Agenda 2030: Comunicação e Engajamento

A Plataforma Ação para Comunicar e Engajar (PACE) é formada por comunicadores e profissionais de sustentabilidade que atuam nas organizações signatárias do Pacto Global. Os principais objetivos são o engajamento e sensibilização dos setores de comunicação das organizações, a disseminação dos Dez Princípios e dos ODS para os integrantes do Pacto Global e para os seus stakeholders e a criação de conteúdos compartilhados, bem como a definição coletiva de estratégias de comunicação para apoio das diretrizes de atuação da Rede Brasil. Natália de Campos Tamura é representante da Aberje na secretaria executiva da plataforma e editora do blog Agenda 2030: Comunicação e Engajamento. A manutenção desta frente de representação institucional da Aberje tem o apoio da SAP.

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Igualdade de gênero na indústria como meta de diversidade
19 de maio de 2021
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O meio industrial é historicamente reconhecido como um ambiente majoritariamente masculino. Seja por se aproximar de um trabalho braçal ou por, na maioria das vezes, ser ligado ao campo de estudo das exatas, ambas atividades que, por uma série de circunstâncias e condições culturais, geralmente são mais incentivadas para homens. Mas está na hora de mudar essa perspectiva e trazer mais mulheres para esse ramo. Desde a fábrica, até os cargos executivos, um equilíbrio no número de homens e mulheres, traz benefícios não só para as colaboradoras, mas também para a empresa.

Sua empresa sabe como atrair e quais são os benefícios de ter mulheres no ramo industrial?

Pode-se pensar que as mulheres já estão inseridas como parte do trabalho industrial, porém as empresas industriais do Brasil tinham apenas 25,8% de mulheres em 2019, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Ter uma empresa diversa, em qualquer ramo, é importante pois a mistura de experiências, sejam pessoais ou profissionais, fazem com que o ambiente seja mais criativo e inovador. E em empresas industriais há ainda uma grande vantagem competitiva, já que abrem portas para novos talentos, estimulando a economia e o crescimento da empresa.

O relatório “Delivering through diversity” da McKinsey Company de 2018, concluiu que “empresas mais diversificadas conseguem atrair os melhores talentos, aumentam seu foco no cliente, a satisfação dos funcionários e melhoram a tomada de decisões, além de garantir mais facilmente a licença para operar.” O que reflete na lucratividade e na performance financeira de empresas em vários países do mundo.

Mas não basta ter mulheres em seu quadro de colaboradores, é preciso que haja equidade em relação aos cargos e salários, que sejam justos e de acordo com a qualificação de cada pessoa. Ao mesmo tempo em que a diversidade se dá ao contratar mulheres, é preciso que essas se sintam confortáveis, em um ambiente inclusivo e acolhedor, para que permaneçam e cresçam em diferentes cargos.

Em empresas industriais, muitas vezes a maior dificuldade é ainda no momento da contratação, que muitas vezes não encontra candidatas para as vagas. Por isso, a inclusão não é uma tarefa fácil, é importante que as políticas de inclusão sejam parte do plano estratégico a longo prazo, permitindo que a empresa se torne diversa e inclusiva por meio de várias atividades. O plano estratégico ajuda a tornar as atividades reais a partir do momento que é possível ver os benefícios e entender quais metas devem ser batidas. Uma das estratégias é se basear nos objetivos externos, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Unir objetivos, como o da Igualdade de Gênero e o da Indústria, inovação e infraestrutura é um dos caminhos que podem ser seguidos, dessa forma as atividades e tarefas podem ser tratadas não só como um objetivo de Diversidade e inclusão, mas também como uma forma de contribuir para a inovação, já que profissionais de culturas mais igualitárias sentem condições mais favoráveis para inovar no trabalho.

Algumas atividades são essenciais, como por exemplo:

  • Engajar a liderança com o tema: ter uma liderança engajada e que apoia as atividades de diversidade e inclusão é um exemplo para os demais colaboradores, além de trazer o assunto para o âmbito mais estratégico. Levar o tema para reuniões estratégicas, estabelecer objetivos possíveis para a sua empresa e explicar os benefícios lucrativos são meios de engajar a liderança;
  • Promover a causa internamente: não é possível chegar longe se os colaboradores não “comprarem” a ideia. Pois sem eles o ambiente pode se tornar hostil e incluir mulheres torna-se uma barreira ainda maior. Campanhas de conscientização e um canal de denúncias são ações que trazem segurança para mulheres, e mostram como a empresa está engajada no tema;
  • Divulgar as ações interna e externamente: traga as pessoas para perto, ter transparência nos processos e divulgá-los, além de ser uma boa prática de comunicação, é também um meio de conscientização e de engajamento. No meio externo, ainda é uma forma de divulgar sua marca empregadora e atrair mais talentos.

Comprometimento, boas práticas e objetivos específicos são exemplos de ações que contribuem para gerar mais conhecimento e empatia para a causa da igualdade de gênero e podem ser um bom estímulo para ampliar as discussões nas empresas em outras frentes da diversidade como um todo, considerando questões de raça, geração e LGBTQI+, por exemplo.

 
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