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09 de março de 2026

Histórias inspiradoras discutem igualdade de gênero e papel da comunicação nas organizações

Live promovida pela Aberje discutiu autonomia financeira, linguagem e narrativas que moldam a presença das mulheres no trabalho
Mario Bucci
 
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A Aberje promoveu, na última quinta-feira (05), a live “Histórias Inspiradoras”, encontro realizado em seu canal no YouTube para marcar o Dia Internacional das Mulheres. A conversa reuniu Denise Damiani, consultora; Vivian Rio Stella, idealizadora, professora e curadora da VRS Academy; e Maria Carolina Medeiros, professora da FGV Comunicação e pesquisadora de narrativas sobre mulheres. A mediação foi de Douglas Cantu, gerente de Eventos da Aberje.

O encontro discutiu desafios para a igualdade de gênero no ambiente profissional, com foco em três dimensões que atravessam a comunicação organizacional: autonomia financeira das mulheres, a influência da linguagem na cultura corporativa e a construção de narrativas sociais que moldam percepções sobre o papel feminino na sociedade e nas empresas.

Na abertura, Douglas Cantu destacou que a comunicação empresarial é um campo majoritariamente feminino, mas ainda marcado por desigualdades. Segundo ele, cerca de 70% da rede da Aberje é formada por mulheres, o que torna o tema particularmente relevante para o setor. O mediador também ressaltou que a discussão sobre gênero precisa envolver toda a sociedade. “É importante que homens também estejam nessas conversas. Homens têm que ouvir coisas importantes”, afirmou.

Autonomia financeira e liberdade profissional

Ao compartilhar sua trajetória, Denise Damiani relatou experiências que evidenciam obstáculos históricos enfrentados pelas mulheres no mundo corporativo. Engenheira de sistemas digitais em uma época em que a profissão ainda era pouco conhecida, ela iniciou a carreira aos 17 anos e construiu trajetória em empresas de tecnologia e consultoria antes de dedicar-se a projetos voltados ao fortalecimento de empresas lideradas por mulheres.

Denise contou que passou a refletir mais profundamente sobre desigualdades de gênero ao perceber diferenças salariais entre sócios de uma consultoria internacional, ainda na década de 1990. “Descobri que ganhava menos que os demais sócios, mesmo gerando mais faturamento”, relatou. Ao questionar a situação, ouviu que, por ser casada, “não precisava” do mesmo nível de remuneração.

A partir dessa experiência, ela passou a atuar em iniciativas de diversidade e liderança feminina dentro da organização, investigando por que tantas mulheres não alcançavam posições mais altas. À época, embora metade dos colaboradores da empresa fosse composta por mulheres, apenas 3% dos sócios eram do sexo feminino.

As entrevistas conduzidas nesse período deram origem ao livro “Ganhar, Gastar, Investir – O Livro do Dinheiro para Mulheres”. Para Denise, a questão financeira é central para ampliar a autonomia feminina. “Mulheres, cuidem do seu dinheiro porque isso vai dar liberdade para sua carreira e para sua vida”, afirmou. Segundo ela, a ausência de reservas financeiras frequentemente limita a disposição para assumir riscos profissionais ou reivindicar melhores condições de trabalho.

Linguagem, cultura organizacional e reputação

A relação entre cultura, linguagem e desigualdade de gênero foi destacada por Vivian Rio Stella. Linguista de formação e hoje dedicada à comunicação corporativa, ela relatou que só percebeu de forma mais clara as disparidades de gênero ao sair do ambiente acadêmico e passar a atuar em empresas.

“Estamos imersos em uma cultura que desqualifica mulheres e não dá espaço a elas”, afirmou. Segundo Vivian, práticas aparentemente sutis – como interrupções, comentários depreciativos ou a ausência de mulheres em espaços de fala – contribuem para reforçar desigualdades no cotidiano das organizações.

Ela também ressaltou que muitas mulheres evitam questionamentos ou posicionamentos firmes em reuniões por receio de serem percebidas como agressivas. “Mulheres tendem a não fazer perguntas em reuniões porque foram educadas a não causar desconforto”, disse.

Para a pesquisadora, políticas de diversidade só produzem efeitos consistentes quando são acompanhadas de mudanças na comunicação cotidiana. “Uma campanha de diversidade pode ser maravilhosa, mas no dia a dia seguimos escutando micro agressões e comentários machistas. É isso que mina a efetividade das iniciativas.”

Vivian defendeu que empresas assumam também um papel educador, estimulando debates permanentes e iniciativas que ampliem o repertório cultural sobre o tema, como clubes de leitura e espaços de reflexão sobre a linguagem.

Maria Carolina Medeiros reforçou a importância de compreender o pano de fundo histórico e social das desigualdades de gênero. Professora da FGV Comunicação, ela desenvolve pesquisas sobre narrativas e representações sociais das mulheres.

Segundo a pesquisadora, muitas regras sociais que moldam comportamentos e expectativas femininas permanecem invisíveis no cotidiano. “Nossa vida é permeada por questões de machismo e gênero que nem sempre percebemos”, afirmou.

Em seus estudos sobre regras de civilidade e etiqueta, Maria Carolina observou como normas sociais frequentemente impõem padrões mais restritivos para mulheres do que para homens, influenciando desde o modo de falar até a forma de se comportar em espaços públicos e profissionais.

Ela destacou ainda que compreender essas estruturas ajuda a transformar experiências individuais em conhecimento coletivo. “Conhecimento empodera a gente”, afirmou. “As mulheres percebem que aquilo que vivem não é algo isolado, mas tem uma raiz histórica e social.”

Para Maria Carolina, o tema também se conecta diretamente com a reputação organizacional, sobretudo em um ambiente de comunicação digital acelerada. “Um caso que acontece dentro de uma organização se espalha rapidamente e pode ter consequências enormes para a reputação”, disse.

As participantes destacaram que empresas funcionam como microcosmos da sociedade e, por isso, têm papel relevante na promoção de mudanças culturais. Ao ampliar debates sobre equidade de gênero e refletir sobre práticas cotidianas de comunicação, organizações contribuem para transformar dinâmicas que ainda limitam a participação feminina em diferentes esferas da vida social e profissional.

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Destaques

  • Aberje participa de reunião da PACE em agenda na Itaipu Binacional
  • Histórias inspiradoras discutem igualdade de gênero e papel da comunicação nas organizações
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