99 lança Guia da Comunidade para promover respeito e diversidade
14 de dezembro de 2020
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  • Documento de boas práticas foi desenvolvido com Instituto Ethos, referência na atuação em responsabilidade social empresarial no país

  • Participaram da elaboração motoristas, passageiras e passageiros, além de setores da sociedade focados no incentivo à tolerância

  • Objetivo é reduzir casos de desrespeito como brigas, assédios e preconceitos, responsáveis por 59% das ocorrências no app

A 99, em parceria com o Instituto Ethos, lançou na última quarta-feira (9) o Guia da Comunidade 99. O documento tem como objetivo promover respeito e diversidade a mais de 20 milhões de passageiras, passageiros e motoristas do app, e conta com capítulos sobre o combate a discriminação a mulheres, negros e LGBTI+, entre outros grupos minorizados. O Ethos, que construiu a iniciativa ao lado da empresa de transporte por aplicativos, é referência na atuação em responsabilidade social empresarial no país.

O Guia fomenta direitos, deveres e comportamentos esperados na comunidade, além de fornecer dicas práticas e exemplos de situações. Segundo a companhia, a meta é criar um círculo virtuoso de gentileza para uma plataforma e sociedade melhores — diminuindo assim casos de desrespeito durante corridas.

Na 99, seis de cada dez ocorrências de segurança são causadas por falta de respeito entre as partes. Entre eles estão assédios (23% do total de incidentes), agressões verbais (14%), físicas (7%) e discriminações (4%). Ou seja, são casos que seriam evitados caso o respeito tivesse prevalecido.

Tanto passageiras e passageiros quanto motoristas são vítimas. Por exemplo, casos de assédio estão distribuídos igualmente entre os dois lados. Já a maioria das discriminações (69%) é contra passageiras e passageiros, mas os motoristas são mais vítimas de agressões físicas (81%) e verbais (73%).

O Guia da Comunidade 99 ficará disponível online em 99app.com/guiadacomunidade, será divulgado para toda a base do app e deverá ser aceito por quem utiliza o serviço. Além disso, vai contar com uma plataforma de treinamento para usuárias e usuários, além de campanhas de conscientização. O documento foi desenvolvido com linguagem objetiva e transparente por jornalistas, psicólogos, sociólogos e antropólogos, e conta com o ponto de vista da própria comunidade da 99, incluindo pessoas em várias regiões do país de diferentes gêneros, raças e orientações sexuais.

“Queremos que as pessoas sejam protagonistas na luta por respeito e diversidade”, diz Pamela Vaiano, diretora de Comunicação da 99. “Esperamos que o Guia leve a todas e todos a interagir ainda mais com o app, reportando casos de desrepeito e discriminação para que possamos bloquear agressoras e agressores, construindo assim uma plataforma cada vez mais segura e tolerante.

Produzindo o Guia da Comunidade 99

O Guia é resultado de um ano de trabalho e foi desenvolvido colaborativamente através de 18 conversas com grupos focais com 29 passageiras, passageiros e motoristas de todo o Brasil, incluindo mulheres, pessoas negras e LGBTI+.

O material foi balizado ainda por pesquisa com mais de 1.600 usuárias e usuários da plataforma, em que mais de 90% consideraram o documento útil, muito útil ou extremamente útil. A maioria também acredita que ele vai ser bem sucedido em instruir sobre direitos e deveres, orientar as pessoas sobre como se comportar, assim como melhorar a relação entre passageiras, passageiros e motoristas.

O Guia foi avaliado e apoiado por especialistas como Margareth Goldenberg, Gestora Executiva do Movimento Mulher 360, organização que atua no engajamento de empresas na promoção da equidade de gênero e empoderamento feminino, e Ivone Santana, Secretária Executiva da Rede Empresarial de Inclusão Social e membro do Conselho de Gestão da Secretaria Estadual das Pessoas com Deficiência do Estado de SP. Também foram consultados um acadêmico dedicado a questões raciais e que impactam negras e negros, uma jornalista focada em direitos humanos, e um membro da segurança pública voltada a questões de gênero.

Segundo 99 e Ethos, o objetivo é que o material não espelhe apenas as visões deles, mas também as de diferentes setores da sociedade.

“O Guia da Comunidade 99 foi elaborado a partir de um processo de escuta às pessoas que fazem parte dela. São mais de 40 páginas com capítulos que norteiam a nossa visão: Respeito, Segurança, Responsabilidade e Comunicação”, afirma Ana Lúcia Melo, diretora-adjunta do Instituto Ethos.

No capítulo Respeito são feitas recomendações sobre como agir durante uma viagem. Em Segurança, temas que ajudam a prover proteção, como direção segura. Em Responsabilidade, os leitores vão conhecer combinados que devem ser seguidos numa plataforma de economia compartilhada. Há ainda capítulos sobre Comunicação com a empresa e Medidas de Proteção e Higiene durante a Pandemia elaboradas com a consultoria do Hospital Sírio-Libanês.

Diferença entre o que é aceitável para motoristas e o que já foi vivenciado com passageiras e passageiros chega a 851%

Uma pesquisa realizada pela 99 mostra que existe uma grande diferença entre o que um lado considera problemático nas corridas, e as atitudes efetivamente tomadas pela outra parte durante as viagens.

Entre motoristas, apenas 8% acham aceitável que passageiras e passageiros entrem no carro sujos ou molhados, mas mais da metade deles já passou por essa situação. Ou seja, a diferença entre o que motoristas consideram aceitável e o que a outra parte faz é de 664% nesse caso.

O contraste entre o que é aceitável para motoristas e o que já foi vivenciado com passageiras e passageiros chega a 851% no caso do não recebimento do pagamento. Mais de 60% dizem já ter vivenciado, mas apenas 7% consideram aceitável em alguma situação.

Entre passageiras e passageiros, o levantamento mostra que o desrespeito às regras de trânsito é o que mais incomoda. Entre 40% e 50% deles dizem que já vivenciaram motoristas falando ao celular ou dirigindo em alta velocidade, enquanto só 17% e 7% dos condutores admitem ter tido esses comportamentos, respectivamente.

Outros pontos de atrito são a escolha de caminhos mais longos e pedidos de motoristas por notas positivas, por exemplo.

 
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