Comitês Aberje de Estudos Temáticos realizam último encontro do ano com retrospectiva de temas 
10 de dezembro de 2021
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Evento também contou com a participação da educadora Lourdes Alves, que trouxe a convivência como tema central de sua palestra

Os Comitês Aberje de Estudos Temáticos de 2021 realizaram o último encontro no dia 7 de dezembro, reunindo todos os quatro Comitês ativos e contando com a presença de de 95 integrantes. Após a introdução e uma breve retrospectiva feita pelo gerente de Desenvolvimento Associativo da Aberje e gestor dos Comitês, Rodrigo Cogo, as pessoas puderam escolher participar de uma das quatro salas simultâneas para Rodadas de Conversa sobre quais foram os melhores insights de 2021. Em seguida, os participantes puderam assistir à palestra “Convivência: eis a nossa questão”, com a consultora Lourdes Alves de Souza, com agenda finalizada por uma dinâmica interativa de redes de convivência organizada pelos consultores Eduardo Murad, Arnaldo Cruz e Marjan Pereira.

Muita troca de experiências e aprendizados permearam todo o ano de 2021. Ao todo, foram realizadas 37 reuniões, 56 horas de trabalho ao vivo, 116 palestrantes e 81 organizações associadas. Além disso, foram 36 resumos de cinco insights, 30 artigos em quatro blogs temáticos no portal Aberje e quatro episódios de podcasts.

Comitês de estudos temáticos

Comitês de estudos temáticos constituem-se de um grupo fixo anual de profissionais nomeados por organizações integrantes da base associativa da Aberje, que se reúnem com regularidade e calendário predeterminado para discutir, aprofundar ou gerar novos conhecimentos e conteúdos sobre determinado assunto identificado como de interesse. Há 25 vagas para organizações associadas, que nomeiam um titular e um suplente cada.

A proposta é contribuir para a ampliação do conhecimento, num processo de elaboração interna dos contextos, dos conceitos e das experiências por meio de uma construção colaborativa. Com isso, o comitê faz análise crítica e produção criativa sobre o tema escolhido, debate sobre o que há de mais avançado na área e estimula a troca de experiências entre profissionais de diferentes setores.

Comunicação de Comunicação Digital com Empregados

O grupo de comunicadores membros do Comitê de Comunicação Digital com Empregados, coordenado este ano pela sócia-diretora da VRS Academy, Vivian Rio Stella, e pela sócia-diretora da Ideafix e da startup Indicafix, Suzel Figueiredo, pretendeu, ao longo do ano, discutir o potencial multicanal da comunicação com empregados, despertando diferentes e complementares linguagens e propostas de aproximação, buscando aceleração de processos sem descuidar da saúde física e mental das equipes.

Entre os principais insights levantados ao longo do ano estão: os impactos da mediação digital na cultura organizacional e no employer branding; articulações entre gestão da mudança e comunicação digital no trabalho remoto; efetividade e mensuração das ferramentas digitais com times remotos e qualificação das métricas de engajamento; digitalização e suporte aos líderes para engajamento pela comunicação humanizada via redes sociais abertas ou corporativas; comunicação digital com empregados de área operacional ou industrial; planejamento e gestão de influenciadores internos; big data, inteligência artificial e personalização na comunicação com empregados; e inovação na gestão da Comunicação Digital e da experiência dos empregados.

Além dos insights, o grupo reconheceu algumas preciosidades, que foram apresentadas durante a reunião final dos comitês por Vivian e por Suzel. “Compreender que a realidade das organizações é diversa, complexa e nem sempre tão digital como nós, comunicadores, supomos; mais do que focar nos canais em si e pautar-se pelo anywhere office, é preciso entender a experiência das pessoas e de que forma as práticas e as mensagens realmente tocam e fazem sentido para elas. Além disso, evitamos ser mais uma fonte de ‘infoxicação’ e concentramos esforços para criar ações e conteúdos que conectam”, enfatizaram as coordenadoras. “Temos que falar sobre os muitos desafios que a comunicação vem enfrentando, assim como todas as áreas das organizações. E um deles continua sendo como engajar profissionais e como contar com a liderança para propagar e vivenciar essa humanização e descentralização tão necessária”, complementam. 

Numa sociedade cada dia mais digital, a conexão entre empresas e empregados torna-se ainda mais desafiadora. É preciso estar atento às características e comportamentos do público interno, oferecer conteúdos de valor, com agilidade, com credibilidade, por meio de canais eficazes. É sobre isso que o blog CI.ON: Comunicação Interna Digital — oriundo do Comitê de Comunicação Digital com Empregados — veio falar.

Comitê de Comunicação e Relacionamento com Mídias e Influenciadores

O grupo de comunicadores membros do Comitê de Relacionamento com Mídias e Influenciadores da Aberje, coordenado pelo sócio-diretor da Retohc Comunicação e professor da Escola Aberje, Luiz Chinan, e por Daniela Bittencourt Ferreira, enquanto desempenhava a função de gerente de Comunicação Corporativa da Toyota, discutiu temas ligados ao universo da mídia e dos influenciadores digitais e de opinião. Ao longo do ano, este comitê visou debater um espectro de desafios midiáticos, incluindo os impactos da LGDP nos cadastros e relacionamentos e os novos formadores de opinião e os influenciadores. Foram analisadas melhores práticas para critérios, engajamento, alcance e alinhamento com a narrativa de marcas.

Na ocasião, o coordenador do comitê Luiz Chinan ressaltou alguns pontos levantados em vários encontros como a pesquisa de temas; documentário, influenciadores squad e podcasts para investidores; que  dados são para comunicação e que a decisões que devem mirar autenticidade; saúde dos indicadores pede impactos; a escuta permite antecipar demandas; e que a mídia própria pode casar com influenciadores.

blog Mídia & Influenciadores do comitê  traz alguns resumos, reflexões, insights e conhecimento gerados pelos membros.

Comitê de Comunicação e Relações institucionais

O Comitê Aberje de Comunicação e Relações Institucionais se reúne para debater a atuação estratégica com base na integração entre relações institucionais e comunicação corporativa, refletindo sobre estrutura, reporte, formação e competências dos times, escopo de atuação e toda a  complexa gama de relações entre os diversos stakeholders, tendo por objetivo a construção de relacionamentos de valor e a geração de impactos positivos na reputação das companhias. No blog Relações Institucionais & Comunicação, os integrantes do Comitê, os membros compartilham suas visões sobre os temas debatidos nos encontros, trazendo uma multiplicidade de olhares a partir da inspiração coletiva. Também a partir do grupo, desenvolveram-se dois episódios do podcast FalAção: episódio 81, sobre “Empresas e Posicionamentos Políticos”, com Thomaz D’addio (Ágora Public Affairs) e Carmem Murara (Grupo Marista); e o episódio 86, sobre “Cultura Data Driven e decisões em Relações Institucionais”, com Ana Paula B. Oliveira (Cargill) e Renata Petrocelli (Eletrobrás).

Dirigido pela consultora empresarial e professora da Faculdade Cásper Líbero, Insper e Escola Aberje, Ágatha Camargo Paraventi, e pela superintendente de Comunicação da Eletrobras, Renata Petrocelli, o comitê trouxe como insights a Integração RI e Comunicação; Diversidade de Stakeholders; Mídias Sociais Digitais e RI; Inteligência de dados; Comunicação de Crise; Novas frentes de atenção; e RI e Eleições.

Quanto aos modelos de estrutura e frentes de atuação de RI e Comunicação, o comitê definiu que o reporte direto à presidência é ponto positivo que aparece na maioria das empresas do grupo; que independentemente da estrutura organizacional, integração é ponto-chave, e precisa ser patrocinada pelas lideranças; que as organizações se beneficiam da produção de conteúdo para seus públicos e que empresas de setores regulados necessitam atenção redobrada.

E como mapear e interagir estrategicamente com associações e comunidades? Segundo o comitê, o mapeamento de associações inclui análise de relevância e reputação e o RI traduz o papel da associação na organização. Além disso, o Compliance ajuda a estabelecer critérios de relacionamento. Já a parceria com a comunidade é essencial para multiplicar a ação na ponta. O relacionamento deve ser visto como processo, não como um evento; entre os principais pilares desse relacionamento estão a escuta ativa, a interação social e a comunicação dirigida e as ferramentas são: mapeamento, matriz de criticidade, fluxo de relacionamento, sistema de gestão e prestação de contas à comunidade. 

Comitê de Comunicação e Estratégia em ESG

O Comitê Aberje de Comunicação e Estratégia em ESGdebate o aprendizado e desenvolvimento coletivo em um dos temas mais importantes e atuais para as organizações, que é a construção de um presente e futuro sustentáveis. Este movimento deve necessariamente contar com o protagonismo dos comunicadores. O intercâmbio de conceitos, perspectivas, provocações e práticas se faz em sessões virtuais ao redor de cinco pilares: O impacto da comunicação ESG na reputação, o engajamento de stakeholders e governança para a sustentabilidade, a comunicação eficiente para engajar tomadores de decisão, a gestão de crises relacionadas a ESG e a análise comparativa das metodologias de cálculo ESG e a relação com comunicação.

Coordenado pela consultora empresarial e professora da Escola Aberje, Natália Tamura, e pela sócia-diretora da Makemake Gestão da Reputação, Tatiana Maia Lins, este comitê discutiu, ao longo deste ano, a relação de ESG com a Agenda 2030 do Pacto Global e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a inclusão de perspectivas como capital social, capital humano, liderança e inovação, tudo sob o ponto-de-vista também da Comunicação Corporativa (“walk the talk”, transparência, diálogo, materialidade, relatoria, canais e linguagens de comunicação) para colocar os stakeholders no centro do processo de decisão e conectar objetivos, ações e resultados aos efeitos desejados nas várias frentes de cuidado, bem como construindo indicadores claros da atuação ESG.

Entre os insights levantados pelo comitê estão: o entendimento de que ESG não é sinônimo de Sustentabilidade; gestão é o coração da Agenda ESG e da boa reputação; a boa comunicação da agenda ESG não parte do que a empresa quer falar, mas do que as pessoas querem saber. Além disso, apresentaram os insights de cada um dos oito encontros realizados ao longo do ano. O seu blog Estratégia ESG & Comunicação busca trazer a síntese das discussões e inspirações geradas nos encontros deste Comitê. Além disso, o episódio 73 do podcast FalAção traz Rodrigo Cunha, CEO da Profile PR e membro do comitê, para falar sobre “Comunicação e Estratégia ESG”.

“Convivência: eis a nossa questão”

Na segunda parte do encontro, a audiência pôde refletir sobre convivência com Lourdes Alves de Souza, que atuou como terapeuta, diretora de creche e orientadora educacional na formação de professores e no fomento de projetos sociais. Facilitadora de processos de ensino e aprendizagem e professora e conselheira na Associação Palas Athena, é fundadora da consultoria Bom Diálogo, especializada em criar e realizar atividades e eventos vivos, dialogados, interativos e transformadores.

Lourdes Alves de Souza

Na ocasião, Lourdes apresentou o que diz ser o seu tema da vida inteira: a convivência. “Quando se fala em convivência não tem como não falar de valores da convivência, aquilo que sustenta a convivência e da escuta ativa, do diálogo. Essas duas coisas se complementam pois na convivência precisamos escutar uns aos outros”, iniciou.

Um dos pontos trazidos à reflexão pela educadora é o como cada um convive consigo mesmo. “Convivência também é viver com a gente mesmo. O quanto a gente se conhece? Como a gente lida com o cotidiano?”, indagou Lourdes que, para exemplificar isso, pediu a todos para que pegassem uma simples colher de pau. Naquele momento, a colher de pau transformou-se num instrumento de massagem nos ombros, peitoral, abdômen, quadril, braços e pernas. 

“Muitas vezes ficamos com a mente e o corpo separados um do outro, a gente chega no trabalho trazendo só a mente e o corpo a gente esquece, o colocamos numa cadeira simplesmente. É preciso trazer o corpo para a conversa, perceber a respiração e a própria energia no aqui e agora”, comentou a educadora. “Convivência com a gente mesmo é, antes de qualquer coisa, fazer a conexão consigo mesmo, para me ajudar a sair do automático, para me conectar com o outro. Não é um corpo que levanta para fazer coisa, mas sou eu inteira, corpo e mente conectados que vai para a vida”, complementou.

Em seguida, Lourdes contou a história de um sultão que, ao dar uma festa, não ofereceu nada para comer aos convidados. Lá pelas tantas, trouxe um caldeirão com várias colheres enormes, que dificultavam que cada um pudesse comer por si só. Até que alguém entende que, para que pudessem se alimentar, precisariam da ajuda uns dos outros. “Toda essa metáfora traz valores importantes: a nossa interdependência, o amor e o cuidado com o outro. A convivência precisa do cuidado com o outro”, acentuou Lourdes. 

 

 
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