Você não precisa ser gay para lutar contra a homofobia

O título deste artigo remete a uma série de camisetas lançadas recentemente por uma ONG do Rio de Janeiro. Nelas, estão estampadas frases como “você não precisa ser trans para lutar contra a transfobia” ou “você não precisa ser lésbica para lutar contra a homofobia”.
Eu iria além e diria: você pode ser o que quiser, mas para viver numa sociedade mais justa e igualitária para todas as pessoas – seus filhos, amigos e parentes, inclusive – precisa se posicionar contra toda e qualquer tipo de preconceito. Não dá para ficar apático.
O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking macabro da LGBTfobia. Só em 2016 foram mais de 300 crimes de ódio cometidos contra lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e mesmo contra héteros, que foram “confundidos” com os demais – foi o caso de pai e filho espancados na rua por pessoas que achavam que eram um casal de namorados.
A luta contra a LGBTfobia não é uma causa apenas dos LGBTs. É uma preocupação de todas e todos que prezam pela liberdade e pelo respeito.
No domingo (18) aconteceu a 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. É manifestação, mas também é festa. É fervo, mas também é luta. Além da presença maciça de marcas e empresas, tinha atrações como Anitta e Daniela Mercury, importantes aliadas da população LGBT.
A Parada é um espaço importante para demarcar território e demonstrar visibilidade, sobretudo quando, paradoxalmente ao tamanho da festa, o conservadorismo cresce.
Daí a importância da quantidade de pessoas heterossexuais, ou sem qualquer ligação direta com a causa, que passaram pela Paulista ontem para deixar seu recado. Eram grupos de amigos, familiares, colegas de trabalho – muitos com a camiseta das empresas – participando da construção de uma sociedade mais justa e inclusiva para todas as pessoas.
Que tal levar esta atitude para o dia a dia? Você não precisa ser LGBT para lutar contra a LGBTfobia. Basta ser uma pessoa comprometida com um mundo melhor. Boa semana!
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