Homofobia nas organizações: um assunto urgente


Nesta quarta-feira, 17 de Maio, é celebrado o Dia Internacional de Combate à Homofobia.
A escolha da data não é aleatória e procura lembrar o momento em que a homossexualidade foi retirada do catálogo de doenças da Organização Mundial da Saúde, em 1990.
Faz, portanto, apenas 27 anos que ser gay ou lésbica não é considerado uma patologia. Nas últimas décadas, alguns avanços foram conquistados, mas o preconceito contra a população LGBT persiste.
Inclusive nas organizações. Segundo pesquisa da consultoria Santo Caos, 40% dos homossexuais já sofreram preconceito no trabalho por conta de sua orientação sexual. O problema aparece na forma de piadas, de carreiras interrompidas e também de “conselhos” para “desmunhecar um pouco menos”, no caso dos homens, ou “ser mais menininha”, no caso das mulheres.
É uma intolerância assustadora, que fica ainda pior quando se consideram as interseccionalidades. O preconceito tende a crescer quando os marcadores de classe ou raça se somam à orientação sexual: é ainda mais difícil a vida do homossexual negro, com deficiências ou de baixa renda.
No caso da população trans, surge um agravante. A transgeneridade ainda consta dos manuais internacionais de doenças. Para a medicina, as travestis, mulheres e homens trans seguem como um grupo que merece tratamento psiquiátrico. Em 2017. Um escândalo.
Deixo a reflexão sobre como a ciência foi e ainda é utilizada para reproduzir discursos opressores. Duvido que algum leitor que conviva com colegas de trabalho ou amigos LGBT os considere doentes. Mas a medicina dizia isso até pouquíssimo tempo.
O 17 de Maio é um dia mais de meditação que de festa. É uma data para pensar sobre as conquistas que não chegam da mesma maneira para todos e a necessidade de desenvolvermos empatia e solidariedade, sobretudo com aqueles que estão lado a lado na sigla LGBT, mas seguem distantes em termos de direitos, acesso à cidadania e a trabalho.
Que a gente amplie nossa ação e possa, juntos, LGBT e aliados, lutar contra as intolerâncias de todos os tipos, nas escolas, nas famílias, na sociedade e também nas nossas organizações.
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