Capítulo Aberje Paraná debate inovação e comunicação na pandemia com vencedores do Prêmio Aberje 2020
24 de agosto de 2021
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Encontro online reúne comunicadores da Renault, Boticário, Valmet, da Klabin e da CNH IndustrialO Capítulo Aberje Paraná recebeu, no dia 17 de agosto, convidados especiais para o seu 4° encontro para debater o tema Inovação e excelência em comunicação em tempos de pandemia, sob a perspectiva de empresas vencedoras do Prêmio Aberje 2020. Participaram do evento a gerente de Imprensa, Comunicação e Eventos na Renault do Brasil e diretora do Capítulo Aberje Paraná Fernanda Stocco; a gerente de Premiações na Aberje, Mirella Kowalski; para o painel de cases foram convidados o gerente de Comunicação da Fundação e Instituto Grupo Boticário, Omar Rodrigues; o diretor de Estratégia, Qualidade e Marketing na Valmet, Pedro Paciornik; o coordenador Regional de Comunicação, Marca e Reputação da Klabin, Julio Clivati Roncaratti; e a especialista em Comunicação Interna na CNH Industrial, Giovana Olicshevis.

Na ocasião, Mirella Kowalski mencionou a 9ª edição do livro do Prêmio Aberje intitulado “Reconhecimento que gera valor”, lançada em julho, que apresenta todos os cases vencedores da premiação de 2020, disponível para compra na livraria do portal Aberje. Os cases completos estão disponíveis para consulta no acervo do Centro de Memória e Referência da Aberje.“O livro é uma fonte de inspiração. Sabe quando você precisa de uma ideia para um benchmark ou uma consulta rápida, algo com conteúdo de qualidade? Este é o meu livro de cabeceira da minha estação de trabalho no home office”, revelou a diretora do Capítulo, Fernanda Stocco. “As empresas que fazem parte desse reconhecimento que a Aberje promove são empresas de destaque em seus segmentos de atuação, que fazem a comunicação corporativa com muita qualidade e criatividade, sobretudo neste cenário de 2020 e 2021”, completou.

Fernanda Stocco

Grandes marcas desaparecem para uma conversa importante aparecer

Ao compartilhar o case do Boticário Grandes marcas desaparecem para uma conversa importante aparecer, Omar Rodrigues falou um pouco sobre a Fundação Grupo Boticário, braço de investimento social privado do grupo que tem uma causa muito bem definida: a conservação da natureza, proteger a fauna e a flora do Brasil. “Temos riqueza em nossa fauna e flora. As maiores fontes de reserva de água doce do planeta estão aqui, estima-se que uma em cada dez espécies de plantas e animais existentes e um terço das florestas tropicais que ainda restam estão no Brasil, mas a nossa relação com a natureza não é das melhores. O brasileiro dos grandes centros urbanos tem tantos dilemas e problemas sociais gritantes que vê a natureza como algo distante”.

Omar Rodrigues

De acordo com dados da Fundação Boticário, 91% dos brasileiros gostariam de ter mais contato com a natureza e mais da metade (54%) não está satisfeita com as áreas verdes de suas cidades. Mas como conectar um tema tão relevante com a comunicação? Encontrando a própria audiência. “As redes sociais são uma grande fonte de informação, então tentamos chamar a atenção para este desafio real através do ambiente digital. Fizemos uma ação integrada na qual todas as marcas evidenciaram a preocupação que o Grupo tem com o meio ambiente, ficando invisíveis no Instagram por 24 horas para mostrar que as florestas também podem desaparecer”, explicou Rodrigues.

Cerca de nove mil publicações sumiram para chamar a atenção de 21 milhões de seguidores que consomem conteúdo de beleza todos os dias. O gesto inédito mobilizou a internet e repercutiu em dezenas de veículos no país inteiro; em três dias o número de seguidores da Fundação cresceu o equivalente a oito meses; foram 24 vezes mais acessos do que a média diária do ano e os comentários e share bateram recorde dos últimos dois anos. “Foi uma ação que durou 24 horas, teve custo zero e resultado satisfatório”, finaliza o executivo.

Transformação digital: o papel dos meios digitais na transformação cultural

Em sua apresentação, Pedro Paciornik, da Valmet empresa bicentenária de origem finlandesa atuante no segmento de papel, celulose e energia contextualizou a época em que o case foi elaborado, salientando que a companhia já possuía a digitalização em sua agenda juntamente com o desenvolvimento de alguns canais e num momento pré-pandemia preparava-se para implementar um arcabouço de ferramentas digitais quando a chegada do novo coronavírus esbarrou na questão cultural, ou seja, as pessoas que não sabiam utilizar certas ferramentas se viram forçadas a lidarem do dia para a noite com tantas plataformas diferentes. 

Pedro Paciornik

“Foi aí que paramos para fazer uma reflexão de que esse processo não seria tão simples quanto adaptar os seus canais às pessoas onde quer que estivessem. Então demos um passo para trás e tudo começou com uma reflexão sobre o propósito da empresa e convidar os colaboradores a fazerem parte dessa mudança. Nossa transformação cultural começou pela construção do storytelling e na utilização dos canais digitais”

De acordo com o executivo, a comunicação está mais integrada e assíncrona, os grupos de WhatsApp passaram a ser canais para conversas informais, foram mais de 120 boletins informativos gerando fluxo recorde para a intranet, entre muitos outros resultados. “Foram muitas coisas que quebraram o gelo no início de uma jornada do colaborador do ponto de vista interno para essa transformação cultural”, concluiu Paciornik.

Rádio Florestal: mais acesso e frequência para vencer a desinformação

O case Rádio Florestal: mais acesso e frequência para vencer a desinformação, apresentado por Júlio Roncaratti, trata sobre um canal específico que a Klabinempresa brasileira que atua na produção de embalagens de papel já possuía antes da pandemia: a Rádio Florestal, que se tornou o principal veículo de informação para o colaborador.

Júlio Roncaratti

Sendo a maior operação de florestas plantadas no mundo, a Klabin conta com mais de 2.800 colaboradores moradores de 15 cidades do Estado do Paraná. De acordo com o executivo, trata-se de um público majoritariamente masculino, humilde, de difícil acesso, moradores de comunidades rurais com uma perspectiva de ascensão profissional baixa e que trabalha em turnos. “Isso traz uma complexidade muito grande para a nossa rotina de trabalho. Como fazer chegar a informação e quebrar o ruído de emissores externos que tínhamos? Fazer comunicação para os colaboradores sempre foi um desafio diário por causa do perfil do público e das atividades desenvolvidas”, ressaltou Roncaratti.

Em 2016, o programa da Rádio Florestal era quinzenal, durava cerca de 15 minutos e era transmitido dentro dos ônibus, eram informações sobre segurança, cultura, benefícios, ações e eventos, sempre intercalando com músicas num tom bem humorado. Com a pandemia, o programa foi transformado em pílulas diárias de quatro minutos transmitidas e enviadas via  Whatsapp para mais de 160 líderes espalhados em todas as regiões. “Não tínhamos tempo para uma solução tecnológica, nem para estruturar nada muito grande e precisávamos ter a garantia de que uma informação pudesse ser passada de hoje para amanhã para 100% dos nossos colaboradores. Essa foi a forma de chegar de maneira urgente em pouco tempo de forma assertiva e utilizando um canal que a gente já tinha”, ressaltou Roncaratti.

A Comunicação como agente de transformação da crise na pandemia

Na oportunidade, Giovana Olicshevis, da CNH Industrial, contou um pouco sobre como a comunicação interna suportou a transição de um novo momento sendo uma empresa global. “Por sermos uma empresa presente em 180 países, a crise trouxe algumas vantagens mas também alguns desafios adicionais. Tivemos celeridade para readequamos a nossa rotina e ajustarmos os protocolos. Por outro lado, o fato de estarmos espalhados pelo Brasil com sete fábricas que viveram momentos da crise sanitária de formas diferentes fez com que o nosso time de comunicação interna precisasse atuar rapidamente e de modo assertivo”.

Giovana Olicshevis

Enquanto Comunicação interna, foram definidos alguns objetivos logo no início da pandemia, como atuar de forma transparente e ágil, mantendo a escuta ativa com os colaboradores e suas famílias. “Só conseguimos atuar com agilidade graças à digitalização, processo que começou em 2017, e focamos muito no fortalecimento dos nossos canais digitais pois sentimos a necessidade de humanizar e conectar os colaboradores e aproximar os times”, salientou Giovana. “A escuta ativa sempre foi o fio condutor de várias iniciativas. Hoje, fala-se muito de colocar as pessoas no centro e nós como comunicação interna, temos um papel muito importante de fortalecer essa cultura e de gerar e só conseguimos fazer isso quando criamos narrativas genuínas, que a gente conecte as pessoas, para criarmos ações e iniciativas. É um desafio para todas as empresas”, complementou.

 

 
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