A evolução da comunicação interna da Bayer: uma transformação acelerada pela pandemia
22 de julho de 2021
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Segundo encontro do programa Aberje Academia de Marcas mostrou como a companhia inovou sua estratégia de se comunicar internamente com o colaborador

Líder mundial em saúde e nutrição, a Bayer tem mais de 150 anos de história, e este ano completa 125 no Brasil. Nesse período, diversas transformações aconteceram até que a pandemia do novo coronavírus fez com que uma evolução da comunicação interna, já planejada para a empresa, pudesse acelerar e trazer uma nova estratégia. Durante o segundo encontro do programa Aberje Academia de Marcas, realizado no dia 21 de julho, foi possível acompanhar como a empresa foi capaz de se reinventar. 

Na ocasião, a gerente de Comunicação Institucional na Bayer Brasil, Larissa Battistini, compartilhou um pouco mais da jornada da companhia no que se refere à  evolução da comunicação interna da empresa e apresentou o case que ganhou os prêmios internacionais Sabre Awards Latam 2020 e o PRWeek 2021. A live contou com a mediação da instrutora da Escola Aberje de Comunicação, Cynthia Provedel.

Evolução da comunicação interna

Presente em mais de 87 países, o Brasil é o terceiro maior mercado da Bayer, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Com mais de seis mil colaboradores em todo o Brasil, a empresa soube se reinventar através da inovação para se manter firme mesmo diante de todos os desafios vivenciados em mais de um século. 

Ao posicionar a Bayer no Brasil e no mundo, Larissa Battistini ressaltou que a empresa tem uma história de constante evolução e transformação que reflete na comunicação interna. “Tudo isso começou com a integração com a Monsanto, em 2018. A comunicação foi o pilar estruturante da transição cultural de duas gigantes com diferentes culturas. Eram empresas completamente diferentes em sua forma de atuar, com diferentes canais e fontes de informação para os colaboradores. O desafio era como levar as informações a eles de maneira única e integrada e fizemos pesquisas com a liderança das duas empresas para entendermos qual seria o melhor caminho para o colaborador dessa nova organização”.

Cynthia Provedel e Larissa Battistini

A executiva contou que a equipe de comunicação partiu para a escuta ativa junto aos colaboradores das duas empresas com o intuito de contribuir para a confecção de um plano estruturado quando veio a pandemia. “Nos vimos desamparados e tivemos que colocar 70% da nossa equipe em home office e o nosso sistema não suportava todas as ferramentas. Eram desafios técnicos a serem enfrentados para que as pessoas tivessem acesso às informações e aos canais já existentes. A partir de uma decisão da liderança, lançamos um boletim diário com foco no colaborador, trazendo informações e agilidade e colocamos o plano de evolução em stand by”.

Após intensificarem toda a comunicação, por meio da revisão de todos os canais e iniciativas, o plano de evolução da Comunicação Interna integrada foi, então, alvo de reajustes para entrar em ação no começo deste ano. “Uma gestão completa de conteúdos e estratégia com foco em hierarquização da informação, colocando o colaborador no centro de tudo. Outro ponto extremamente relevante dessa estratégia, pois até então não havia, foi o papel de um líder comunicador, um pilar que está evoluindo desde então”, revelou Larissa. “O foco da evolução dessa comunicação interna é menos volume, mais valor, mais relevância e proximidade”.

Antes da pandemia, todas as divisões ativavam os colaboradores internamente por meio de comunicação. De acordo com Larissa, os negócios e as funções corporativas faziam comunicação direta com o colaborador, de acordo com seu tempo e necessidade. “Eram diversas fontes e muito conteúdo. Nesse modelo havia muita competição entre temas e muita informação chegando ao mesmo tempo, muitos estímulos e menos senso de uma única organização”, revelou. 

Com o plano, o foco deixou de ser nas áreas e passou a ser no colaborador. A hierarquização da informação teve foco no que era mais importante; no lugar de campanhas físicas, houve uma migração para os canais digitais; a linguagem formal foi substituída por uma mais próxima e a comunicação de uma via por uma comunicação mais interativa; a dependência dos canais e da comunicação corporativa foi transformada em relevância do papel do líder comunicador. “O que a gente ganha com tudo isso? Um olhar integrado; uma única voz respeitando os diferentes sotaques; ganho operacional, mais agilidade e uma linguagem mais simples e próxima; interatividade para os canais; métricas e KPI’s; menos estímulos individuais e soltos e maior engajamento com toda essa iniciativa”, elencou a executiva.

Assista na íntegra no canal do Youtube da Aberje:

 

 
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