Riscos ambientais e mudanças climáticas representam maior ameaça ao setor de energia, aponta KPMG
09 de julho de 2021
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Quase metade dos executivos do setor de energia (43%) considera que os riscos ambientais e de mudanças climáticas representam a maior ameaça, nos próximos três anos, ao crescimento da organização que eles lideram.

Com relação ao impacto da pandemia em longo prazo, 90% dos entrevistados estão focados em garantir os ganhos de sustentabilidade que as empresas obtiveram durante a crise. É o que aponta a mais recente edição do relatório CEO Outlook Pulse Survey, produzido pela KPMG. 

A pesquisa revela que os CEOs de energia estão adotando mudanças, priorizando riscos e cada vez mais confiantes nas perspectivas de crescimento do setor. Quase dois terços (60%) dos executivos planejam implementar práticas ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) mais rigorosas, ampliando o foco no componente social.

“Os resultados revelam a importância da implantação dos fatores de ESG, da transição energética e da viabilização de todas as atividades com capacidades digitais. Embora os compromissos com a meta de zero emissões de carbono tenham se acelerado, o setor reconhece a necessidade de explorar muitas tecnologias e inovações para cumprir as propostas”, analisa o sócio-líder de Energia e Recursos Naturais da KPMG no Brasil, Anderson Dutra.

CEOs permanecem otimistas

Os executivos do setor de energia estão significativamente mais confiantes no futuro de sua empresa, no setor e na economia global nos próximos três anos do que estavam há apenas seis meses. A confiança adicional pode ser atribuída ao momento positivo do lançamento das vacinas contra a covid-19 e às previsões positivas para a recuperação do petróleo e da demanda de energia. 

O relatório apontou ainda que, após conduzir seus negócios durante um ano dominado pela pandemia, mudanças nos preços das commodities e eventos climáticos severos, os CEOs de energia estão abraçando a mudança. Enquanto 37% dos entrevistados apostam em um retorno à normalidade já no final deste ano, outros 43% afirmaram que seus negócios e operações mudaram para sempre como resultado da pandemia. Embora as preocupações permaneçam em torno do desempenho futuro da economia global, a maioria dos entrevistados (93%) se diz otimista sobre as perspectivas de crescimento imediato. 

Com referência à imunização contra a covid-19, 57% dos líderes estão preocupados com o fato de que nem todos os seus funcionários terão acesso a uma vacina. “Apesar dos riscos, o setor de energia precisou se adaptar rapidamente para garantir a segurança dos funcionários e das operações e, assim, manter o fornecimento seguro e eficiente de energia”, resume o sócio-líder de Energia e Recursos Naturais da KPMG na América do Sul, Manuel Fernandes.

Sobre a pesquisa “CEO Outlook Pulse Survey”:

A pesquisa CEO Outlook Pulse Survey entrevistou líderes das empresas de energia mais influentes do mundo, que forneceram perspectivas para os próximos três anos sobre o cenário econômico e de negócios, bem como sobre a pandemia da covid-19 em andamento. 

Cerca de 500 líderes de 11 países (Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos) foram entrevistados, no período de 29 de janeiro a 4 de março deste ano. Todos representam organizações com receita anual superior a US$ 500 milhões e 35% das empresas pesquisadas têm uma receita anual superior a US$ 10 bilhões.

 
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