Visão integrada (mesmo!) ainda é um desafio

Para mim, a ideia de que a comunicação e o marketing precisam caber em caixinhas sempre foi incompatível com o que acredito. Não porque a técnica não importe, importa e muito. Mas porque, na prática, os problemas reais de negócio chegam misturados, desorganizados e exigem o mesmo olhar em uma única estratégia.
Foi dessa inquietação que a bowler nasceu. E é por isso que, dez anos depois, seguimos defendendo uma visão que ainda desafia não somente o mercado tradicional de agências, mas sobretudo os modelos mentais instalados no ambiente corporativo. As RFPs, os briefings e planos continuam isolados e sem um olhar que os integre.
Estratégia, PR, branding, publicidade, digital, conteúdo, criação, advocacy, comercial e dados não são frentes independentes disputando protagonismo: são perspectivas diferentes sobre a mesma questão. Quando isolados, a comunicação também perde força. Quando se encontram, ela ganha relevância, coerência e impacto.
Nesses 10 anos o mercado mudou, as ferramentas mudaram, a velocidade mudou. Mas uma coisa permanece: a tendência das estruturas de fragmentar o que o negócio precisa integrar. A rotina empurra para o previsível, o óbvio, o cômodo. Os processos levam para a repetição e quase sempre empobrece áreas, pessoas e marcas.
Talvez, por isso o nosso “espírito sem sofá” continue tão atual. Ele não fala sobre pressa, mas expressa o inconformismo com os modelos prontos e com os “briefings encaixotados” demais. Precisamos cultivar repertório, revisar certezas, testar caminhos, aprender rápido e seguir em movimento.
Após uma década de empresa, continuamos mais comprometidos em continuar questionando o jeito como a comunicação é pensada. Porque, para nós, comunicar sempre foi sobre conectar visão, cultura, reputação e negócio de um jeito que faça sentido no mundo real.
Será que a comunicação das marcas ainda está “sentada no sofá”, assistindo às mudanças sem questionarem o “status quo”? Ou já entendeu que impacto real só nasce quando a gente sacode um pouquinho as estruturas, mistura disciplinas e coloca o negócio no centro da conversa?
ARTIGOS E COLUNAS
Maria Claudia Bacci Visão integrada (mesmo!) ainda é um desafioPaulo Nassar Rituais, experiência e criação – contra a dispersão, a formaCiça Vallerio Saúde mental nas empresas começa pela forma de comunicar
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