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07 de novembro de 2022

OnlyFans já distribuiu US$ 10 bilhões a creators desde que foi criado

Redação Portal Aberje
 
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Publicado originalmente no Portal Metrópoles em 02/11/2022 por Tomás Adam

CEO apresentou case da plataforma de conteúdo adulto, que já soma 200 milhões de usuários, para plateia da Web Summit.

“Por favor, levante a mão quem assina o OnlyFans?”. A plateia no palco central da Web Summit estava lotada, mas poucos participantes do encontro se atreveram a admitir. Focada em entretenimento adulto, a plataforma é restrita a pessoas com mais de 18 anos — oferecendo conteúdo por assinatura de atores, atrizes, modelos e até mesmo ilustres desconhecidos que compartilham, na maior parte das vezes, intimidades.

A castidade do público em Lisboa contrasta com os números do site. São quase 200 milhões de usuários espalhados por 100 países, consumindo o conteúdo de aproximadamente 2 milhões de criadores. Do valor das assinaturas, 80% vai para quem faz os vídeos e fotos. E, na semana passada, uma nova marca foi atingida: a rede social já distribuiu US$ 10 bilhões desde o lançamento, em 2016.

Monetizar conteúdo que seria distribuído de graça é “dar poder à cultura do criador”, na avaliação da CEO Amrapali Gan, convidada a contar seu case de sucesso no maior evento de tecnologia do mundo. “Nosso mantra é: só ganhamos dinheiro se quem gera o conteúdo também ganhar”, destacou a executiva — que ocupava o cargo de CMO antes de liderar a companhia.

Mas nem tudo são flores na terra do OnlyFans. Ano passado, uma matéria na BBC denunciou brechas de segurança do site que abriam espaço para conteúdos feitos por menores de idade. Após a investigação, ações internas de segurança foram reforçadas — mas ainda há denúncias, como uma recente feita por uma procuradoria dos Estados Unidos.

Amrapali detalhou o fluxo de revisão dos conteúdos para evitar esses problemas. Segundo ela, toda e qualquer foto, vídeo ou mensagem atravessa um processo de varredura automatizada, que identifica possíveis comportamentos suspeitos. “Os materiais que não passam pelo filtro são revisados por humanos, que imediatamente agem e aplicam as restrições”, contou. Também há protocolos específicos para garantir o consentimento de outras pessoas que eventualmente apareçam em materiais.

O investimento em segurança, aliás, está entre as prioridades para o futuro da plataforma. E a ideia é ampliar o espaço para além do conteúdo adulto. “Somos uma companhia disruptiva para a economia criativa. Queremos focar em áreas como a comédia, que possui um potencial gigantesco”, antecipou a CEO.

Aliás, Amrapali também tem seu perfil no site. Mas, antes que pensem em algo diferente, ela só compartilha momentos do cotidiano e bastidores do trabalho.

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