Uber promove apitaço em jogo e chama atenção para campanha educativa de combate ao assédio
30 de novembro de 2021
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Além do apitaço que causou estranheza nos jogos de futebol deste domingo, influenciadores puxaram a discussão nas redes sociais e convidaram usuários a assistirem aos vídeos educativos

 

Neste domingo, em meio às partidas de Atlético Mineiro x Fluminense e Corinthians x Athletico Paranaense, um apitaço chamou a atenção em dois momentos dos jogos. A estranheza inicial foi substituída por admiração quando os narradores explicaram que se tratava de uma iniciativa da Uber em parceria com o MeToo Brasil para promover a campanha educativa de combate ao assédio.

Os vídeos educativos buscam alertar – tanto motoristas e entregadores parceiros, como usuários, para comportamentos que não são tolerados na plataforma da Uber, de acordo com o Código da Comunidade . Os vídeos estão sendo enviados pelo próprio aplicativo da Uber e também já estão disponíveis na página para os usuários em geral poderem assistir, compartilhar e conhecer um pouco mais sobre as iniciativas da Uber no enfrentamento à violência contra a mulher.

Além da intervenção no jogo de futebol, a campanha também contou com uma ação envolvendo diversos influenciadores como, por exemplo: Titi Muller, Marina Ganzarolli, Dandara Pagu, Bianca Santos e Fernanda Moreira. Em diversos posts é possível identificar diversos relatos de motoristas e usuárias que denunciam comportamentos inapropriados e que não são tolerados na plataforma da Uber.

Os conteúdos educativos da campanha foram desenvolvidos em parceria com o MeToo Brasil, organização dedicada ao acolhimento de sobreviventes de abuso sexual, e também contaram com a consultoria da Sandra Vale, da Potência Diversa. Os vídeos utilizam a popular linguagem do futebol e das discussões de “mesa-redonda” como forma de criar paralelos com situações em viagens e entregas pelo aplicativo da Uber, ressaltando as condutas inapropriadas.

Os parceiros que assistirem todo o conteúdo vão receber o selo “Viagem de Respeito” que ficará visível em seu perfil para usuários. Esse selo já faz parte do perfil de alguns motoristas que escutaram todos os episódios do Podcast de Respeito, podcast educativo sobre violência de gênero, lançado em 2019 em conjunto com a Promundo e elaborado com base em pesquisas imersivas com motoristas parceiros. Em 2020, o conteúdo também contou com uma segunda edição abarcando, além da violência de gênero, temas como racismo e LGBTQIA+fobia.

“A escolha pela linguagem do futebol foi uma forma de tornar esse conteúdo o mais acessível para todos. Queremos mostrar que sequer existe lugar para debate sobre o que é ou não é assédio e reforçar que para nós a regra é clara e não toleramos esse tipo de comportamento em nossa plataforma. Sabemos que é um desafio, mas entendemos também que a Uber pode ter um papel ativo na criação de um mundo em que as mulheres não tenham que passar por situações de violência de gênero em seus deslocamentos e por isso seguimos investindo em ferramentas e projetos de combate a essas condutas.” comenta Luciana Ceccato, diretora de Marketing da Uber no Brasil.

Para Marina Ganzarolli, idealizadora do Me Too Brasil, “Essa é uma campanha de extrema importância porque, na maioria das ações de enfrentamento à violência contra a mulher, o foco está na vítima – porque de fato, é ela a parte mais vulnerável, e que precisa de acolhimento, mas para a gente buscar uma solução real precisamos ir na raiz da questão: dialogar e engajar os homens para que eles entendam os limites e o consentimento. Esse é um problema de todos e é muito bom ver uma empresa investindo em iniciativas que vão além e que realmente têm um impacto social.” explica.

Segurança das Mulheres

Desde 2018, a Uber tem um compromisso público para enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil e vem investindo em materiais educativos sobre o tema, além de uma série de outros projetos elaborados em parceria com entidades que são referência no assunto. Entre as iniciativas estão campanhas contra o assédiopesquisas e levantamento de dados sobre o tema, doação de viagens para mulheres em situação de violência doméstica, entre outras ações. Além disso, a empresa está sempre desenvolvendo ferramentas tecnológicas voltadas para segurança do app, como a detecção de mensagens inapropriadas, não revelação do número de telefone, bem como da origem e destino exato das viagens no histórico do motorista, compartilhamento de rota, gravação de áudio e o recurso U-Elas, que permite às parceiras receberem chamadas de viagem apenas de outras mulheres. Recentemente, também com o MeToo, a Uber anunciou a criação de um canal de suporte psicológico para atender vítimas de violência de gênero na plataforma.

 
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