Estudo da Porter Novelli traz impacto de questões sociais para marcas e empresas
25 de junho de 2021
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2020 foi um ano de acerto de contas. 2021 exige avanços

O ano de 2020 ficará na história por revelar o alto grau de vulnerabilidade humana a uma crise de escala global, como a pandemia da Covid 19. Mas ficará marcado também como um divisor de águas na longa luta por justiça social. Foi um ano em que o ativismo ganhou forte impulso, e as empresas foram colocadas contra a parede para assumirem posicionamentos claros. Consumidores, funcionários e outros stakeholders vêm cobrando desde então que as marcas reconheçam seu papel diante da realidade de injustiça sistêmica e promovam mudanças sociais efetivas.

Para compreender melhor este cenário, a Porter Novelli conduziu uma série de pesquisas sobre justiça, equidade, diversidade, inclusão e outros tópicos sociais relevantes. O universo ouvido na pesquisa é formado por cidadãos americanos, que possuem um histórico de engajamento mais sólido em movimentos por direitos civis  se comparado aos brasileiros. Porém, o recado do estudo é válido, também, como alerta para as empresas daqui.

Para começar, 69% dos entrevistados deixam claro que não precisaria acontecer uma grande tragédia para que as empresas se preocupassem com as questões de justiça social . Para 64%, 2020 aumentou o nível de consciência das empresas sobre seu papel no enfrentamento do racismo sistêmico, porém quase 70% alegam que as companhias continuam muito reativas ao se manifestarem sobre esses temas.

Fato é que quase 70% dos entrevistados acham que as empresas aguardam que uma questão social vire manchete para falar efetivamente sobre o problema. “Declarações meramente retóricas, vazias e apressadas não conseguirão mais convencer os consumidores e a sociedade como um todo. As empresas devem ser cuidadosas em suas respostas às questões sociais e garantir que se convertam em ações autênticas e medidas práticas. É hora de as empresas provarem que estão avançando de fato na temática social.”, explica Eraldo Carneiro, Head de Gestão de Reputação e Propósito na InPress Porter Novelli, representante da rede Porter Novelli no Brasil.

A partir do “boom” de engajamento social  em 2020, os consumidores se tornaram mais vigilantes e atentos ao comportamento das marcas. Mais da metade (54%) das pessoas afirmam estar monitorando as empresas para checar se estão realmente avançando no tratamento das questões de justiça social. Já 45% fazem pesquisas para verificar o que as companhias estão fazendo na prática para honrar os compromissos assumidos no ano passado.

A cobrança vem cercada de certo otimismo: 60% estão confiantes de que verão as mudanças acontecerem. Dois terços creem que as companhias têm um papel a desempenhar na busca de soluções para tais problemas, e seis em cada dez acreditam que elas terão mais sucesso se assumirem a liderança deste processo (59%).

Esse êxito se converteria, na visão dos entrevistados,  em ganhos reais para as empresas. Sessenta e seis por cento deles acreditam que é bom para os negócios quando as empresas enfrentam as questões de justiça social. Na prática, isso significa que ignorar essa agenda não é opção: metade dos ouvidos disse que puniria as marcas por meio de boicote ou manifestação contrária, caso elas não encarassem realmente essa problemática social. E, ainda, 59%  consideram inaceitável que as empresas se mantenham caladas diante do atual quadro de desigualdades.

Já o verdadeiro enfrentamento das questões de justiça social poderia, na ótica dos entrevistados, render vários benefícios aos negócios:

67% comprariam um produto da empresa.

62% defenderiam a empresa se alguém falasse mal dela.

67% confiariam na empresa.

61% sentiriam uma conexão emocional mais profunda com a empresa.

64% seriam mais leais à empresa.

59% gostariam de trabalhar para a empresa.

63% recomendariam a empresa a outras pessoas.

De uma maneira geral, os entrevistados acreditam que as empresas possuem uma plataforma poderosa para impulsionar o diálogo, mudar percepções e até mesmo transformar comportamentos. Esse é um caminho sem volta e que deve moldar as novas relações entre marcas e consumidores.

Esta pesquisa foi realizada online, através da plataforma de dados Dynata, entre 16 e 18 de abril de 2021, com uma amostra total de 1.000 adultos maiores de 18 anos no mercado

 
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