PATROCINADORES

Ícone do topo
olá, faça seu login ou cadastre-se
  • Sobre
    • Quem Somos
    • Equipe
    • Nossas Associadas
    • Nossa história
    • International Aberje Award
    • Documentos
    • Relatório 2025
  • Conteúdos
    • Notícias
    • Artigos e colunas
    • Blogs
    • Editora Aberje
    • Revista CE
    • Revista Valor Setorial
    • Podcast FalAção
    • Vídeos
    • Newsletter BRpr
  • Eventos
    • Conecta CI
    • Trends
  • Escola Aberje
  • Reconhecimento
    • Prêmio Aberje
    • 20 Comunicadores para Seguir
  • Benefícios
    • Comitês Aberje
    • Centro de Memória e Referência
    • Guia de fornecedores
    • Pesquisas
    • CEAEC Centro de Estudos
  • Fale Conosco
  • Associe-se
Ícone do topo
olá, faça seu login ou cadastre-se
  • Sobre
    • Quem Somos
    • Nossa história
    • Documentos
    • Relatórios
    • Equipe
    • Nossas Associadas
  • Associe-se
  • Notícias
  • Opinião
    • Artigos e colunas
    • Blogs
  • Vagas e Carreira
  • Associadas
    • Nossas Associadas
    • Comitês Aberje
    • Benchmarking
    • Centro de Memória e Referência
  • Eventos
    • Aberje Trends
  • Escola Aberje
  • Prêmios
    • Prêmio Aberje
    • Prêmio Universitário Aberje
    • International Aberje Award
  • Labs de Comunicação
  • Conteúdos
    • Editora
    • Revista CE
    • Revista Valor Setorial
    • Pesquisas
    • Materiais de consulta
    • Podcasts
    • Vídeos
  • Aliança Aberje de Combate às Fake News
  • Newsletter BRpr
  • Fale Conosco
  • Relatórios
17 de novembro de 2025

A COP até aqui – um teste de reputação

Victor Pereira
O presidente da COP 30, André Correa do Lago, conversa com indígenas da etnia Munduruku. Foto de Felipe Werneck
 
  • COMPARTILHAR:

Publicado originalmente no LinkedIn, em 16 de novembro de 2025

Do ponto de vista da comunicação corporativa, essa COP pode ser compreendida como um teste reputacional de alta pressão. A Conferência que acontece fora dos espaços do oficialato diplomático, e a que venho acompanhando até o momento, não se resume apenas a um palco de anúncios: ela funciona como um teste imediato dos compromissos e promessas das empresas, governos e instituições. São nesses espaços que o realismo dos dados, os elefantes na sala e as evidências desconfortáveis são expostas. Ganha o mundo corporativo, e também a COP, quando há espaço para se discutir o contraditório.

O que é medido em cada Casa X, Y ou Z é o poder de transcendência dos discursos de legitimação. O “salvar o mundo”, no entanto, não é mais como promessa e sim como ação. Enquanto diplomatas tentam desenhar um mapa da ação, as empresas debatem o caminho concreto, pois já caminham orientadas por seus próprios mapas.

O que é possível perceber, é que COP tem a propensão a amplificar incoerências e expor desalinhamentos. A reputação aqui caminha na linha tênue, e o ganho reputacional está no detalhe do copinho de água que está sendo servido no evento até na fala da executiva ou executivo de alta patente que está ou esteve presente.

Ainda não ficou claro se o Brasil, enquanto país sede, sairá retratado como liderança climática ou marcado por “falhas” e bronca da ONU. A pressão da sociedade civil, personificada em manifestação de indígenas Munduruku na entrada do Zona Azul, gerou imagens icônicas, como a do diplomata segurando uma criança da etnia nos braços. O imaginário está sendo construído.

A projeção externa do país cria ou limita espaço para narrativas corporativas confiáveis. Em paralelo, a COP30 em Belém torna incontornável a análise sobre a presença de vozes amazônidas e de povos originários. Não basta mencioná-los: a qualidade do protagonismo, dos espaços concedidos, conquistados e criados por esses atores, e a relação estabelecida entre todos, será observada como indicador de legitimidade. Invisibilidade, neste contexto, é percebida como greenwashing.

Outro ponto de atenção é o desempenho da comunicação pública. Quanto mais transparente, isonômica e orientada ao serviço estiver a comunicação oficial, mais previsível e estável fica o terreno para as empresas. Quando a comunicação de Estado é confundida com comunicação de governo, instala-se ruído político que contamina toda a ambiência informacional da COP.

Do lado empresarial, é essencial medir a efetividade real das ações e conteúdos produzidos. Participações formais ou eventos esvaziados perdem sentido. Importa saber se houve engajamento relevante, troca qualificada, impacto concreto e se a comunicação ajudou a traduzir compromissos para diferentes públicos.

Finalmente, nenhuma estratégia comunicacional resiste à ausência de resultados diplomáticos. O resultado será positivo se a COP avançar na agenda climática, especialmente em temas como financiamento e implementação. Em síntese, avaliar comunicação na COP é medir coerência, protagonismo, impacto e aderência ao que o mundo espera de líderes responsáveis num momento decisivo da agenda climática.

Os artigos aqui apresentados não necessariamente refletem a opinião da Aberje e seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade do autor.

Victor Pereira

Victor Henrique Pereira é responsável pela área de Relações Institucionais na Aberje - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Formado em Relações Públicas, é mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA USP), e MBA em Gestão da Comunicação (Aberje-ESEG). É membro do Grupo de Estudos de Novas Narrativas (GENN-ECA-USP).

  • COMPARTILHAR:

ARTIGOS E COLUNAS

  • Ana Paula SartorMuito antes da crise: reputação, governança e liderança
  • Ricardo GioiaO preço do silêncio na era da IA
  • Leila GasparindoEm ano eleitoral, o silêncio da empresa também é uma mensagem

Destaques

  • Portal da Aberje amplia recursos de acessibilidade e experiência de navegação
  • Masterclass marca início de nova turma do Mestrado Profissional em Comunicação Digital e Cultura de Dados
  • Estudo sobre polarização analisa impactos do fenômeno para a comunicação corporativa

Notícias do Mercado

  • Votorantim Cimentos marca 90 anos com campanha narrada por Seu Jorge
  • Gerdau reforça vínculo com o Rio Grande do Sul durante a 49ª Expointer
  • CCEE promove encontro sobre diversidade e inclusão no setor elétrico

BLOGS

A Aberje é uma organização profissional e científica sem fins lucrativos e apartidária. Tem como principal objetivo fortalecer o papel da comunicação nas empresas e instituições, oferecer formação e desenvolvimento de carreira aos profissionais da área, além de produzir e disseminar conhecimentos em comunicação.

ENDEREÇO
Rua Amália De Noronha, 151, 6º Andar – Pinheiros, São Paulo/SP
CEP 05410-010

CONTATO
(11) 5627-9090
(11) 95166-0658
fale@aberje.com.br