Bayer pergunta aos universitários: como ser inovador para os próximos 120 anos? publicado em: 22/09/2015

A 5ª edição do Prêmio Universitário Aberje tem desafio da Bayer sobre inovação.

 

Está lançado o desafio do 5º Prêmio Universitário Aberje. Realizado pela Aberje em parceria com a Agência de Comunicações ECA Jr. e com apoio da Maxpress, a edição de 2015 do PUA tem patrocínio da Bayer do Brasil, que também é anfitriã do desafio.

 

 

O lançamento aconteceu na segunda-feira (21), no Espaço Aberje Sumaré em São Paulo/SP, para cerca de 100 estudantes presentes e demais ouvintes via transmissão ao vivo. Paul Edman, Diretor do Capítulo Cidade de São Paulo da Aberje e Gerente de Comunicação da Petrobras, fez a abertura do evento. Ele sugeriu aos competidores que pensem simples. O paradoxo da simplicidade é tirar da complexidade do mundo as soluções mais simples – o que é extremamente difícil de fazer.

 

A inspiração

A palestra especial contou com Vânia Bueno Cury, sócia-fundadora da Anima Convivência Produtiva e professora de pós-graduação da FIA e do MBA Aberje/ESEG, que tratou sobre “O comunicador no centro da pós-modernidade: aprendizados e oportunidades”. Ela relatou que, por muito tempo, a comunicação corporativa investia esforços em dizer, em aparecer. Hoje está evidente que o paradigma mudou. O discurso precisa estar alinhado com a prática.

 

 

Sua primeira dica para os participantes foi: entenda o contexto, caso contrário não será possível compreender o presente e o futuro. Ela explicou que a humanidade vive atualmente a quarta macrotransição, definida como uma “mudança profunda, abrangente e irreversível, que ocorre em todos os níveis e sistemas”, segundo o filósofo sistêmico Ervin László. As macrotransições acontecem quando há uma inovação na energia e na comunicação acontecendo simultaneamente. Assim, a primeira macrotransição aconteceu com a invenção da escrita (em 4000-5000 a.C.) e utilização do fogo e da tração animal; a segunda, com o surgimento da imprensa (século XV) e ampla utilização do carvão; a terceira, com a comunicação de massa (século XIX-XX) e matriz energética vinda do petróleo; e a quarta, agora no século XXI, com a comunicação em rede (século XX-XXI) e as fontes de energia sustentáveis.

Nesse contexto, o comunicador está no centro da transformação. Por isso é importante aos profissionais ficarem atentos às questões contemporâneas. Vânia trouxe alguns dos principais dilemas da pós-modernidade – conceito filosófico que marca a sociedade a partir dos anos 80. A mudança de uma visão linear para uma “ação complexa”; a transição da gestão vertical para uma gestão horizontal dos processos (que não é a ausência de regras e normas, mas a sua construção por meio do diálogo); e a transição de foco da macronarrativa (o “discurso oficial”) para a micronarrativa (os indivíduos se comunicando). Na macronarrativa, a intenção é distribuir a informação. Já na micronarrativa, o objetivo é o diálogo.

Segundo pesquisa Leadership Communication de 2014, realizada pela Ketchum Monitor, os cinco maiores atributos da liderança são: liderar pelo exemplo (63%), comunicação aberta e transparente (61%), admitir erros (59%), trazer o melhor de cada um (56%) e lidar com controvérsias e crises calmamente (55%). Ao mesmo tempo, o relatório da LRN de 2015 apontou que os atributos mais desejados pelos CEOs são: colaboração (75%), comunicação (67%), criatividade (61%) e flexibilidade (61%). Vânia enfatizou que todos esses atributos, de ambos estudos, são relacionais e não técnicos. Ou seja, são valorizadas as virtudes dos indivíduos, e não suas habilidades.

O mesmo relatório da LRN mostra que as empresas entenderam que é o lado de dentro que conta. O engajamento com os funcionários é uma das questões mais críticas para as organizações atualmente: 13% estão engajados, 63% estão desengajados, e 24% estão ativamente desengajados.

Por esses motivos, a comunicação está no centro das transformações. Vânia apontou que a sociedade vive hoje na era da transparência, e isso quer dizer que está na era do comportamento. “Tudo o que você faz, ou não faz diz ao mundo quem você é. Se a imagem é a percepção do discurso, a reputação é a constatação da atitude”.

Ao fim, Vânia pontuou cinco reflexões importantes para os participantes:

  1. Faça parte da macrotransição: reinvente a comunicação
  2. Acolha a complexidade: pratique a cultura do “e”
  3. Busque soluções colaborativas: inclua outros
  4. Corra riscos: questione e promova a mudança
  5. Desenvolva quem você é: seja o profissional que você quer ser

 

O desafio

Em seguida, Paulo Pereira, Diretor de Comunicação Corporativa da Bayer do Brasil, falou sobre a companhia e contextualizou, assim, o desafio do PUA 2015.

 

 

A Bayer está entra as dez empresas mais antigas a se instalar no Brasil, comemorando 120 no país ano que vem. Até ano passado, a multinacional química tinha três áreas de negócio: Agricultura (Bayer CropScience), Cuidado com a saúde (Bayer HealthCare) e Materiais inovadores (Bayer MaterialScience). Este ano, a empresa adotou um novo posicionamento global. A área de MaterialScience foi separada da companhia (criando-se uma nova empresa chamada Covestro), de forma que a Bayer hoje atua na área de agricultura e saúde. Ou seja, ela tornou-se uma companhia focada nas ciências da vida, “a Life Science Company”.

 

Com cerca de 5.000 colaboradores no País, a Bayer Brasil é a quarta maior operação do Grupo Bayer no mundo. O grande ativo que move a companhia é a INOVAÇÃO, com investimento em novos talentos, colaboração com universidades, institutos de pesquisa e empresas parceiras no mundo inteiro.

Assim, o desafio para o PUA 2015 é criar uma campanha que utilize as ferramentas de comunicação para aguçar e disseminar o interesse e promover engajamento a partir do compromisso da Bayer com a inovação. O tema da campanha será: “Paixão por inovar: como ser inovador para os próximos 120 anos?”.

Paulo Pereira citou ainda uma pesquisa realizada pela Bayer em 2011, que apontava perda de awareness da companhia para o público jovem. Uma das ações realizadas a partir disso foi a criação da fanpage Bayer Jovens no Facebook, que explora temas importantes para a empresa, tais como sustentabilidade, meio ambiente, inovação, tecnologia. Outra ação é o patrocínio do Museu Catavento, em São Paulo/SP.

Veja o case completo do Desafio Bayer para o #PUA2015 aqui.

 

O grupo vencedor do PUA 2014 esteve presente no lançamento, representado por Rodrigo Cristiano de Campos, estudante do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi. Ele deixou um recado bem-humorado para os competidores deste ano: “Espero que tenham aproveitado o fim de semana passado, porque ele foi o último que vocês tiveram até o fim do PUA. Mas vale muito a pena. Participar dessa experiência, levar o nome da Aberje, engrandece muito em termos de carreira e currículo”.

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