Lab de Comunicação para a Mobilidade discute o papel da Comunicação para melhorar segurança no trânsito
13 de junho de 2022
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Encontro reuniu especialistas e comunicadores em debate virtual

(Imagem de vídeo institucional da GM)

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1 milhão e 300 mil pessoas morrem em acidentes de trânsito todos os anos e 94% desses acidentes são causados por falha humana. Este dado salienta a importância de se transformar a cultura da população e desmistificar alguns mitos, através da Comunicação. Isso ficou claro durante o Lab de Comunicação para a Mobilidade realizado no dia 9 de junho, com o tema “Os princípios da Visão Zero e o papel da comunicação para alcançar este objetivo nas cidades”.

O evento contou com a participação de Nelson Silveira, diretor de Estratégia de Comunicação da General Motors América do Sul; Tainá Costa, gerente de Comunicação de Programas na Vital Strategies; Vivi Tiezzi, consultora de desenho urbano especialista em segurança viária e Daniel Escobar, gerente de Comunicação Corporativa da Amaggi.

Na ocasião, Nelson Silveira, da GM, reforçou os pilares da companhia “Zero Acidentes, Zero Emissão e Zero Congestionamento” e disse que o futuro dos carros autônomos já é uma realidade próxima. Quanto à Visão Zero – movimento que adota a abordagem de sistema seguro para a segurança viária –, o executivo contou que muitas vezes as pessoas entendem como um objetivo muito ambicioso ou até utópico. “Temos o papel de mostrar que isso é possível e conectar e engajar as pessoas nessa direção e a Comunicação é crucial para que as pessoas entendam e se engajem nas questões”.

Nelson Silveira

Existem uma série de atores envolvidos nesse processo: os governos, as administrações públicas, as montadoras e os cidadãos, enquanto usuários ou pedestres, conforme explica Tainá Costa, da Vital Strategies. “Todos têm a sua função e a responsabilidade é de todos os que estão envolvidos, é do sistema como um todo. E existem algumas esferas que conseguem exercer um impacto e um poder muito grande de mudança e de engajamento, como o poder público e o privado”.

Tainá Costa

“Um fator que a gente costuma trabalhar é de colocar esse assunto na imprensa, trazer dados e informações e desmistificar alguns mitos”, prossegue Tainá, acrescentando que se o motorista dirigir com a velocidade recomendada nas vias, a chance de acontecer uma fatalidade ou um sinistro é mais baixa. “Em nossas pesquisas notamos que muita gente se sente confortável dirigindo em alta velocidade porque acha que está no controle. É importante esse trabalho de desmistificação com alguns desses mitos e a imprensa é um canal muito importante para engajar a população”.

“Essa visão de futuro e de sucesso que a gente pauta na mídia e nos meios de comunicação é muito importante”, concorda a especialista em segurança viária Vivi Tiezzi, ressaltando que existem vários elementos que garantem o conceito da Visão Zero como campanhas de conscientização, por exemplo. “Por mais conscientes e educados, haverão erros, então devemos pensar o sistema como um todo – ruas, veículos, o ambiente construído – para que, por mais que alguém erre, não haja morte”. 

Vivi Tiezzi

“Quando a gente fala de mobilidade estamos falando de acesso à cidade e a tudo o que ela pode nos proporcionar. E isso de uma maneira segura e confortável, respeitando cada um. Precisamos diversificar esse discurso de que o carro não é o único vilão. E o papel da comunicação está em apoiar as mudanças rumo ao sucesso”, complementa a especialista. 

Daniel Escobar, da Amaggi, contou que a empresa tem alguma experiência em termos de mobilidade, por meio da área de logística, que trabalha nos modais terrestre, fluvial e hidroviário. “O início do século 21 foi marcado, entre outras coisas, pela colocação da Comunicação nas principais decisões estratégicas da sociedade como um todo. Hoje, é impensável tomar uma decisão ou realizar um trabalho, sem pensar no aspecto de Comunicação que chegue até os públicos almejados e gere as transformações que precisam ser feitas. Eu acredito que na mobilidade e no transporte, segue-se a mesma lógica, pois não é sobre os automóveis, mas sim sobre pessoas, e é preciso mudar toda uma cultura comportamental e engajar os cidadãos”.

Daniel Escobar

“Em princípio, somos todos pedestres e a partir do momento em que você entra no carro, não se coloca mais no lugar de um pedestre e das dificuldades que ele passa. E a comunicação tem um papel muito importante em engajar as pessoas e lembrá-las disso, de alguma forma”, frisa Escobar, contando que a Amaggi tem todo um trabalho social junto aos caminhoneiros com questões que afetam diretamente a mobilidade nas estradas. “É preciso criar uma cultura de mobilidade urbana e isso vai passar por uma questão de Comunicação e engajamento transformando as pessoas e o poder público, porque também não adianta ter um governante com uma boa visão de mobilidade urbana se o próximo não tiver e desfizer tudo o que tinha sido feito, tanto em termos de educação de mobilidade urbana quanto de transformação urbana”, conclui.

Assista à live na íntegra:

 

 
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