Em artigo no Valor Econômico, Fabio Rua defende maior espaço para a indústria no debate eleitoral

A necessidade de ampliar o espaço dedicado à indústria nas propostas e nos debates do próximo ciclo eleitoral é o ponto de partida do artigo de Fabio Rua, vice-presidente de Políticas Públicas, Comunicação e ESG da GM América do Sul e membro do Conselho Deliberativo da Aberje, publicado na edição desta segunda-feira (21) do jornal Valor Econômico. No texto, ele relaciona o fortalecimento da capacidade produtiva à competitividade e ao crescimento de longo prazo e propõe que a discussão eleitoral considere qual papel o Brasil pretende ocupar na economia global nas próximas décadas.
Intitulado “Eleições e crescimento”, o artigo avalia que a indústria deveria ocupar posição mais central no debate eleitoral, junto a temas como responsabilidade fiscal, educação, economia, segurança, infraestrutura, tecnologia e combate às desigualdades. O argumento não se restringe à defesa de setores específicos. Fabio aborda a capacidade de produzir bens complexos e associa o desenvolvimento industrial à formação de profissionais qualificados, à consolidação de fornecedores, à infraestrutura, ao financiamento de pesquisa aplicada, à propriedade intelectual e à ampliação de acordos comerciais.
Para dimensionar o desafio, o executivo recorre a dados sobre a desindustrialização da América Latina e contrapõe a trajetória da região à de economias asiáticas que ampliaram sua capacidade produtiva nas últimas décadas. China e Estados Unidos aparecem como exemplos de países que, por caminhos distintos, passaram a tratar determinadas cadeias produtivas e tecnologias como estratégicas.
Ao levar essa discussão para o contexto eleitoral, Fabio propõe ampliar o horizonte do debate. Mais do que estabelecer metas para fábricas ou empregos, sustenta que candidatos e suas equipes deveriam discutir quais tecnologias o Brasil pretende dominar, em quais cadeias pode agregar mais valor e como tributação, infraestrutura, tecnologia e capacitação podem contribuir para a produtividade. “As respostas a essas reflexões ultrapassam o debate eleitoral. Mas não podem ficar fora dele”, conclui.
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