Marketing e comunicação em desastres e tragédias

A tragédia climática do sul não foi a primeira e nem será a última que vamos viver. O nosso planeta já está dando sinais de que o colapso climático vai chegar.
Não pude deixar de notar na minha timeline das redes sociais o quanto que os influenciadores estão se engajando e mobilizando a população para a doação. É inegável que os influenciadores estão tendo um papel fundamental para organizar a sociedade, comunicar pontos de coleta de doações, estimular que marcas ajam, etc. Os influenciadores estão na linha de frente desta tragédia do sul mobilizando pessoas. Depois que eles começaram a mobilização começaram a surgir marcas com ações e aí é que entra o desafio: qual é o limite ético para as marcas atuarem em situações de desastre?
Pode fazer promoção para doar o lucro? Se sou uma marca produtora de um insumo que está sendo necessário na crise, tenho obrigação social de doar? Se não tenho dinheiro em caixa e não tenho o insumo, eu viro ponto de coleta? As marcas vão escolher em quais tragédias se engajar de acordo com seu business e posicionamento de marca?
Me parece que é um terreno ainda muito indefinido. Uma tragédia como esta deveria fazer as empresas pensarem não só como ajudar pontualmente, mas como evoluir e melhorar. Não só nesta crise, mas em todas as outras que ainda virão.
Infelizmente, a sociedade não conseguiu se organizar economicamente dentro do capitalismo para evitar tragédias climáticas. Então, estamos nos organizando através do marketing de influência para doar. Só que isso não atua na raiz do problema. É só um paliativo.
Claro que no meio da tragédia temos que nos mobilizar de todas as formas, mas só não podemos esquecer de exigir posicionamento não só de influenciadores e de marcas, mas também de governos e outros atores, que precisam de planos de ação para reduzir os riscos climáticos. Este problema é de todos e temos que ter uma mobilização tão grande quanto essa que estamos vivendo hoje para demandar ações concretas para reduzir o impacto ambiental de todos os elos da sociedade.
ARTIGOS E COLUNAS
Adriana Toledo Na era da IA, não basta ser encontrado. É preciso ser citadoRizzo Miranda Da eleição ao LinkedIn: por que a autenticidade virou critérioMarcio Cavalieri Entre o impulso e a reputação
Destaques
- Prevenção de crises exige dados, antecipação e diálogo com diferentes públicos
- Painel de Cases apresenta 89 projetos do Prêmio Aberje ao público
- Aberje recebe alunos de mestrado da PUC Chile em São Paulo
Notícias do Mercado
- Gerdau renova parceria com o GP de F1 de São Paulo pelo quarto ano
- Ana Julião é a nova diretora executiva no Grupo In Press
- DiversaCOM assume comunicação do Programa de Negócios Competitivos da GRI no Brasil
































