Capítulo Aberje Bahia debate o tema “O Reposicionamento empresarial no Brasil em ESG – o que a Comunicação tem a ver com isso?”
30 de julho de 2021
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Encontro online reúne comunicadores da Neoenergia, Suzano, Pauta Sete Comunicação e Edelman Brasil para debater tema em evidência no mercado

O Capítulo Aberje Bahia recebeu, no dia 29 de julho, profissionais da Comunicação para debater o tema “O Reposicionamento empresarial no Brasil em ESG – o que a Comunicação tem a ver com isso?”. O 6° encontro, feito no formato online, contou com a participação da gerente de Comunicação Externa da Neoenergia e diretora do Capítulo, Amine Darzé; da coordenadora de Comunicação e Marca nas Regionais Bahia e Minas Gerais da Suzano, Danielle de Paula; da coordenadora de Criação da agência Pauta Sete Comunicação, Larissa Souza; da vice-presidente Executiva e líder de Clientes Corporativos e Reputação da Edelman Brasil, Natalia Martínez; e da especialista em Comunicação Corporativa da Braskem na Bahia, Aline Garrido.

Ao abrir o evento, a diretora do Capítulo, Amine Darzé comentou que a pandemia acabou ressaltando as desigualdades e desequilíbrios nos aspecto social e ambiental, deixando mais expostas a forma de atuação das organizações, o que aumenta a demanda por políticas mais eficazes por parte das empresas em relação ao ESG. “O tema que abrangia o social, o ambiental e a governança era, antes da pandemia, uma escolha da organização; hoje, o tema conseguiu entrar na pauta da lógica financeira. Não é mais uma opção, o ESG passa a fazer parte do DNA das organizações, que precisam ter uma posição muito clara, metas públicas e um plano e ação em que possa mostrar que consegue cumprir todas as ações em prol desse ambiente social e de governança”.

Amine Darzé

O papel do ESG na construção de confiança

Para falar sobre “O papel do ESG na construção de confiança”, Natalia Martínez comentou sobre as pesquisas Trust Barometer realizadas anualmente pela Edelman em especial sobre a questão da infodemia, a falta de informação trazida pelas fake news e o impacto que provocam em temas como a vacinação, por exemplo. “Nesses 20 anos temos observado o quanto tem crescido a confiança nas empresas e o quanto isso gera uma responsabilidade gigante para as empresas enquanto instituições em detrimento da confiança de outras; as pessoas esperam que as empresas resolvam os problemas que o governo, que as ongs não estão mais conseguindo resolver, como saúde, educação, meio ambiente, emprego, questões raciais etc”, disse. “Essas definições de ESG, essa maratona de indicadores e métricas que todos querem correr atrás, começa dentro de casa a partir de definições como: que tipo de empresa ‘eu sou’, para que ‘estou’ neste mundo e que mudança ‘eu quero’ gerar e iniciar com a ‘minha’ empresa”, complementou.

Outro ponto destacado pela executiva tem a ver com a união das organizações. “As empresas precisam se juntar para entregar soluções e na pandemia a gente viu [esse movimento], a OMS não conseguiu dar conta sozinha, ela precisou dos governos para abraçar soluções de saúde sistemáticas, precisou da imprensa para educar as pessoas em relação à saúde pública, precisou de ONGs para cascatear e facilitar o acesso às vacinas. Não pretendam ser uma companhia que vai resolver todos os problemas do mundo ou vai iniciar um programa de sustentabilidade sozinho. Pelo contrário, quanto mais juntarmos esforços, mais impacto vamos ter”, acentuou Natália.

Natalia Martínez

ESG: pandemia e o reposicionamento estratégico da Comunicação

Em sua fala, Danielle de Paula, da Suzano – empresa brasileira de papel e celulose – trouxe um desdobramento do tema ao abordar “ESG: pandemia e o reposicionamento estratégico da Comunicação” e como as empresas estão fazendo para adotar esta nova prática. Só na Bahia são sete mil colaboradores, além de escritórios em São Paulo e no exterior. Em termos de gestão de pessoas, o ponto principal foi que a equipe de Comunicação assumiu a função de compartilhar informações em tempo real, além de garantir o alinhamento e ampliar ainda mais o desafio de chegar e mobilizar as operações. 

“Fizemos toda uma adequação estrutural para a nossa linha de frente continuar operando, a celulose é matéria-prima para produtos de higiene. Toda a equipe administrativa foi para home office e continuam com essa jornada. Do ponto de vista de sociedade, optamos por manter todos os empregos e do ponto de vista de negócios, lutamos para garantir uma robustez financeira e uma disciplina ainda maior mantendo todas as operações”, contou a executiva, acrescentando que a companhia investiu cerca de R$ 70 milhões em 2020 para auxiliar o país, principalmente nas áreas onde atua.

Danielle de Paula

“Quando a gente considera o público interno e externo, o grande aprendizado foi atuar em sinergia com nossos times corporativos do ponto de vista de Comunicação e das regionais. Fizemos um casamento para colocar campanhas no ar que conversassem diretamente com as nossas comunidades. Em dezembro de 2020 nós consolidamos o nosso propósito que é o de ‘Renovar a vida a partir da árvore’, tratando todos os aspectos dentro do mesmo conceito”, continuou Danielle, que fez questão de frisar que a Comunicação tem feito a diferença. “Pensando no cenário de pandemia, houve uma virada de chave no que diz respeito à agilidade. Tivemos um papel fundamental no alinhamento de discursos dos nossos interlocutores ao conversarem com os diversos stakeholders da companhia. Isso deu um novo olhar para a comunicação. Agora, mais do que nunca, é discurso na prática, é era da informação. Precisamos agir rápido”.

A estratégia de Comunicação externa do ESG como tema transversal

Na ocasião, Aline Garrido, da Braskem – empresa brasileira do ramo petroquímico, produtora de resinas termoplásticas frisou que, pelo fato de o plástico ter sido o ‘vilão’, o desafio de comunicação do ESG é redobrado. “Passamos por uma grande transformação na empresa após a Lava Jato e estamos empenhados em evoluir continuamente na área de conformidade, como empresa que prioriza a ética, a integridade e a transparência em todos os relacionamentos. Isso impacta diretamente  na nossa governança e na comunicação com investidores”.

De acordo com a executiva, desde 2002, a companhia mantém as práticas sociais e ambientais muito intrinsecamente acopladas nas estratégias, nos produtos e nos serviços e na comunicação de um modo geral. Atualmente, 100% das unidades industriais da Braskem adotam as melhores práticas para controle de pellets e, até 2040, a meta é que 100% das embalagens de plástico devem ser reutilizadas, recicladas ou recuperadas no Brasil. “Começamos com o compromisso voluntário para e Economia Circular para melhorar a gestão do ciclo de vida do plástico e fomentar as políticas públicas em relação à cadeia de pós-consumo”.

Aline Garrido

Ao apresentar os macro objetivos da companhia alinhada com os ODS da ONU para 2030, Aline comentou os desafios da comunicação com a imprensa de desenvolver entendimento sobre o negócio B2B. “Desde novembro de 2020, quando anunciamos a evolução do posicionamento em economia circular para economia circular de carbono neutro, a gente vem trabalhando essas pautas de uma maneira transversal, a partir de treinamentos com nossos porta-vozes para que tivessem um entendimento global e macro da estratégia da empresa para que as mensagens-chaves sempre venham permeando todos os nossos discursos, releases, comunicações e campanhas externas e internas e conseguimos resultados bem promissores com 670 inserções na imprensa no primeiro semestre deste ano”, contou a especialista.

 
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