O (árduo) caminho para ser mais estratégico
03 de junho de 2020
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Para alcançar esse objetivo, a comunicação deve abraçar as demandas diárias e usar o conhecimento adquirido com o acesso às várias áreas e pessoas da empresa

(Créditos: iStock)

“It’s a long way to the top if you wanna rock ‘n’ roll” (AC/DC)

Desde sempre, ouço o mantra da “comunicação organizacional estratégica”. Ao mesmo tempo, convivo com o dilema de vários profissionais que precisam equilibrar os pratos das muitas demandas do dia a dia com uma atuação de mais impacto na empresa, com a necessidade de se provar como estratégico.

Quem já conquistou esse espaço em uma companhia, sabe que não é uma missão fácil. Assim como ensina a música do AC/DC, há um longo percurso até o topo se você quer o sucesso – ou, nesse caso, ser estratégico. Trata-se de uma escalada árdua até a área de comunicação ser ouvida pelo board.

Para chegar ao topo, é preciso partir de um ponto, de uma base. E, na área de comunicação, a base é o que mais fazemos no nosso dia a dia: conteúdos, peças, eventos, apresentações, relatórios e contato (muito contato!). É esse “arroz-com-feijão” que podemos usar a nosso favor.

Junte-se a isso outro importante ingrediente: o fato de os profissionais de comunicação terem acesso a diversas pessoas e áreas, abrindo uma porta enorme para mergulhar na realidade da empresa, conhecer com profundidade as dores e, assim, ajudar a organização a alcançar seus objetivos. E, então, ser estratégico.

É por meio desse trânsito livre, dessa troca constante de experiências e informações que abriremos caminho para aprimorar as nossas entregas e apresentar projetos mais sofisticados, que tragam resultados mais reconhecidos.

Estamos vivenciando uma oportunidade neste exato momento. Em tempos de covid-19, muitas empresas se voltaram para a área de comunicação e começaram a enxergá-la como “salvadora” (tema do meu artigo anterior “Área de comunicação é mais demandada na crise”). Precisamos, portanto, aproveitar essa oportunidade para ganhar mais terreno, com as armas do que produzimos diariamente, nos tornando – passo a passo – mais estratégicos.

 
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