Levantamento da Ticket revela que 1 em cada 3 trabalhadores brasileiros não fez home office na última semana
13 de abril de 2020
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A Ticket, marca de benefícios de refeição e alimentação da Edenred – associada da Aberje,  realizou um levantamento entre os dias 20 e 22 de março, com mais 7 mil usuários de seus benefícios, como o Ticket Restaurante e o Ticket Alimentação, em todo o Brasil. Na oportunidade, os empregados foram questionados sobre como a empresa em que trabalham está se adaptando para manter suas atividades, mesmo diante desta crise global de saúde. Destaca-se o fato de que 35% dos participantes revelarem que o seu local de trabalho não conta com uma política de home office, e que não aderiram a prática até o momento.

Não muito longe desse cenário, outros 34% revelaram que a empresa em que atuam já contava com uma política de home office, mas que houve modificações em razão dos casos do novo coronavírus no País; outros 23% relataram que sua empresa não contava com uma política, mas que passaram a adotar o sistema na última semana; e outros 7% responderam que já contavam com um modelo de trabalho remoto, mas que não houve modificações em razão do coronavírus. “Fomos ouvir os empregados que fazem parte da nossa base de usuários e que utilizam nosso aplicativo em smartphones como uma forma de mostrar o cenário do trabalho remoto dos brasileiros na última semana. Do universo de mais de 7 mil participantes, chama atenção o fato de que 16% deles já estão em esquema de home office e manifestaram o sentimento de proteção por estar em casa, algo muito positivo para a população que lida com um fato novo, e que mobiliza o mundo inteiro”, destaca o Diretor-Geral da Ticket, Felipe Gomes.

A pesquisa ainda revela outros dados relacionados à rotina, entre os quais, aspectos positivos, como: 15% dos participantes destacarem como benefício não ter de gastar tempo no deslocamento ao trabalho com o transporte público; 11% estar próximos da família; 10%, o desafio de uma nova forma de trabalho; 9%, a flexibilidade de horário e conforto; e 8% apontaram de forma positiva a produtividade pessoal.

Já entre os aspectos que os deixam insatisfeitos no trabalho a distância, 17% apontaram o distanciamento dos colegas e o isolamento como aspectos negativos ; 15% destacaram a distração; 14% revela não ter uma estrutura em casa para o trabalho remoto; 13% o fato de não ter tanta informação da empresa; e 10% disseram que estão trabalhando mais em casa do que quando estão na empresa.

As ferramentas mais utilizadas pelos empregados no trabalho remoto são: grupos do WhatsApp e aplicativos de conversa (20%); troca de e-mails (16%); o notebook (12%); ferramentas existentes na empresa (11%); vídeochamadas e ligações pontuais (10%); reuniões diárias por vídeochamadas (8%); telefone digital instalado no computador (4%); em alguns casos, não há um procedimento definido (4%); ou utilizam outras ferramentas (1%).

Dos trabalhadores brasileiros que estavam em esquema de home office na última semana, 38,5% são do Estado de São Paulo; seguidos de 12,5% do Rio de Janeiro; 8%, de Minas Gerais; 5%, do Paraná; 4,2%, do Rio Grande do Sul; 4,1%, da Bahia; 3,2%, de Pernambuco; e 24,5%, de outros Estados. Para 55% deles, a política de home office foi instituída para toda a organização na última semana. Já para 17%, foi aplicada somente para pessoas consideradas do grupo de risco ; 15%, apenas para colaboradores diretos; 1%, para os casos de retorno de viagem; e 12% relatam outras questões.

O levantamento também mostra que 54% dos profissionais que estiveram em trabalho remoto são de organizações com mais de 500 funcionários, e os setores que se destacam na adesão da modalidade são os de serviços como os das áreas de tecnologia e financeira, seguidos do setor industrial, em especial os relacionados à construção civil, metalurgia e montadoras.

Dos trabalhadores que apontaram não estar trabalhando em home office, 44% são de empresas com mais de 500 funcionários. Entre os setores de destaque, está o de serviços, incluindo os essenciais, como segurança, limpeza e supermercados, seguidos da área da saúde, como clínicas, hospitais e planos de saúde.

Nas respostas desses trabalhadores, ainda que não estejam trabalhando em casa, as empresas implementaram medidas em relação ao novo coronavírus, como: 29% revelam receber informações sobre os sintomas e dicas de prevenção; 26% destacaram reforços na limpeza geral; e outros ainda revelaram a adoção de medidas como alteração de horários das equipes (11%), o aumento da distância entre as pessoas no trabalho (11%); e o fato de não ter sido implementada nenhuma medida (11%). “Sabemos da necessidade de as empresas adaptarem a rotina para preservar o bem-estar de suas pessoas, equilibrando com o mínimo impacto em suas atividades neste período crítico. Aqui, na Ticket, constatamos na prática o quanto o home office pode ser produtivo, e percebemos agora o quanto se torna ainda mais relevante – e até estratégico – em um momento que demanda novos modelos de trabalho”, finaliza Gomes.

 
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