A guerra de narrativas em 2018

O ano mal começou e já prevejo que ele será um ano de guerras de narrativas.
No cenário internacional, temos as duas crianças que presidem os Estados Unidos e a Coreia do Norte disputando quem pode fazer o maior estrago nuclear e acabar com o mundo. Nas redes sociais, uma infinidade de pessoas tentando ser reconhecida como influenciadores em suas áreas de atuação sorri forçadamente para fotos e vídeos e dá dicas matadoras sobre a melhor dieta, a melhor técnica de coaching, os melhores resultados nas vendas, o melhor investimento para o seu perfil, a melhor hora para postar um conteúdo etc.
No campo político nacional, teremos que aguentar ainda por muitos meses os Bolsominions xingando os PTralhas e os PTralhas xingando os Bolsominions. Sem esquecer que temos também vários outros candidatos lutando pela atenção dos eleitores (eu, você, nós dois, todo mundo).
As empresas seguem tentando nos convencer de que seus produtos são os melhores, os mais baratos, os mais sustentáveis. E, às vezes, que eles são tudo isso junto. Os destinos turísticos mostram seus encantos. As escolas, as suas propostas pedagógicas. E as feministas afirmam que os machistas não passarão, enquanto os machistas se aproveitam da falta de unidade feminina para continuarem como sempre foram. Estes são só alguns dos exemplos.
A minha pergunta hoje é “quem é você na ‘fila do pão’ desta guerra de narrativas”?
(Por “fila do pão”, neste caso, entenda a busca pela atenção das pessoas)

Você se preparou para esta guerra? Já tem o seu exército de defensores e propagadores da sua verdade? Quais são as suas armas? E a sua estratégia?
A guerra será longa, bem mais longa do que o ano. Se você perder uma batalha, não desanime.
O importante é não se perder na guerra de narrativas. Uma pessoa sozinha fica mais vulnerável.
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