Gestão da Reputação é um tema sério, cuidado com oportunistas de plantão

Fim do ano chegando, as empresas todas fazendo seus planejamentos para o ano seguinte. E, como acontece sempre, os anúncios de fornecedores de serviços com promessas milagrosas se reproduzem na guerra pela atenção das empresas clientes e potenciais clientes. A munição é reforçada. Entendo o movimento, acho natural e previsível. Meu alerta, aqui, é para que os clientes saibam distinguir o fornecedor sério do oportunista de plantão.
Gestão da Reputação é um tema sério. Reputação é licença social para operar na economia da reputação em que a gente vive. Nove entre dez pessoas dizem não querer comprar de, trabalhar para ou investir em empresas de má reputação, de acordo com dados da The Rep Trak Company. Por esta razão, fornecedores de gestão da reputação precisam realmente entender de reputação e contribuir para a reputação dos seus clientes.
Em qual cenário as empresas antiéticas podem ser boas opções de fornecedor para gestão da reputação? Em qual cenário empresas envolvidas em escândalos de corrupção ou lavagem de dinheiro podem ser boas opções de fornecedor para gestão da reputação? Em qual cenário empresas cujos profissionais não possuem vivência, bagagem teórica e experiência prática em gestão da reputação podem ser boas fornecedoras de serviços de gestão da reputação?
No mercado da Gestão da Reputação, temos empresas especializadas e com bagagem teórica e prática, que sabem o que estão fazendo- consultorias de verdade. E, nos últimos anos, oportunistas de plantão que ouviram que a competitividade das empresas depende de como os públicos as percebem e reciclam conteúdos dos profissionais sérios sem dar o devido crédito. O que eu vejo de gente requentando meus conteúdos, por exemplo…Tem também aquelas empresas que se aproveitam de poder financeiro para gerar buzz, mas que quando se espreme o conteúdo de suas estratégias não há embasamento algum, além da busca do lucro pelo lucro para seus fundadores ou investidores controversos. E, do outro lado, temos clientes que sabem o que contratar e também clientes que ainda estão no início de suas jornadas de aprendizagem sobre gestão da reputação.
Como alguém que está no mercado da gestão da reputação há mais de uma década e que acredita e defende a livre concorrência ética, acredito que há espaço para todos de boa fé. Mas, e quando falta a tal boa fé? Quem fica com a função de ser o vigia do vigia? Você, caro cliente. Cabe a você regular o mercado ao escolher os seus fornecedores. Exerça o seu papel de cidadania, estude os fornecedores antes de contratá-los.
A gestão da reputação séria agradece. E a sua empresa também.
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