Agenda 2030: Comunicação e Engajamento

A Plataforma Ação para Comunicar e Engajar (PACE) é formada por comunicadores e profissionais de sustentabilidade que atuam nas organizações signatárias do Pacto Global. Os principais objetivos são o engajamento e sensibilização dos setores de comunicação das organizações, a disseminação dos Dez Princípios e dos ODS para os integrantes do Pacto Global e para os seus stakeholders e a criação de conteúdos compartilhados, bem como a definição coletiva de estratégias de comunicação para apoio das diretrizes de atuação da Rede Brasil. Natália de Campos Tamura é representante da Aberje na secretaria executiva da plataforma e editora do blog Agenda 2030: Comunicação e Engajamento. A manutenção desta frente de representação institucional da Aberje tem o apoio da SAP.

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Mudanças climáticas no planejamento estratégico das organizações
05 de novembro de 2021
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Longe de figurar apenas entre as temáticas de filmes de ficção científica, as mudanças climáticas são realidade e já têm seus efeitos percebidos ao redor do mundo.

O relatório recentemente publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (organização criada em 1988 no âmbito da Organização das Nações Unidas e autoridade em ciência do clima no mundo) aponta que o aumento na temperatura média no planeta atingirá ou ultrapassará 1,5 °C nas próximas duas décadas.

Isso pode parecer pouco, mas cada fração de incremento na temperatura do planeta potencializa a intensidade e/ou a frequência de tempestades severas, inundações, ressacas, erosão costeira, ciclones e outras. Mudanças no clima também favorecem alterações no equilíbrio das espécies e oportunizam o surgimento de doenças (já há pesquisas que correlacionam as mudanças climáticas com a pandemia da Covid-19 causada pela propagação do vírus Sars-CoV-2).

Mudanças climáticas são (ou deveriam ser) uma preocupação de todos: sociedade, governos e corporações. Nas mudanças climáticas, em certa proporção, todos são vítimas, mas também responsáveis.

Pensando nisso, muitas organizações estão passando a assumir protagonismo em ações contra a mudança global do clima, alinhando esse contexto em seu planejamento estratégico.

O caminho é longo e, mais do que necessário, é imperativo trilhá-lo. Assim, o ponto de partida é o apoio da alta liderança das corporações como fomentadora da mudança de cultura da empresa para mitigação de impactos negativos e potencialização dos positivos. Realizar um inventário de gases de efeito estufa cada vez mais maduro, trabalhar para o carbono zero e inserir critérios de sustentabilidade em sua cadeia de aquisições são iniciativas que vêm se consolidando entre as empresas.

Como não poderia deixar de ser, as mudanças climáticas figuram como um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (ODS-13 – Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos) e têm interface com os outros 16 objetivos, tendo entre as metas:

  • Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países.
  • Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais.
  • Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança do clima.
  • Implementar o compromisso assumido pelos países desenvolvidos partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [UNFCCC] para a meta de mobilizar conjuntamente US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, de todas as fontes, para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, no contexto das ações de mitigação significativas e transparência na implementação; e operacionalizar plenamente o Fundo Verde para o Clima por meio de sua capitalização o mais cedo possível.
  • Promover mecanismos para a criação de capacidades para o planejamento relacionado à mudança do clima e à gestão eficaz, nos países menos desenvolvidos, inclusive com foco em mulheres, jovens, comunidades locais e marginalizada.

Os ODS trazem o propósito, mas as ações precisam ser tomadas agora. Na SPA, a causa da sustentabilidade ganhou centralidade no planejamento estratégico. Em 2021, a Companhia ingressou na Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da ONU para mobilizar a comunidade empresarial na adoção e promoção, em suas práticas de negócios, de Dez Princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Quem integra o Pacto Global também assume a responsabilidade de contribuir para o alcance dos 17 ODS que buscam agir contra as mudanças climáticas, assegurar os direitos humanos, acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça, alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, entre outros desafios.

Trazer as mudanças climáticas para o cerne das decisões das empresas e fomentar o engajamento de sua cadeia de valor são desafios imprescindíveis para limitar os impactos que colocam em risco o futuro, não só de seus negócios, mas da qualidade de vida de todos os povos.

 
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