Capítulo Nordeste da Aberje e Supera Comunicação conectam pesquisa e prática em debate sobre reputação

A reputação se constrói na experiência com as organizações, na qualidade dos serviços e na coerência entre promessas e práticas. Essa foi uma das conclusões do Diálogos Supera Nordeste, promovido pelo Capítulo Nordeste da Aberje, em parceria com a associada Supera Comunicação, em 15 de outubro. Na programação, um painel sobre comunicação, confiança e reputação discutiu como a experiência dos públicos e a coerência entre promessas e práticas influenciam a percepção das organizações. Com mediação de Cintia Liberato, gerente de Comunicação, Relações Institucionais e Responsabilidade Social Bracell NE e Diretora do Capítulo Aberje Nordeste, o painel reuniu Victor Pereira, gerente de Relações Institucionais da Aberje; Aline Garrido, gerente de Imprensa da Neoenergia Coelba; e Suely Temporal, presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI) e sócia da ATcom.
Comportamento e confiança
Victor apresentou resultados da pesquisa vinculada ao tema da Aberje em 2026, “O Valor da Reputação”. Entre os critérios de boa reputação apontados pelos comunicadores estão ética e transparência, cumprimento de promessas, qualidade de produtos e serviços, confiança e tratamento dado às pessoas. Segundo ele, publicações isoladas não sustentam a reputação, que resulta da soma das experiências com a organização e suas equipes.
Nos dados apresentados, 58% dos respondentes escolheriam, entre produtos iguais, aquele de uma empresa com excelente reputação, mesmo que mais caro. Diante de um erro grave, 76% concederiam o benefício da dúvida à organização caso ela agisse com transparência e corrigisse o problema rapidamente. Pereira relacionou esses resultados à vantagem competitiva proporcionada pela reputação nas escolhas de consumo e na gestão de crises.

Aline aproximou a discussão da rotina de um serviço essencial como a distribuição de energia. Defendeu que o comunicador conheça o negócio, participe das decisões de liderança e acompanhe cenários e demandas dos públicos. “A empresa não pode falar o que ela quer; tem que falar o que ela é”, afirmou.
Suely destacou que a credibilidade depende de relações contínuas, transparentes e acessíveis entre lideranças e jornalistas. Também abordou o papel dos colaboradores na circulação de informações e relatou iniciativas da ABI para aproximar influenciadores e perfis informativos de bairros de Salvador dos critérios éticos de apuração e checagem.

Comunicação e cultura
A programação incluiu um painel sobre comunicação interna e culturas organizacionais, com Ana Flávia Esteves, do Grupo 3corações, Daniele Luz, da Energisa Paraíba, e Vivian Barbosa, da Bracell, mediado por José Luis Ovando, da Supera Comunicação. Identidade regional, contexto local e conexão humana foram discutidos por Carla Seixas, do Grupo JCPM, e Luana Nunes, da Embasa, com mediação de Monique Melo, da Texto & Cia.
Rodrigo Cabral, da Progic, abordou o uso de dados e da comunicação interna para apoiar decisões e resultados. Thaise Muniz, da Arena Fonte Nova, tratou do planejamento de experiências em grandes eventos. O encontro terminou com uma visita técnica ao estádio, o Tour Legado Arena Fonte Nova.
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