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19 de agosto de 2017

Relatórios não-financeiros têm importância fundamental, aponta pesquisa da EY

Redação Portal Aberje
 
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De acordo com o levantamento Climate Change and Sustainability Services da EY (Ernst & Young) – empresa associada à Aberje – que levou em conta a opinião de mais de 320 investidores institucionais globais em relação ao reporte de dados não-financeiros, 82% dos pesquisados pontuam que os riscos ambientais, sociais e de governança (ESG, em inglês) foram ignorados por muito tempo em todo o mundo dos negócios.

A pesquisa sobre as mudanças climáticas e o impacto disso nos negócios das empresas mostra que 81% dos participantes afirmam que as corporações não revelam adequadamente os riscos que os relatórios de sustentabilidade podem apresentar ao futuro das companhias. Porém, cerca de 92% dos entrevistados concordam que, a longo prazo, as questões de ESG – que vão desde mudança climáticas à eficácia da diretoria – têm impactos tangíveis. Por isso, esses executivos acreditam que um foco nítido nessas questões deve gerar um retorno quantificável.

Segundo Helcio Bueno, sócio da EY, os recentes escândalos ambientais e sociais e o foco no valor de longo prazo, contra o pagamento de dividendos de curto prazo, está trazendo luz aos fatores não-financeiros. “Esse movimento gera uma desconexão entre os investidores, que enxergam na ESG um fator que pode impactar diretamente os resultados financeiros, e as empresas, que ainda não enxergam os perigos de negligenciar os riscos ambientais, sociais e de governança”, afirma Bueno.

A pesquisa revelou que nos últimos 12 meses, 68% dos entrevistados afirmaram que o desempenho não-financeiro das empresas tinha um papel fundamental em suas decisões de investimentos. Esse dado é 10% maior do que o divulgado em 2015. Ainda em cima dos balanços dessas companhias, 60% dos investidores dizem que seus clientes exigem informações ESG. “Os dados de nossa pesquisa revelam que os investidores estão realmente preocupados com as políticas de sustentabilidade das empresas. Uma parcela de 59% dos pesquisados disse que, caso não haja uma ligação entre as iniciativas ESG e a estratégias de negócios, repensaria o investimento ” afirma Leonardo Dutra, diretor de Consultoria em Sustentabilidade da EY.

Com os tratados da Conferência de Clima de Paris e outros códigos de administração que estão sendo introduzidos, a pressão sobre as empresas para que produzam dados não-financeiros mais consistentes irá aumentar. Hoje 85% dos entrevistados espera uma mudança positiva nas divulgações dos balanços sustentáveis.“A grande dúvida que esse estudo gera é se o apetite dos investidores por uma divulgação mais integrada, previsível e estratégica está sendo atendida pelas empresas. Na pesquisa deste ano, 60% dos entrevistados disseram ‘não’ quando questionados se as empresas divulgam adequadamente seus riscos de ESG. Esse número representa um aumento de mais de 20 pontos porcentuais em relação ao ano passado. Portanto, é necessário que as companhias enxerguem os relatórios não-financeiros com mais cuidado”, pontua Dutra.

De acordo com a pesquisa da EY, os investidores são pouco tolerantes com empresas que não realizam a correta divulgação de seus relatórios de ESG. “Os investidores estão preocupados em saber como viver em um futuro onde a temperatura global irá aumentar cerca de dois graus Celsius e de como isso irá impactar em seus investimentos. Por isso, dado a comprovação de que as empresas que mostram sua cautela em relação ao meio-ambiente podem superar seus pares, é necessário que as estratégias da gestão corporativa sejam apresentadas de maneira clara e precisa”, conclui Dutra.

– 68% dos entrevistados – um total de 320 investidores institucionais – afirmaram que o desempenho não-financeiro das empresas tinha um papel fundamental em suas decisões de investimentos – dado 10% maior do que o divulgado em 2015.

– 82% desses investidores pontuam que os riscos ambientais, sociais e de governança foram ignorados por muito tempo em todo o mundo dos negócios.

– 59% dos pesquisados disseram que, caso não haja uma ligação entre as iniciativas ESG e a estratégias de negócios, repensariam o investimento.

– 81% dos participantes afirmam que as corporações não revelam adequadamente os riscos que os relatórios de sustentabilidade podem trazer para as companhias.

 

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