Evento da Weber Shandwick Brasil debate IA e gestão da mudança nas organizações

A relação entre inteligência artificial, cultura organizacional e gestão da mudança deu o tom da última edição do United Talks, realizado na última quarta-feira (15), na sede da Weber Shandwick Brasil, em São Paulo. Com o tema “IA: fator de tensão ou solução cultural?”, o evento reuniu especialistas para discutir como a adoção de tecnologias depende, sobretudo, de fatores humanos. A Weber Shandwick Brasil é associada à Aberje.
A abertura partiu da premissa de que a mudança deve ser entendida como uma capacidade organizacional estruturante, mais do que uma simples resposta pontual a novas ferramentas ou processos. A mudança foi retratada como um “músculo” que articula a operação, influencia prioridades e orienta a tomada de decisão, estando diretamente vinculada à cultura e à atuação das lideranças, especialmente da média gestão, responsável por garantir escala.

Rodolfo Araújo, vice-presidente de Estratégia, Analytics e Transformação Cultural, apresentou dados de uma pesquisa “Os grandes debates sobre a adoção de IA de 2026”, que aborda os impactos da IA nas empresas e nas relações de trabalho. A pesquisa está disponível neste link. Segundo ele, organizações que conseguem capturar valor real da tecnologia tendem a adotar abordagens mais pragmáticas e centradas nas pessoas. “A clareza tem se mostrado mais eficaz do que a ambição. A cultura define a abordagem, e o fator humano permanece no centro do processo”, afirmou. Para o executivo, ao identificar que os principais desafios são de natureza humana, não se trata de atribuir responsabilidade, mas de direcionar investimentos para temas como alinhamento, definição de responsabilidades e gestão da resistência à mudança.
Na sequência, Cristiane Fiorezzi, diretora sênior de Recursos Humanos da OTIS para a América Latina, participou de debate sobre os desdobramentos organizacionais da adoção de IA. O encontro também contou com a demonstração do NAV, agente de inteligência artificial voltado à gestão da mudança, capaz de apoiar a formulação de estratégias e o refinamento de decisões. O NAV pode ser acessado aqui.
Pontos de atenção na adoção de IA
- IA não é objetivo, é habilitador da missão;
- Pequenas vitórias bem divulgadas e comemoradas ampliam engajamento e adesão;
- Visões revolucionárias mobilizam no início, mas tendem a perder força ao longo do tempo;
- Foco exclusivo em ROI transformacional pode ser contraproducente frente a ganhos incrementais de produtividade;
- O “paradoxo da eficiência” indica que a promessa de tempo livre nem sempre se concretiza;
- Inserir IA em processos existentes tende a ser menos eficaz do que redesenhá-los;
- A liderança é relevante, mas o aproveitamento do repertório coletivo das equipes é igualmente decisivo, inclusive para mitigar tensões geracionais;
- Experimentação com segurança exige governança e responsabilidade compartilhada, sem que isso represente entraves burocráticos.
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