ESG da Mineração do Brasil: mais mineradoras estão engajadas na agenda de transformação do setor mineral
30 de novembro de 2021
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As mineradoras quase dobraram seu índice de engajamento na estruturação da agenda ESG da Mineração do Brasil, aponta levantamento da consultoria Falconi, divulgado em 23/11. A agenda ESG estabelece, em detalhes, compromissos e metas, em 12 áreas de atuação, de modo a tornar o setor ainda mais sustentável, seguro e responsável com as pessoas à sua volta. Para isso, foram criados 12 grupos de trabalho (GTs), dos quais fazem parte profissionais e especialistas em mineração.

“Temos mais profissionais e mineradoras participando. Este é um grande avanço. Mostra que o setor não ficou e não está parado, mas reagiu às expectativas da sociedade”, disse Denis Gloria consultor e diretor da Falconi. A consultoria apoia o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e as mineradoras a estruturarem a agenda ESG. 

O consultor destacou a “alta qualidade do trabalho dos profissionais envolvidos com os GTs”, apontando que até o momento foram definidos:

  • 26 compromissos
  • 45 métricas
  • 13 indicadores
  • 10 metas em 7 GTs.

Ele ressaltou que os GTs estão abertos à participação de mais profissionais do setor mineral. O IBRAM tem buscado atrair mais mineradoras que atuam em diversos segmentos minerários, de modo a agregar mais conhecimento às discussões em torno das metas de ESG do setor mineral.

“É muito importante que esse trabalho em prol da agenda ESG da Mineração do Brasil tenha divulgação ampla e que incentivemos todas as mineradoras, sejam grandes, médias ou pequenas, a também participarem desse esforço coletivo setorial. É nossa obrigação termos como objetivo disseminar esses compromissos e as metas para todas as mineradoras do país”, afirmou Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do IBRAM.

“Somos o primeiro setor que lança seu ESG. É uma demonstração muito forte dos compromissos que setor tem com as novas posturas que o mundo está nos demandando. Desejo que as dezenas de profissionais e especialistas em mineração se mantenha motivados a a continuar neste esforço e que todos sejam, em suas organizações, defensores do nosso ESG. Queremos que a sociedade reconheça a mineração como fator de desenvolvimento socioeconômico de nosso país”, disse Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do IBRAM.

Todo esse esforço de transformação setorial – o maior já visto no Brasil – está exposto na agenda ESG da Mineração do Brasil, baseada em 12 áreas que merecerão as atenções principais da indústria mineral:

Segurança operacional, barragens e estruturas de disposição de rejeitos, saúde e segurança ocupacional, mitigação de impactos ambientais, desenvolvimento local e futuro dos territórios, relacionamento com comunidades, comunicação e reputação, diversidade e inclusão, inovação, água, energia e gestão de resíduos.

A conselheira do IBRAM e diretora da mineradora Kinross, Ana Cunha, foi outra convidada a participar da solenidade de abertura do seminário online ESG – Mineração do Brasil. Ela disse que o tema ESG ganhou maior relevância no setor mineral, inclusive, no IBRAM, que criou um comitê específico sobre o tema no Conselho Diretor. O objetivo “é antecipar questões e dar suporte às decisões do Conselho em relação a temas críticos relacionados aos 12 compromissos” assumidos em prol de maior sustentabilidade, segurança e responsabilidade corporativa.

Ana Cunha chamou a atenção dos participantes para o desafio de a indústria da mineração despertar na sociedade a percepção da relevância das contribuições que presta para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do país. Para exemplificar, ela citou uma questão da prova do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), realizada em 21/11, cujo enunciado posiciona a mineração no Brasil como conflituosa e prejudicial às comunidades no entorno das operações, de uma forma geral. 

“A primeira reação é afirmar que é um absurdo. Nós não somos isso aqui! Mas é preciso fazer uma reflexão sobre esta questão, sobre as narrativas criadas ao longo do tempo para que questões como essa figurassem em prova nacional em 2021”, disse. “Como seremos capazes de demonstrar exatamente nossa contribuição, ou responsabilidade, como atores importantes que somos nas localidades onde operamos e na importância que temos no desenvolvimento do pais”, acrescentou a conselheira.

Em 2022 os trabalhos já estão dispostos em um cronograma que prevê, entre várias iniciativas, a elaboração dos planos de ação, a definição de novas metas até julho, o levantamento e divulgação de boas práticas e a divulgação dos avanços do ESG da Mineração do Brasil na EXPOSIBRAM 2022.

 
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