CEO da Neoenergia destaca expansão de fontes renováveis e hidrogênio verde no Brasil
23 de maio de 2022
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Mario Ruiz-Tagle reforçou oportunidades para o país com novas tecnologias de energia durante evento que busca conectar estratégias corporativas e impulsionar os negócios verdes

O potencial do Brasil para atender ao crescimento da demanda global por energia limpa, em um cenário de descarbonização e expansão de novas tecnologias. Esse foi o destaque da Neoenergia no painel “Os setores de serviços e seguros, e as novas oportunidades verdes”, durante o Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes, realizado nesta quarta-feira (18), no Rio de Janeiro.  “O Brasil se encontra num momento histórico e espetacular. Hoje o mundo é altamente demandante de energia verde”, destacou Mario Ruiz-Tagle, CEO da Neoenergia, companhia pioneira na transição energética do país, onde está há 25 anos.

Mario Ruiz-Tagle reforçou o histórico de investimentos da Neoenergia em renováveis e a expectativa de desenvolvimento de novas tecnologias em expansão no Brasil, como energia eólica offshore e hidrogênio verde. O parque eólico de estreia da companhia, Neoenergia Rio do Fogo (RN), teve a operação iniciada em 2006 e foi o primeiro desenvolvido com recursos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (PROINFA). Hoje, são 44 parques em operação e construção, somando capacidade instalada total em eólica de 1,5 GW, com destaque para Neoenergia Oitis, localizado entre o Piauí e a Bahia.

Além disso, atualmente, a Neoenergia está à frente de estudos sobre o hidrogênio verde, como no projeto piloto de produção no Porto de Suape, em Pernambuco, desenvolvido em parceria com o governo estadual. Produzido utilizando energia limpa, livre de emissões de gases do efeito estufa, essa é uma aposta global para acelerar a descarbonização industrial.

No congresso, o CEO da companhia enfatizou que o combustível poderá ser utilizado como opção mais limpa para a frota de veículos pesados. “Hoje, pela primeira vez, começamos a vivenciar um fenômeno que vai diferenciar o futuro do passado, o hidrogênio verde, que poderá ser transportado e abrirá as fronteiras de energia do Brasil”, afirmou o executivo, que destacou ainda a importância da regulação nesse cenário de novas tecnologias: “Só vamos conseguir acelerar a transição energética com duas questões, na minha opinião: a cultura da sociedade e o ambiente de negócios“, ressaltou.

O desenvolvimento do portfólio renovável da Neoenergia nos últimos anos acompanhou projetos para fomentar a tecnologia e os talentos locais. Um exemplo citado por Mario Ruiz-Tagle no evento foi a atração da Siemens Gamesa, empresa que possui fábrica na Bahia e é fornecedora de turbinas eólicas para parques como Neoenergia Chafariz (PB). A realização de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável das áreas de atuação é uma das estratégias da companhia em todos os seus projetos, que se estendem por 18 estados do país.

Entre os investimentos para a descarbonização, além da expansão das fontes renováveis, está o fomento à infraestrutura para o crescimento da mobilidade sustentável do país. Mario Ruiz-Tagle citou como exemplo o projeto Corredor Verde, que integra o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Neoenergia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A companhia instalou a maior eletrovia do Nordeste, com 18 estações de recarga entre Salvador (BA) e Natal (RN). “O objetivo é gerar confiança nos consumidores sobre o principal questionamento: qual é a segurança no uso do veículo elétrico? Hoje, a principal discussão é quanto se pode percorrer com um veículo elétrico“, explicou o executivo.

Mercado de carbono

O CEO da Neoenergia abordou, ainda, as possibilidades de compensação de emissões por meio do uso de energia renovável. A usina hidrelétrica Teles Pires (PA/MT), controlada pela companhia, está apta à emissão de créditos de carbono o utilizando o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e vem realizando contratações com empresas do Brasil, da Holanda e da Índia, referentes à sua geração desde o início da operação, em 2015.

A Neoenergia comercializa também Certificados de Energia Renovável (I-REC, na sigla em inglês) referentes à geração eólica e hidráulica de parte dos seus empreendimentos. Cada MWh gerado por uma usina de energia limpa cadastrada equivale a 1 I-REC.

De acordo com Mario Ruiz-Tagle, devido ao potencial do Brasil no cenário de transição energética, o país pode ter um papel de protagonismo na 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada este ano, no Egito. No evento, serão discutidos, entre outros temas, o financiamento para ações de adaptação climática e o rumo à neutralidade de carbono.

 

 
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