09 de dezembro de 2021

Aberje organiza Lab de Agronegócio com o  tema “A comunicação do Agronegócio nas pautas de ESG”

Último Lab do ano reúne profissionais de comunicação para falar sobre ESG

Último Lab do ano reúne profissionais de comunicação para falar sobre ESG

Nicholas Vital, Rodrigo Caetano e Juliana Lopes

A Aberje realizou, no dia 8 de dezembro, mais um Lab de Comunicação para o Agronegócio, desta vez com o tema “A comunicação do Agronegócio nas pautas de ESG”. Participaram do encontro a diretora de Sustentabilidade, Comunicação e Compliance na AMAGGI, Juliana de Lavor Lopes; o editor de ESG da Exame, Rodrigo Caetano; e o jornalista especializado em economia e agronegócio e escritor, Nicholas Vital, como mediador. A General Motors do Brasil é patrocinadora deste evento.

Responsabilidade social, sustentabilidade, ESG. A nomenclatura se modifica dentro das organizações conforme a sua maturidade no assunto. Juliana de Lavor Lopes frisa que se trata de um processo gradativo e contínuo de melhoria, que ocorre conforme a empresa vai evoluindo. “Quando se fala em ESG a empresa vai para uma atuação mais robusta relacionada à sociedade e aos diversos stakeholders ao seu redor. O setor financeiro vem com essa pegada do ESG cada vez maior. Isso exige da empresa um entendimento um pouco diferente de como relatar e comunicar as questões vinculadas às questões sociais, ambientais e de governança corporativa”.

“Eu enxergo isso como um processo quase que natural de maturidade das empresas e do próprio sistema capitalista. Não são apenas mudanças de nomenclaturas, mas evoluções de entendimento do papel das empresas, do entendimento dos riscos e do impacto que qualquer atividade econômica causa não só no meio ambiente mas também na sociedade”, complementa Rodrigo Caetano, acrescentando que o ESG surge como uma forma de dar materialidade à questões que antes eram tratadas apenas na parte da ética. “Ele surge no mercado financeiro e traz essa materialidade para que investidores pudessem, de fato, medir questões que impactam os negócios e os investimentos de uma forma sistematizada. Foi assim que surgiu o ESG, em 2004”.

Para Juliana, um dos grandes desafios do agro é endereçar uma comunicação que chegue clara para cada público. “Tivemos que aprender a contar mais claramente para cada público no formato que o público entende. Por muito tempo a gente falou pra gente mesmo, poucas vezes pra fora. Aí quando fomos falar tivemos dificuldade de achar o formato da comunicação e quando a gente vai para esse mercado investidor, há desafios de trazer as informações do agro brasileiro”, comenta.

“O ESG é muito sobre assumir a sua responsabilidade. Todos causam impacto, então o principal ponto do ESG é você entender qual impacto você causa para que você possa atuar da melhor maneira e gerar valor para a sociedade. Dentro dessa ideia eu vejo que o próprio jornalismo passa por uma transformação, por uma crise. Em relação ao agronegócio, existe uma cobertura especializada muito boa e completa, eu não vejo que falta informação para o produtor rural, por exemplo, mas vejo que o agronegócio não tem uma ‘voz’ muito aceita pela grande imprensa. Acho que isso tem vários motivos: o agronegócio entender que há, sim, problemas e por um tempo o setor minimizou esses problemas e isso tem causado prejuízos ao agro brasileiro”, disse o editor da revista Exame.

Juliana enfatiza que tentar evitar falar sobre agronegócio não faz sentido nenhum e que é cada vez mais importante que as empresas se debrucem nos desafios, sem julgamentos. “Isso é muito ruim para um processo de transformação porque a tendência das empresas é fazer muito, mas para evitar uma exposição negativa, acham que é melhor não falar. Mas não adianta, ela tem que se expor, vai ter que falar. É o quanto se dá de transparência para as dificuldades que se tem”, frisa. “Trata-se da importância de se tornar vulnerável, quando você está vulnerável, você está mais forte do que nunca, você tem força suficiente para enfrentar as suas dificuldades”, completa.

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