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21 de setembro de 2021

Grupo de lideranças de comunicação conversa com medalhista olímpica sobre esporte como plataforma de engajamento

Encontro do LiderCom contou com a presença da tenista Luisa Stefani, medalhista olímpica de Tóquio
Aurora Ayres
 
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Encontro do LiderCom contou com a presença da tenista Luisa Stefani, medalhista olímpica de Tóquio

Luisa Stefano e sua medalha olímpica

A Aberje sempre apoiou e estimulou que as marcas utilizem as artes e o esporte para se comunicar com seus diversos públicos. Isso ficou claro durante mais um encontro online do LiderCom – grupo exclusivo de líderes da Comunicação Corporativa da associação, realizado no dia 17 de setembro. Na ocasião, o diretor-geral da Aberje Hamilton dos Santos, moderou a conversa com Raphael Ayres Barone, diretor-executivo do Instituto Rede Tênis Brasil; a coordenadora sênior da área de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Latam Airlines, Lígia Sato; e a tenista Luisa Stefani, que ganhou com sua dupla Laura Pigossi a primeira medalha olímpica da história do tênis brasileiro nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Formando cidadãos

Grande fomentador do tênis no país desde 2014, o Instituto Rede Tênis Brasil amplia a prática da modalidade, potencializando talentos, transformando vidas e apoiando o Time RTB em competições nacionais e internacionais. Até hoje, 40 mil crianças de comunidades e que frequentam a rede pública de ensino foram apresentadas ao tênis. De acordo com o diretor-executivo do instituto, Raphael Ayres Barone, a meta até o final deste ano é levar o esporte a mais 20 mil crianças nas cinco regiões do Brasil. “O foco não é formar tenistas, mas levar o esporte e saúde a vários cantos do país. Acreditamos muito nos valores que o tênis traz na vida de uma pessoa. O mais importante é formar o cidadão e dar melhores oportunidades para todos que se engajam através do esporte”, frisou.

Raphael Ayres Barone

“Acreditamos em fomentar o tênis e criar impacto em três frentes: 1) ampliando a prática do esporte, democratizando o acesso ao tênis e capacitando professores; 2) formando tenistas por meio do desenvolvimento, acompanhamento e investimento em atletas; e 3) fortalecendo e unindo o ecossistema, desenvolvendo as academias parceiras e dando consultoria de gestão e apoiando sua sustentabilidade”, ressaltou Barone. “A combinação desses pilares vão de fato mudar o tênis e ajudar a contribuir com a sociedade brasileira, gerando mais oportunidades para todos que se engajam com o projeto”, complementou Barone.

“O modelo do Instituto é muito parecido com o modelo de gestão de uma grande organização, de olhar para os resultados e alta performance. Este é um exemplo de projeto que consegue aliar a alta performance à ação e à inclusão social. É difícil juntar essas duas coisas. Vários dos nossos associados apoiam esse projeto”, completou Hamilton dos Santos.

Um dos patrocinadores do projeto é a Latam Airlines, parceira do instituto desde 2020. “Vimos um potencial muito importante na questão do esporte dentro da educação e da formação das crianças e dos jovens. A convivência com o pessoal da ONG reforça a questão dos valores que vêm com a prática do esporte, ainda mais para essa nova geração, que tem mais dificuldade em lidar com a frustração, por exemplo. Valores como superar uma derrota, a questão do empenho, a superação pessoal, que não se aprendem em uma sala de aula”, salientou Lígia Sato.

Lígia Sato

O início da parceria entre a companhia aérea e a ONG se deu bem no começo da pandemia. “O apoio que a Rede Tênis nos deu foi essencial porque tínhamos muito alimento comprado que seria distribuído entre os nossos passageiros e tripulantes, mas não foi usado por não ter mais voos. Foi muito importante a parceria com o instituto na questão da distribuição desses alimentos em diversas localidades do Brasil, fazendo chegar a quem mais precisava. Foram mais de 100 toneladas de alimentos e, com certeza, mais de 95% das doações foram realizadas por meio do apoio do instituto”, contou. 

Oportunidade no exterior

Na ocasião, a tenista paulistana Luisa Stefani, de 24 anos, que vive e treina nos Estados Unidos há dez anos, contou como foi conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Laura Pigossi, garantindo a primeira medalha olímpica da história do tênis brasileiro.

“A razão de nos mudarmos foi para buscar mais oportunidades no exterior, encontrar um local que me desse estrutura para que eu pudesse me tornar uma profissional, na questão de torneios e técnicas”. “Aqui existe o incentivo do esporte e da educação juntos, por isso fui estudar na Califórnia”, argumentou a jovem, que trancou a faculdade de publicidade e propaganda para se profissionalizar no tênis.

Desde 2018, Luisa joga no WTA – Women’s Tennis Association – entidade esportiva internacional que organiza as competições de profissionais femininas no mundo inteiro. Um ano depois, a tenista já sabia que queria jogar em dupla. “Os últimos três meses foram os mais intensos da minha vida, pois tive os melhores momentos da minha carreira e os mais difíceis, pois minha missão era chegar às Olimpíadas”, contou. “Minha tarefa neste último ano era chegar entre as dez primeiras ranqueadas no mundo para garantir uma vaga nas Olimpíadas”. 

Luisa Stefani

O início do ano foi muito bom para Luisa, mas em maio o sonho de participar das Olimpíadas começou a ficar para trás, pois ela precisava de ótimos resultados em Roland Garros, mas uma semana antes do torneio teve que se submeter a uma cirurgia de apendicite. “Foi um momento difícil, mas me recuperei, consegui voltar a jogar em Wimbledon, descansei três semanas e foquei nos treinos”, contou.

Como se não bastasse a cirurgia de emergência, tempos depois sua parceira americana apareceu com uma lesão e disse à Luisa que estaria fora das quadras até o final do ano. “Foi quando liguei para Gabriela Dabrowski, minha parceira atual e fiquei muito feliz com essa mudança. Eu que já tinha me desapegado das Olimpíadas recebo, uma semana antes, a notícia de que tínhamos nos qualificado para Tóquio. Este foi um dos momentos mais felizes da minha vida!”

Para chegar onde está, Luisa pôde contar com a ajuda dos pais, que sempre investiram em sua carreira, inclusive ao se mudarem para os Estados Unidos. “Tênis é um esporte individual e não temos um salário fixo. Um projeto como esse da Rede Tênis dá essa oportunidade, coisa que eu não tive, uma estrutura para tenistas das categorias de base até o profissional. Não adianta você ter um apoio financeiro se você não tem uma estrutura de trabalho e um plano a curto, médio e longo prazos. Como comunicadores vocês sabem da importância de ter um time que acredita na mesma missão, que tem um objetivo claro de onde se quer chegar”, afirma. 

 

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