Gratidão como Trajetória

Fala do professor Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor titular da ECA-USP, na homenagem recebida durante a cerimônia de entrega da 15ª edição da Pesquisa Empresas que Melhor se Comunicam com Jornalistas
Boa noite a todas e todos,
Hoje, ao receber este prêmio, uma palavra ecoa em mim com força e profundidade: gratidão.
São 35 anos de docência. Trinta e cinco anos de sala de aula, de encontros com jovens inquietos, de diálogos com colegas brilhantes, de desafios constantes, de aprendizados inesgotáveis e, acima de tudo, de um amor profundo pelo que faço. Receber este reconhecimento no campo da comunicação organizacional brasileira é emocionante — mas, mais do que isso, é um convite à memória.
Gratidão por cada estudante que me ouviu – e que também me ensinou a escutar. Por cada pergunta que me tirou da zona de conforto. Por cada projeto coletivo que mostrou que a comunicação vai muito além de técnicas e teorias: ela é construção humana, é ética em movimento.
Gratidão às instituições que me acolheram, em especial à Aberje e a todos os que a integram e trabalham pelo fortalecimento do campo da comunicação de empresas e instituições, aqui representada pelo amigo, jornalista e filósofo Hamilton dos Santos. Não poderia deixar de lembrar a saudosa e amada Dona Anna Chala, que trabalhou na Aberje por mais de 40 anos e nos deixou no ano passado. Anna simbolizou como poucos o sentido de comunidade e afeto que marca a história da associação. Recordo também, com carinho, do saudoso e grande comunicador, escritor e amigo Roberto de Castro Neves, ex-ombudsman do Prêmio Aberje, cuja memória permanece viva em todos nós. Agradeço ainda a Márcio Cardial, da Negócios da Comunicação, responsável direto por esta premiação que hoje me honra.
E, claro, não poderia deixar de agradecer à Universidade de São Paulo, aos meus pares, aos seus servidores e, sobretudo, aos meus alunos. No contexto da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), registro meu profundo reconhecimento à minha eterna orientadora Prof.ª Dra. Margarida Kunsch e ao meu amigo Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias, com quem compartilho a disciplina Memórias, Rituais e Narrativas da Experiência.
Gratidão também aos colegas que dividiram comigo esta caminhada e aos amigos que estiveram por perto nas madrugadas de escrita e nos dias difíceis em que duvidei de mim. Porque sim, foram muitos.
Este prêmio não celebra apenas um professor. Ele celebra uma trajetória feita de encontros, de afetos, de dedicação e de esperança. Porque educar, comunicar, transformar organizações é, antes de tudo, acreditar. Acreditar que podemos formar pessoas mais conscientes, mais críticas, mais empáticas.
Termino como comecei: com gratidão. Que ela continue a nos guiar. Porque reconhecer é bonito, mas agradecer é profundamente humano.
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