O ”ganha-ganha” ficou pouco

Coitada da empresa que, nos dias de hoje, ainda ousar dizer que está no mercado apenas para gerar valor para seus acionistas. Essa “função social” das empresas capitalistas descrita pelo Nobel de Economia está desgastada. E a razão é que ela é limitada. Trata-se de uma das facetas do Capitalismo, mas não a única.
Com a tomada de consciência da população e das empresas sobre a necessidade de que os negócios fossem realizados respeitando o meio ambiente e valores éticos entre as partes interessadas, surgiu a expressão “ganha-ganha”. O negócio, para ser bom, precisava não apenas gerar lucro para os acionistas, mas ser bom para a outra parte. Essa visão, apesar de mais atual, está, também, começando a ficar datada.
Isso porque hoje já se fala em negócios “ganha-ganha-ganha-ganha-ganha-ganha”. Sim, o “ganha” é repetido em uma sequência de seis vezes, também apelidada de “win6”. A primeira vez que tive contato com essa expressão foi pelos autores que defendem a teoria do “Capitalismo Consciente”, John Mackey e Raj Sisodia. De tão interessante (e lógica) resolvi compartilhar com vocês.
Nos negócios motivados por uma cadeia de seis “ganhas”, ganham os clientes, os empregados, os fornecedores, os investidores, a comunidade e o meio ambiente. Para quem é fluente em inglês, deixo a explicação da expressão direto da fonte, com o autor John Mackey:
Tenho a impressão, ainda não confirmada, mas em vias de confirmação, de que as empresas que adotam essa postura em seus negócios conseguem gozar de uma boa reputação, pois minimizam os riscos reputacionais – mesmo que essa não seja uma prioridade para elas. Um negócio que é bom pra todos não é ruim para ninguém, não tem telhado de vidro.
De imediato, pode parecer difícil pôr em prática um negócio seguindo esse modelo. Mas não é impossível. Basta que as empresas tenham como um de seus valores o respeito ao próximo e ao meio ambiente.
Você conhece alguma empresa sob tal filosofia aqui no Brasil? Vamos fazer uma lista coletiva para destacar os bons exemplos?
ARTIGOS E COLUNAS
Maria Claudia Bacci O que o organograma não mostra sobre o poder da comunicaçãoPaulo Nassar Os últimos territórios livres dos algoritmos (Por que os rituais voltaram a importar)Ciça Vallerio Onde as empresas ainda estão tropeçando em riscos e saúde mental
Destaques
- Últimos dias de inscrição para Expedição Amazônia
- Nova edição do boletim Análise Econômica examina a transformação do papel estratégico da comunicação nas organizações
- Victor Pereira publica artigo sobre legitimidade organizacional na revista Problemas Brasileiros
Notícias do Mercado
- Ypê lança campanha nacional inspirada em 75 anos de relação com os brasileiros
- BH Press publica Relatório de Impacto 2026 com avanços em governança e sustentabilidade
- Cassiano Elek analisa mudanças no mercado editorial brasileiro em entrevista ao Canal UM BRASIL
































