Summit virtual do Workplace from Facebook aborda futuro do trabalho; Escola Aberje traz CNV em sessão de comunicação
19 de outubro de 2020
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A psicóloga Pamela Seligmann, instrutora da Escola Aberje de Comunicação, aborda Comunicação Não Violenta (CNV) na breakout session

O Workplace Transform 2020, evento virtual do Workplace do Facebook que contou com o apoio da Aberje, compartilhou as melhores práticas da plataforma no dia 15 de outubro. Na primeira parte do evento, o head Global de Produto Ujjwal Singh falou sobre a visão do Workplace, seguido por Adriano Marcandali, diretor de Workplace para LATAM, que enfatizou a tecnologia de negócios na época da Covid-19. O economista Ricardo Amorim foi o convidado especial, que abordou o futuro do trabalho e o lado humano da transformação digital. Além disso, o evento contou com Patricia Malavez, assessora de Comunicação da Presidência para Transformação Digital na Petrobras, que falou sobre como engajar a liderança e intensificar o trabalho remoto com o Workplace.

Já no Breakout Session de Comunicação, mediado por Tatiane Torezan, Customer Success Manager do Workplace do Facebook, o evento trouxe a participação da psicóloga Pamela Seligmann, sócia da Casa Firmamento e instrutora da Escola Aberje de Comunicação; além  de Lisiane Silveira, gerente de Comunicação Interna da Lojas Renner.

Em sua participação, Pamela Seligmann compartilhou um pouco de sua jornada da Comunicação Não Violenta (CNV). Ao apresentar uma pesquisa da Gallup, que aponta que 75% dos empregados nos EUA e 80% no Reino Unido se dizem não engajados e outra complementar, que diz que no Brasil apenas 12% são realmente desengajados, Pamela indagou: “do que depende o engajamento das pessoas?”

Pamela Seligmann

De acordo com o Gallup, os principais motivos são a falta de reconhecimento, falta e de comunicação aberta e franca e pouco diálogo tanto com colegas quanto com líderes superiores. “84% dos que pedem demissão relatam como motivo o relacionamento com seu gerente direto. Vejam que aqui não há salário, nem benefício. Há clima diretamente relacionado com a comunicação, elemento importantíssimo para o engajamento e a construção do clima laboral”, salienta a especialista.

A Torre de Babel

Alegoria utilizada pela professora é da Torre de Babel, que representa a confusão entre as pessoas que, por terem idiomas diferentes, não conseguem se comunicar. “Quando há confusão, não há construção. Quando todos falam a mesma língua, o problema não está na comunicação e sim na relação. É porque não existe alinhamento na maneira de se relacionar”, explica Pamela.

Na ocasião, a executiva falou sobre Marshall Rosenberg, criador da Comunicação Não Violenta na década de 1960. Rosenberg dizia que todo ser humano tem as mesmas necessidades. “Toda violência é a expressão trágica de uma necessidade que não está sendo atendida”. Em outras palavras, prossegue Pamela, “a violência é um pedido torpe de ajuda”.

Ela explica que, no diálogo feito a partir da CNV, não há a intenção de ganhar do outro, mas de manter a conexão. “A escuta empática e a expressão autêntica são dois grandes pilares desse tipo de comunicação”, frisa, enfatizando que empatia é imaginar como o outro se sente, já que ninguém consegue “se colocar no lugar do outro” verdadeiramente. “A empatia começa sempre pela qualidade da escuta. Como, geralmente, as pessoas não escutam para se conectar e sim para responder, contra argumentar, debater…Dizemos que isso não é escutar”.

“Não escutar é fazer outra coisa enquanto alguém fala com você, fazer uma autobiografia quando alguém expõe um problema, ter uma conversa mental consigo mesmo, fazer uma avaliação ou julgamento, ter telepatia do tipo ‘eu já sei o que você vai me falar’ ou terminar as frases do outro ou simplesmente escutar sem ter vontade. A forma como escutamos e somos escutados impacta a confiança que sentimos e que nos depositam. A primeira coisa de uma CNV é aprender a escutar”, resume Pamela.

 

 
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