Aberje Trends 2022: A comunicação interna e o conflito geracional
04 de julho de 2022
  • English

Debate reuniu comunicadores da Bayer, Dow, Plano Feminino e P3K Comunicação

Viviane Duarte e Elizeo Karkoski

O conflito geracional ganhou uma nova roupagem durante a pandemia. Uma nova realidade se formou, as empresas passaram a interagir com seus colaboradores através de diferentes recursos e plataformas de Comunicação. Nesse novo contexto pós-pandêmico, as organizações que vêm vivenciando um novo formato de trabalho, vêm também recebendo jovens da Geração Z que lidam com novas plataformas digitais e percebendo que um ambiente mais diversificado pode suprir a lacuna da falta de mão de obra qualificada.

Para debater esse assunto, o painel “A Comunicação interna e o conflito geracional” do primeiro dia do recebeu alguns comunicadores para contar como vem lidando com esse momento: Larissa Santos Battistini, gerente de Comunicação Institucional da Bayer Brasil, Helena Alonso, líder de Comunicação Corporativa para a Dow no Brasil e Viviane Duarte, CEO da Plano Feminino. A conversa foi mediada por Elizeo Karkoski, sócio-diretor na P3K Comunicação.

Viviane Duarte, da Plano Feminino – consultoria com foco em Diversidade e Inclusão, que ajuda empresas a buscar novas soluções para reter talentos visando diminuir o conflito geracional e co-criando novas narrativas e estratégias – lembrou que no Brasil existem 12 milhões de desempregados, mas por outro lado, há também necessidade de contratação de mão de obra qualificada. “A diversidade pode suprir essa lacuna? Temos um mapa social com abismos, as empresas devem olhar para o cenário desigual do país e se adaptar para lapidar novos talentos, apoiando e acolhendo”, comentou.

Helena Alonso e Larissa Santos Battistini

“A diversidade e a inclusão para a Bayer tem um valor inegociável, pois faz parte da nossa cultura e a comunicação reflete essa cultura. A sociedade tem exigido isso das grandes corporações e nós queremos protagonizar esse espaço”, completou Larissa Battistini

Para Helena Alonso, da Dow, há que se ter um olhar individualizado para cada grupo e ao mesmo tempo incentivar a colaboração entre os perfis, buscando promover a intersecção entre eles. “A comunicação precisa ser um facilitador, tem que ser vitrine dessa causa”. 

O papel da liderança no pós-pandemia foi outra pauta levantada durante o painel. “O papel do líder é sempre desafiador, mas é preciso melhorar vários aspectos da liderança, desenvolver líderes para solidificar a cultura organizacional”, disse Helena. “Nós buscamos criar canais para eles serem ouvidos ao longo desses últimos anos”, contou.

“O líder é o pilar estruturante na nossa estratégia. Temos mais de mil líderes, pessoas de multiculturas. A gente quer trabalhar uma única Bayer com diferentes sotaques, de realidades diferentes”, complementou Larissa.

Para Viviane, este é o momento de ter empatia e considerar as diferenças. “A liderança humanizada consegue co-criar um ambiente que facilita o melhor de cada um”, salientou.

 

 
Twitter e-Mail Facebook Whatsapp Linkedin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.