Capítulo Aberje Sudeste 2 (MG) debate impactos das transformações organizacionais na comunicação

Cobertura realizada com o apoio de Maria Eduarda Braga dos Santos, estagiária da Gerência de Interlocutores da Vale
O Capítulo Sudeste 2 (MG) da Aberje realizou, na última terça-feira (12), em Belo Horizonte, a roda de conversa “Desafios no contexto de mudanças organizacionais”, reunindo executivos e especialistas para discutir os impactos das transformações tecnológicas, sociais e corporativas sobre a atuação dos profissionais de comunicação. O encontro contou com apoio da ArcelorMittal, mantenedora da Aberje, e abordou temas como inteligência artificial, reputação, mensuração, polarização social e posicionamento estratégico das áreas de comunicação.
Participaram do debate Ana Gabriela Dias Cardoso, head Institucional e de Sustentabilidade do IGR e professora da FGV; Juliana Machado, integrante do Conselho Deliberativo da Aberje e gerente-geral de Marca, Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da ArcelorMittal; Marco Piquini, fundador e diretor da PIQUINI Comunicação Estratégica; Paula Hermont, gerente de interlocutores na diretoria de licenciamento ambiental e Regulatório da Vale e diretora do Capítulo Sudeste 2 (MG) da Aberje; Othon Maia, integrante do Conselho Deliberativo da Aberje e vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos na AngloGold Ashanti; Roberto Baraldi, gerente de Public Affairs e Relações Institucionais na Stellantis América do Sul; e Victor Pereira, gerente de Relações Institucionais da Aberje. Os destaques do encontro estão disponíveis em um e-book, elaborado por Viviane da Silva, Maria Eduarda Braga e Miguel Honorato.
+Acesse o e-book sobre o encontro do Capítulo Sudeste 2 (MG) da Aberje
As discussões destacaram a ampliação do papel estratégico da comunicação nas organizações. “O profissional de comunicação passou a atuar como gestor da reputação em um ambiente polarizado, social, política e ambientalmente”, disse Ana Gabriela Dias Cardoso. Para ela, a inteligência artificial deve ser encarada como oportunidade de transformação da atividade, especialmente na gestão de riscos e no uso de dados vinculados ao negócio. “Estamos em um dos melhores momentos da comunicação”, afirmou.
Marco Piquini abordou as mudanças tecnológicas observadas ao longo das últimas décadas e avaliou que a IA altera não apenas ferramentas, mas a própria lógica do trabalho. “Se a gente não abraçar a IA, ficaremos parados no tempo. A oportunidade é maravilhosa”, disse. Segundo ele, o desafio atual exige maior capacidade de leitura de cenário e compreensão dos movimentos internos das corporações. “Somos resultado das nossas decisões”, destacou, ao tratar da necessidade de adaptação contínua dos profissionais.

“O estado natural da comunicação é estar em movimento”, ressaltou Roberto Baraldi. Para ele, a área deixou de ocupar uma função exclusivamente operacional para assumir espaço nos núcleos decisórios das empresas. O executivo também recuperou transformações históricas da atividade, desde a lógica baseada em relacionamento com a imprensa até a consolidação de métricas e construção de reputação. “Grandes decisões no ambiente corporativo são tomadas após a oitiva da comunicação”, afirmou.
Juliana Machado destacou a comunicação como diferencial competitivo em cenários de transformação complexa. Segundo ela, a capacidade dos comunicadores de interpretar crises, mudanças e tensões sociais posiciona a área como ativo estratégico para os negócios. “Pessoas com as habilidades dos comunicadores podem ser um diferenciador para qualquer tipo de conversa”, afirmou. A executiva também relacionou os movimentos geopolíticos e econômicos recentes à necessidade de reposicionamento das organizações e de revisão das formas de acesso a soluções e construção de futuro.
Othon Maia também relacionou o cenário atual a um ambiente permanente de transição e incerteza. “Chegamos a 2026 com muitas inquietações e reflexões, e a mesa-redonda trouxe muitos insights e pensamentos para nós, profissionais de comunicação, para refletirmos não só no que estamos fazendo hoje, mas também nas tendências para os próximos anos”, afirmou. Ao abordar os impactos subjetivos dos processos de mudança, o executivo utilizou a metáfora do trapezista para ilustrar o contexto vivido pelas organizações e profissionais. “É o momento em que você já soltou o trapézio anterior, já está no ar, mas ainda não alcançou o trapézio da frente”, disse. Segundo ele, a imagem ajuda a compreender a ansiedade presente em ciclos contínuos de transformação.
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