Empresas priorizam pessoas, tecnologia e eficiência em 2026, aponta ANK Reputation

Líderes empresariais que representam 24 segmentos da economia brasileira devem concentrar esforços, em 2026, na reorganização de suas bases competitivas, com foco no desenvolvimento de pessoas, na transformação via tecnologia e no aumento da eficiência. É o que aponta o estudo “As prioridades da alta liderança para 2026”, conduzido pela ANK Reputation com 125 CEOs, executivos C-Level, acionistas e membros de Conselhos de Administração de organizações com atuação no país. A ANK Reputation é associada à Aberje.
O estudo indica que desenvolvimento de pessoas, retenção de talentos e sucessão permanecem como prioridade central pelo segundo ano consecutivo, seguidos pela transformação do modelo de negócio com uso de inteligência artificial e automação. Em paralelo, cresce a ênfase na reestruturação interna, refletindo a busca por maior eficiência operacional, controle de custos e simplificação de estruturas. Temas como reputação, marca e comunicação também figuram entre as cinco principais frentes, evidenciando o avanço da percepção desses ativos na geração de valor.
Segundo Anik Suzuki, CEO da ANK Reputation, o momento exige escolhas estratégicas. “Vejo um exercício de foco, de ir em frente com os trade-offs necessários. Quando não é possível avançar em todas as frentes, líderes escolhem investir no que garante a travessia e sustenta relevância no longo prazo”, afirma.
Apesar de 58% dos entrevistados projetarem um ano melhor para suas empresas em comparação a 2025, o grau de otimismo recuou. A principal razão é o ambiente político: 77% apontam a turbulência eleitoral como um dos maiores riscos para os negócios. A instabilidade institucional também aparece como principal entrave ao crescimento econômico, à frente de fatores como crise fiscal e juros elevados, indicando menor previsibilidade para decisões estratégicas e investimentos.
No campo dos riscos corporativos, além do cenário político, destacam-se a disrupção tecnológica associada à inteligência artificial e as tensões geopolíticas. Ainda assim, 70% das organizações se consideram parcialmente preparadas para enfrentar essas vulnerabilidades, enquanto apenas 14% afirmam possuir estruturas plenamente consolidadas de gestão de riscos.
A sondagem também evidencia a centralidade da reputação: para 75% dos líderes de empresas com faturamento superior a R$5 bilhões, ela impacta diretamente resultados financeiros e valor de mercado. Mesmo assim, a maioria das organizações (60%) ainda se encontra em estágio intermediário de maturidade na gestão do tema. Entre os principais efeitos positivos estão a atração de clientes, gestão de temas sensíveis e crises, relações institucionais e interação com a imprensa.
Para o próximo governo federal, que assume em 2027, os líderes apontam como prioridades ajuste fiscal, reforma administrativa e avanços na educação básica, considerados fatores essenciais para maior previsibilidade e retomada consistente do crescimento econômico.
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