade de enxergar, 29% são analfabetos funcionais, 5% têm deficiência auditiva, 20% são neurodivergentes e 16% têm mais de 60 anos. A empresa é especializada em produtos de acessibilidade digital. Pedroza também apontou que 51% dos brasileiros preferem o formato sonoro, 70% da Geração Z opta por ele e que conteúdos em áudio têm até 400% mais engajamento.
Ao final do evento, a B3 anunciou que, por meio de parceria com a Audima, todos os artigos do portal Bora Investir agora incluem áudio humanizado.
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