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17 de fevereiro de 2009

Os trotes que nos rodeiam

Paulo Nassar
 
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O conceito de uma vida obsessivamente voltada para a produtividade, alta competitividade e alta performance – expresso na frieza dos números ou suavizado pela retórica da responsabilidade social e sustentabilidade – produz diariamente más notícias, que alimentam a crise financeira mundial, milhões de desempregados, quebra de empresas. Também resulta, de uma maneira ou de outra, naqueles fatos do cotidiano, que envolvem os amigos e suas famílias, os amigos dos amigos, alguém da vizinhança. Enfim, aquelas notícias, com gosto de terror, que dão a sensação de que cada um pode ser a próxima vítima do desemprego, do assalto, da perda de alguém ou algo querido por conta da brutalidade, descaso, ou qualquer pretexto que nomeie a estupidez.

Quer um exemplo, pinçado do noticiário que tece nossa trama de insegurança social?

Na segunda-feira (9/2), o calouro Bruno César Ferreira, de medicina veterinária de uma universidade paulista, em Leme, quase não sobreviveu ao violento rito de trote, ministrado por quase uma classe de alunos veteranos. O ritualismo que lhe aplicaram teve diferentes momentos: ingestão excessiva de bebidas alcoólicas (que resultaram em coma alcoólico), ‘mergulho’ em uma piscina de lona cheia de pedaços de animais em decomposição e fezes, e uma sessão de chibatadas. O caso faz lembrar as sessões de tortura e abuso sexual promovidas por militares norte-americanos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, em atmosfera adolescente – e insana – de quem está a produzir fotos para um site de relacionamento, sem responsabilidade, por nada, pela fama.

Não é coincidência. O rito do trote teve origem no Brasil, em escolas militares, onde ainda hoje se propaga o mito de que a formação do caráter está diretamente ligada a submissão do corpo e da alma ao sofrimento e à humilhação.

Este caso de Leme, em uma escola de medicina veterinária, faz pensar sobre o destino e sorte dos animais que estarão sob os cuidados destes futuros médicos veterinários.

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Outro exemplo, ainda na área médica, ou seja, onde se aprende a cuidar de pessoas, da vida, se deu na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (USP), em 23 de fevereiro de 1999, quando o então calouro Edison Tsung Chi Hsueh, foi encontrado morto na piscina da Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz. Segundo relatos anônimos da época, Edison foi obrigado a beber e a mergulhar na piscina.

Em outro caso, mostra que os anos de formação, passados na escola, pouco contribuem para o aprendizado e reflexão sobre a sensibilidade, o humanismo, o trato digno do ser humano e da vida. Recentemente, em novembro de 2008, um rito de passagem levou um grupo de 20 alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), embriagado, próximo da formatura, a entrar no Hospital Universitário e soltar rojões para assustar os doentes da instituição.

Eventos violentos, narrados no ambiente de escolas tradicionais, colocam em questão o ensino e a instituição, que reduz as relações humanas e o conhecimento ao mero tecnicismo. Médicos, veterinários, e também outras profissões, são transformados em extensões de máquinas, tristemente disfarçados de homens e mulheres, com seus jalecos brancos, em contato com o paciente e suas famílias – pessoas –, que estão vivendo situações devastadoras, nas quais as habilidades éticas e estéticas, além das técnicas, de um médico, por exemplo, no mínimo consolam e confortam quem está sofrendo. Os doutores das máquinas, das UTIs, das letras indecifráveis e exames sem fim, precisam, cada vez mais, serem trocados – e tocados – pelos doutores da alegria: os geniais palhaços – Os Doutores da Alegria –, que humanizam os hospitais.

E aliás, no rol de más notícias, já se sabe que Os Doutores da Alegria são forçados a parar o trabalho nos hospitais do Rio de Janeiro. Foram abatidos pelo corte de recursos, em sua maioria, vindos da responsabilidade social das empresas, abaladas pela crise econômica.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

Paulo Nassar

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje); professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP); doutor e mestre pela ECA-USP. É coordenador do Grupo de Estudos de Novas Narrativas (GENN), da ECA-USP e pesquisados no campo da interface entre Comunicação e Antropologia. Docente de mestrado e doutorado (PPGCOM ECA-USP) desde 2006, onde ministra, juntamento com o Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias, a disciplina stricto sensu “Memórias Rituais, Narrativas da Experiência”. Pesquisador da British Academy (University of Liverpool) – 2016-2017. Entre outras premiações, recebeu o Atlas Award, concedido pela Public Relations Society of America (PRSA, Estados Unidos), por contribuições às práticas de relações públicas, e o prêmio Comunicador do Ano (Trajetória de Vida), concedido pela FundaCom (Espanha). É coautor dos livros: Communicating Causes: Strategic Public Relations for the Non-profit Sector (Routledge, Reino Unido, 2018); The Handbook of Financial Communication and Investor Relation (Wiley-Blackwell, Nova Jersey, 2018); O que É Comunicação Empresarial (Brasiliense, 1995); e Narrativas Mediáticas e Comunicação – Construção da Memória como Processo de Identidade Organizacional (Coimbra University Press, Portugal, 2018).

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