Instituto Repartir disponibiliza Banco Inclusivo de Comunicadores para ampliar diversidade no mercado

O Instituto Repartir disponibiliza um Banco Inclusivo de Comunicadores, iniciativa voltada a aproximar estudantes e profissionais de comunicação de oportunidades no mercado de trabalho. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso de recrutadores e organizações a talentos de diferentes perfis, com mecanismos de busca que permitem filtrar candidatos por curso, situação acadêmica (estudando ou formados), estado e áreas de interesse.
A iniciativa integra a estratégia do Instituto Repartir de promover a inclusão de estudantes de comunicação oriundos de famílias de baixa renda nas universidades e no mercado de trabalho. Segundo a organização, o propósito é contribuir para a redução das desigualdades sociais por meio da ampliação do acesso à formação, ao desenvolvimento profissional e à empregabilidade, com prioridade para mulheres negras e pessoas LGBT+.
Para a cofundadora do Instituto Repartir, Luciana Alvarez, a proposta responde a um desafio ainda presente no mercado brasileiro. “O Banco Inclusivo de Comunicadores atua como uma ponte entre talentos e organizações. A iniciativa amplia as oportunidades para jovens de famílias de baixa renda, com prioridade para mulheres negras e pessoas LGBT+, conectando profissionais qualificados a empresas comprometidas com a diversidade e a inclusão”, afirma.

Luciana destaca que a diversidade também amplia a qualidade da comunicação produzida pelas organizações. “Mais do que promover representatividade, acreditamos que equipes diversas produzem uma comunicação mais inovadora, autêntica e conectada com a realidade do país. Diferentes vivências, territórios e perspectivas enriquecem a construção de narrativas, tornam a linguagem mais inclusiva e ampliam a capacidade das organizações de dialogar com públicos cada vez mais diversos”, conclui.
Além do Banco Inclusivo de Comunicadores, o instituto atua em diferentes frentes voltadas ao fortalecimento da trajetória desses jovens. Entre elas estão programas de capacitação, desenvolvimento e mentoria, oficinas intensivas de formação técnica e humana e a contratação de estudantes como estagiários para o desenvolvimento de produtos de comunicação destinados a organizações sociais. Os estudantes apoiam projetos de comunicação de organizações sociais, enquanto ampliam seu repertório, constroem portfólio e desenvolvem competências para a inserção qualificada no mercado.
Ao completar cinco anos de atuação, em agosto, o Instituto Repartir contabiliza quase 250 jovens beneficiados em 20 estados brasileiros. Desse total, 77% são pessoas negras e indígenas, 78% são mulheres e 56% se identificam como pessoas LGBT+. Foram mais de 30 mil horas de capacitação e desenvolvimento, e 98,4% dos participantes permanecem na universidade ou já concluíram a graduação.
Para o cofundador Emerson Couto, esses resultados demonstram a consolidação do modelo desenvolvido pela organização. “A principal conquista do Instituto Repartir é ter transformado um propósito em uma tecnologia social validada na prática: ampliar o acesso e a permanência de estudantes de comunicação de famílias de baixa renda na universidade e apoiar sua inserção no mercado de trabalho.”
“Os estudantes contemplados com bolsas-estágio desenvolvem produtos de comunicação para organizações da sociedade civil em situação de vulnerabilidade financeira, que recebem esse apoio gratuitamente. Assim, quem é beneficiado também se torna agente de transformação”, explica Emerson, ressaltando o efeito multiplicador da iniciativa. Em cinco anos, foram entregues 217 produtos de comunicação para 62 organizações de 20 estados, fortalecendo iniciativas que impactam indiretamente cerca de 98 mil pessoas.
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