A melhor prevenção é a informação
24 de abril de 2020
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(Imagem: Dimitri Karastelev/Unsplash)

A situação atual vivida pela humanidade em decorrência do novo coronavírus tem feito com que reflexões importantes venham à luz, seja para organizações, governos e a sociedade como um todo. Entendo que a informação seja a principal arma para vencermos esta ameaça invisível. Seria impensável que durante a peste negra no século XIV, ou mesmo mais recentemente, no período da I Guerra Mundial com o acometimento da gripe espanhola, que em menos de um mês seríamos capazes de identificar o vírus, sequenciar seu genoma e iniciar pesquisas promissoras com medicamentos que poderão aliviar os sintomas, e o desenvolvimento de vacinas para impedir a manifestação do vírus, ao que tudo indica, já para 2021.

Novos protocolos para higiene e limpeza e recomendações para a manutenção da saúde física e mental das pessoas, que avançaram bastante no último século, são de extrema relevância para mitigar os efeitos da pandemia, em especial para os que não podem isolar-se socialmente por atuarem em serviços essenciais à sociedade, como profissionais de saúde, transporte, cadeia de abastecimento etc. E o que falar das informações compartilhadas em tempo real por secretarias de saúde, ministérios e pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS) por meio de coletivas de imprensa transmitidas ao vivo pelas redes sociais ou ainda por canais de comunicação diretos com os cidadãos, como WhatsApp, permitindo que saibamos em que estágio encontra-se a disseminação da doença pelo mundo, formas de proteção, restrições de deslocamento, combate às fake news, além de múltiplas formas sobre como podemos ajudar os mais vulneráveis.

A cooperação entre nações, estados, cidades, ou mesmo entre vizinhos de um mesmo condomínio tornou-se fundamental para aumentar a confiança de que estas medidas restritivas são o caminho correto e resultarão no efetivo controle do patógeno, apesar do inegável impacto econômico que trazem. A confiança na informação científica também guia a decisão de governos de implementar medidas econômicas de apoio aos mais atingidos pela crise, prolongar ou não o período de quarentena, direcionar investimentos em novas unidades de saúde, entre outras ações com impacto imediato no cotidiano das pessoas.

Depois da doença em si, há quase um consenso de que a segunda maior ameaça que governos enfrentam são as informações falsas ou errôneas, veiculadas de forma irresponsável, seja via redes sociais ou veículos sem credibilidade. Com a mesma velocidade em que acessamos, por meio de um simples clique, conteúdos relevantes que nos ajuda a lidar com esse novo cenário, também nos chega uma infinidade de absurdos. Infelizmente, de forma consciente ou não, muitas pessoas impulsionam as fake news, tornando-a uma verdadeira pandemia.

Isso torna nossa missão como líderes de comunicação nas empresas e entidades que representamos ainda mais importante: levar as pessoas informação fidedigna, em linguagem clara e objetiva e com todo o cuidado e a responsabilidade que o momento exige. Nem mais, nem menos. Tempos difíceis como este nos mostram a relevância da comunicação e seu impacto em torno de um objetivo global comum: a saúde e o bem-estar do ser humano.

 
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