Aberje promove live para lançamento do livro “A Comunicação no Comando: ferramentas para a gestão de ativos intangíveis”
03 de setembro de 2021
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Evento contou com a presença do autor Cláudio Cardoso, de Pedro Cadina e de Malu Weber

O lançamento do livro  “Comunicação no Comando: ferramentas para a gestão de ativos intangíveis”, do autor, consultor em comunicação estratégica, tecnologia e inovação Cláudio Cardoso, foi realizado no dia 1º de setembro, pela Aberje Editorial. Participaram da live o CEO e fundador da ViaNews Comunicação, Pedro Cadina, que prefaciou a obra; e a diretora Executiva de Comunicação Corporativa do Grupo Bayer no Brasil, Malu Weber, que mediou o evento.

Na obra, o autor mostra  a sua visão sobre uma nova era na qual o comunicador será cada vez mais requisitado a ocupar a sua posição na alta liderança. Um profissional que se mantenha inspirado pela missão de criar valor intangível e administrar essa riqueza imaterial. O autor adiciona à sua contribuição uma caixa de ferramentas – metodologias, modelos e frameworks tradicionais ou concebidos pelo autor – para esse profissional.

Na oportunidade, Cláudio Cardoso contou o que o motivou a escrever a obra. “O livro é um registro de experiências de consultorias, principalmente, e mais recentemente ajudando a projetar hubs de inovação, mas um registro de alguém que, por vocação, buscou se aproximar da comunicação por amor”, iniciou. 

Cláudio Cardoso

Para ele, a comunicação sempre esteve no comando das organizações que desfrutam do privilégio de ter um posicionamento indiscutível. “A comunicação [enquanto prática] sempre esteve no altíssimo comando na concepção, na formulação em termos de organização, mas do ponto de vista sistemático, não: a comunicação [como área] não está no comando”.

Nesse sentido, Cardoso se refere ao comunicador que está presente na sala no momento das formulações, dos posicionamentos, das estratégias mais caras da organização. “O sonho é que esse comunicador não esteja apenas presente, mas que, em alguma medida, ele se informe para dar palpite e influenciar na formulação”, acentuou.

Pedro Cadina tem a percepção de que a comunicação ainda não está presente no board. “Penso que os CEOs, e os C-Levels precisam entender que é o comunicador é o especialistas que vai dar as melhores respostas e orientações para evitar que um diretor de banco, por exemplo, se comporte de maneira racista na TV.O livro traz algumas ferramentas justamente para a gente interferir nesse board”, comentou. “O  comunicador não é mais aquele que é formado em Relações Públicas, Publicidade, Marketing ou Jornalismo. Alguns desses técnicos têm uma visão de negócios, de empreendedorismo, mas muitos ainda sentem arrepios ao ouvirem falar de planos de negócio, de planilhas, metodologias mais voltadas a negócios. Esse é um aspecto da questão”, complementou.

Pedro Cadina

Formação ou atitude do profissional?

Ao mediar o encontro, a comunicadora Malu Weber fez questão de frisar que existe a questão da formação e qualificação profissional em contraponto da atitude e capacidade de articulação do profissional que percebe a hora certa de se posicionar e influenciar em certas decisões, mesmo sem participar do board. “Se analisarmos  a formação de um comunicador hoje, ele precisa realmente expandir a sua visão de negócio”, salientou.

Malu Weber

“Historicamente temos profissionais que ocupam esse lugar e de fato contribuem para estratégias mais bem desenhadas e mais competitivas na organização. Essas pessoas têm trajetórias que favoreceram repertórios bastante complexos de se formar e que tem características pessoais que também favoreceram a esta condição”, analisou Cláudio Cardoso. “Outro aspecto é a história do grande poder corporativo que a Comunicação não percorreu”.

Na segunda parte do livro, Cardoso fala sobre a importância que os dados ganharam e como é possível traduzir as narrativas da Comunicação numa linguagem de negócios, através de ferramentas. “É uma tentativa de fornecer instrumentos para que os profissionais possam formular e entender melhor a parte estratégica do negócio, como por exemplo organizar dinâmicas e atividades, formulações, como medir o intangível através de ferramentas próprias, entre outras”.

 

 
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