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Bruce Lipton, cientista norte-americano, explica no livro Biologia da Crença que as células humanas trabalham colaborativamente para produzir saúde e bem-estar e, ainda, comprova que todas as nossas células são influenciadas pelo pensamento.

Estudando esse conceito, percebo que a relação entre as células do organismo humano acontece, também, no universo corporativo. Cada indivíduo tem seu papel na entrega do todo que, nesse caso, é o resultado almejado pela empresa. Por isso, trabalhar em rede é uma forma natural e biológica. Acredito fortemente que o trabalho colaborativo produz melhores resultados por aproximar as pessoas das mensagens e de objetivos comuns. Isso melhora o entendimento e a adesão.

Você tem cumprido o seu papel para favorecer e incentivar o trabalho colaborativo na gestão de Comunicação Interna? Confira qual ou quais redes colaborativas que mais se adaptam à necessidade de sua organização e contribua para que a sua empresa retome o seu fluxo biológico:

1. Agentes de Comunicação

São colaboradores que apoiam a área de comunicação interna na operação do dia a dia em canais e campanhas. Eles ouvem os colegas, reforçam mensagens e dão feedback para a área de Comunicação Interna sobre se chegou o material a tempo e se ele foi bem recebido e entendido, por exemplo. Em alguns casos, o agente pode produzir comunicados para a sua área/unidade. Enfim, ele dá suporte nas áreas e é mais mão na massa.

2. Embaixadores da marca

São escolhidos para ouvir e influenciar os colegas com as mensagens estratégicas da empresa. Por isso, precisam ser líderes informais. Além de influenciarem os colegas e participarem de eventos específicos, esses colaboradores não precisam necessariamente fazer alguma atividade operacional para apoiar a área de comunicação interna.

3. Engajadores/Influenciadores

Têm o papel mais estratégico de influenciar os colegas, sobretudo quanto a algum projeto, programa ou movimento específico da empresa. A ideia é criar sinergia com esses grupos e trabalhar colaborativamente para que possam multiplicar, interagir e buscar adesão de outros colaboradores às mensagens que estamos promovendo.

4. Influenciadores digitais

A exemplo dos influenciadores digitais externos à empresa e dos influenciadores internos, esse grupo é formador de opinião e liderança informal. Com uma diferença: ele é superconectado ao mundo digital e tem seguidores em suas mídias sociais pessoais. Por conta disso, é um grupo estratégico para alimentarmos com informações a respeito da empresa. Mas não se engane achando que ele será um “divulgador” da sua organização. Temos de ter a noção que esses colaboradores influenciam opiniões e têm credibilidade junto aos seus seguidores e, por isso, são criteriosos quanto ao que promovem.

5. Rede de Business Partners de RH

Como característica de sua função, o business partner de Recursos Humanos está bem próximo aos gestores. Como área de Comunicação Interna, devemos conquistar o apoio e trabalharmos juntos aos BPs reforçando as narrativas principais da empresa e ajudando-os na instrumentalização dos gestores em seu papel de liderança comunicadora. A ideia aqui é trabalhar colaborativamente com os BPs que têm alto poder de influenciar os líderes nas organizações.
Importante: exceto os influenciadores digitais, as demais redes não nascem de forma espontânea. Para construir uma rede são necessárias uma estratégia, uma formação e uma manutenção. Na era digital, a interação humana continua sendo o fator mais importante para termos um processo de comunicação interna vivo, dinâmico e verdadeiro. E como um sistema vivo, um vai se conectando ao outro e, dessa forma, conseguimos envolver muito mais pessoas para fazer a diferença na organização. Já ouviu aquela expressão “A união faz a força”? É isso.


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